terça-feira, 19 de junho de 2012

Alerta 10

Já tivemos Rui Costa (na imagem), Pedro Barbosa ou Deco, porém agora temos que nos limitar a um meio-campo combativo e sem um típico criativo. Nani e Cristiano Ronaldo têm conseguido ocultar por vezes essa lacuna clara na turma de Paulo Bento, mas, nos jogos frente a equipas mais equilibradas (como a Alemanha ou a Dinamarca), tem ficado bem patente que a falta de um playmaker tem faltado à equipa das "quinas". Ter um jogador capaz de fazer aqueles passes fatais no momento exato ou organizar a equipa desde trás é essencial no futebol moderno e a Portugal falta um ou mais jogadores desse género.

Na minha modesta opinião, Carlos Martins, apesar de atuar como médio-ofensivo não tem essas características, e Hugo Viana, tal como Rúben Micael, não tem qualidade para ser titular na seleção. Sendo assim, apresentamos de seguida uma lista de futebolistas que a curto/longo prazo poderão vir a tornar-se esse jogador tão essencial à nossa equipa.

Adrien Silva (Académica - emp. Sporting): De todos os futebolistas deste lote, o atleta formado em Alcochete é o com maior qualidade de momento. Com 23 anos e prestes a rescindir com os leões, levou os "estudantes" às costas durante esta época com a sua criatividade, a sua verticalidade, a sua garra e a sua tremenda qualidade técnica. Bastar-lhe-iam duas/três temporadas ao mais alto nível para poder atingir a seleção e essa oportunidade poderá passar pelo Montpellier, campeão francês, ou pelo Cluj, campeão romeno. Nunca atingirá o nível de Rui Costa, é certo, mas poderá ser uma excelente solução.

David Simão (Académica - emp. Benfica): Este "estudante" nascido em Paris, em 2010/11, brilhou ao serviço do Paços de Ferreira e por isso, na primeira metade da época, teve a sua oportunidade no plantel principal da sua equipa de formação, o Benfica. Infelizmente, desperdiçou-a e, em janeiro, seguiu para Coimbra onde foi peça fundamental na caminhada da equipa de Pedro Emanuel para o título da Taça de Portugal. Apesar de ser um tanto lento, este jovem de 22 anos tem técnica, boa visão jogo e é primoroso nos passes longos. Nos juniores do Benfica bateu recordes e prometeu muito. Esperemos que cumpra todas essas promessas...

Sérgio Oliveira (Penafiel - emp. Sporting): É o jogador com menor potencial deste leque de hipóteses para a equipa das "quinas", no entanto realizou um excelente Mundial de sub-20 no ano passado e foi ídolo nas camadas jovens dos dragões. Na primeira metade da época esteve perdido no Mechelen da Bélgica. Os portistas não perderão a hipótese de reaver o futebolista de 20 anos e de o emprestar ao Penafiel onde realizou todos os jogos possíveis e ajudou os nortenhos na sua campanha que culminou num honroso 9º lugar. Deverá ser agora emprestado a uma equipa da Primeira Liga. Estaremos atentos ao seu desenvolvimento.

Saná (Valladoid): O médio de 20 anos conjuga velocidade e qualidade técnica de uma forma muito equilibrada, o que lhe permite ser um futebolista muito interessante. Apesar de só ter realizado 2 jogos oficiais durante esta temporada, é considerado em Espanha uma jovem promessa que, no futuro, poderá atingir outro nível. Sinceramente, não acredito muito neste jovem formado no Benfica, porém admito-lhe qualidade.

Filipe Chaby (Sporting): De todos estes jogadores, é, na minha opinião, o que possui mais potencial e, sinceramente, poderá atingir um nível mundial. Este canhoto de 18 anos, oriundo de Setúbal, que atua em Alcochete é já fortemente pretendido pela Europa fora. Muito tecnicista, veloz, criativo e simplista fará parte, ou muito me engano, do futuro do Sporting e do da seleção.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Resultado aldrabado em Gdansk

Para a história ficará a vitória da Espanha sobre a Croácia por 1-0, mas, no futuro, do que ninguém (pelo menos, fora da Croácia) se lembrará serão as duas grandes penalidades claríssimas não marcadas por Wolfgang Stark e, que ao serem assinaladas, muito provavelmente, teriam colocado a campeã mundial e europeia em título fora da competição. Sem dúvida que com a Espanha, o Euro ficará muito mais rico em termos de espetáculo, mas a justiça acima de tudo...

Se isto não é penalty, o que será?

E, na sequência do lance acima, aos 88 minutos, Jesús Navas desfrutou de uma assistência de Andrés Iniesta para meter a Espanha nos quartos-de-final. Incredulamente, mais tarde, Michel Platini veio dizer que perspetiva uma final entre Alemanha e Espanha. Sem dúvida que seria um jogo bonito e histórico, mas será que seria o mais justo?

No outro jogo do grupo C, a Itália venceu a Irlanda por 2-0 com golos de Cassano e Balotelli e também está no quartos.

Para quando, Bélgica?

Hazard, Witsel e Mertens
Courtois, Van Buyten, Kompany, Vermaelen, Alderweireld, Witsel, Defour, Fellaini, Hazard e Lukaku são apenas alguns dos muitos bons jogadores que a seleção belga tem a seu dispor. Com tal leque de opções, aguardava-se que a Bélgica alcançasse, no mínimo, uma grande competição. Pois bem, tal não tem acontecido. Porque motivos? Também não se sabe. Dos jogadores atrás enumerados, existem alguns de craveira mundial, como são os casos de Kompany, Witsel, Fellaini e Hazard. Apesar de tudo, esta geração ainda não logrou o apuramento para uma grande competição, nem para Europeus nem para Mundiais.

Apesar de tudo, possivelmente, não há motivo para alarme, pois, dos jogadores mais importantes dos "Diabos Vermelhos", apenas Van Buyten, com 34 anos, está em fim de carreira. De resto é pertinente fazer a pergunta: como será a Bélgica daqui a 3/4 anos? Os belgas têm qualidade, agora talvez lhes falte experiência, pormenor tão importante em competições de alto gabarito. Marc Wilmots têm à sua disposição matéria-prima de qualidade, agora, basta-lhe poli-la, para que, de uma vez por todas, os "Diabos Vermelhos" se afirmem como adversário a temer no futebol mundial.

Craques de Amanhã: Salvador Agra

Preciso urgentemente que alguém me explique como um dos "quatro grandes" do futebol português deixou fugir esta pérola (portuguesa) para Espanha. Salvador tem tudo o que um extremo de qualidade precisa: velocidade, aceleração, criatividade, técnica e qualidade de remate e cruzamento. Apresenta mais capacidade que muitos estrangeiros sobrevalorizados em Portugal, como Juan Iturbe, Paulo César ou, arrisco eu, Nolito e Jeffrén. Quem me diz que  este jovem de 20 anos ainda não deu provas suficientes para ingressar num "grande", riposto com o facto do "caxineiro" ter sido a maior figura de um Olhanense, apoiado por Wilson Eduardo ou Cauê, que rubricou a sua melhor época de sempre. Realizou 27 em 30 jogos possíveis, fez assistências atrás de assistências, marcou 4 golos e, resumidamente, fez uma época incrível.

Formado na "cantera" do Varzim, de onde saíram futebolistas como Bruno Alves, Neto, Yazalde ou Rafael Lopes nos últimos tempos, este pequeno grande jogador (tem 1,66 m) parte agora para um novo desafio no Bétis de Sevilha onde esperemos que vingue, porque, afinal, a seleção nacional precisa de bons jogadores.


Nota Final: 15/20

Lendas e Glórias: Kopa


Ao falarmos da seleção francesa, lembramo-nos obrigatoriamente de Platini e Zidane. Mas antes destes fantásticos jogadores aparecerem, outro já tinha deixado a sua marca como número 10 por excelência. Falamos de Raymond Kopaszewski, mais conhecido por Kopa, de sangue polaco, que antecedeu Platini (com raízes italianas) e Zidane (argelino por nascimento). Kopa poderia perfeitamente retratar uma sociedade que se está a perder, retrata os tempos em que as crianças passavam o dia a jogar à bola. Não gostava da educação e é o próprio que o admite, portanto a sua escola era a bola. Nos tempos da Segunda Guerra Mundial, Kopa, juntamente com os seus amigos, entretinha-se a roubar bolas aos soldados alemães. Paralelamente, Kopa, como a maior parte das pessoas no seu tempo e na sua região, começou a trabalhar como mineiro, até que um acidente de trabalho lhe retirou as hipóteses de se manter nas minas. Porém, há males que veem por bem, devido ao acidente, Raymond pode-se empenhar no futebol.

Começou no modesto Angers, nos quais jogou em part-time, como eletricista. Porém, o Angers não cumpriu e Kopa rumou à profissionalização, tendo ingressado no Stade de Reims, a melhor equipa francesa daquele tempo. A qualidade evidenciada pelo "Napoleão" fez com que rumasse ao todo-poderoso Real Madrid, onde conquistou 3 Taças dos Campeões. Na capital espanhola permaneceu três anos, tendo retornado ao seu clube de sempre: o Stade de Reims. Kopa também representou, com qualidade, a seleção francesa, tendo obtido o terceiro lugar no Mundial de 1958, realizado na Suécia onde, a par de Fontaine e Pelé, foi uma das estrelas da competição.

Como bom médio ofensivo que foi, Kopa acolhia em si todas as qualidades necessárias para singrar a número 10. Tinha qualidades técnicas invejáveis, fazia, frequentemente, passes a rasgar que, na maioria das vezes, davam golo e teve, inclusive, aquele faro pelo golo.

Nota Final: 16/20

Que venham os checos!

Após a épica vitória de ontem, ante a Holanda, os portugueses já sabem qual o adversário nos quartos de final: a República Checa. Os checos apuraram-se em primeiro lugar no grupo A, quedando-se à frente de Grécia (2º lugar), Rússia (3º) e Polónia, que não foi além do 4º e último lugar do primeiro grupo. Esta seleção prima pela qualidade coletiva, aliada, ainda assim, a alguns talentos individuais, como são os casos de Rosicky, se jogar, e Pilar, jovem médio de grande qualidade. Ao falarmos da República Checa, falamos de uma equipa equilibrada em todos os setores, sendo apenas brilhante na posição de guarda-redes, onde Petr Cech se assume como baluarte de uma defesa algo inconstante.

Neste momento, uma das maiores lacunas dos checos prende-se com a falta de opções atacantes. Todos os 4 golos da seleção neste Euro foram apontados por médios. Dois golos de Pilar e outros dois de Jiracek, algo surpreendente, uma vez que Baros, avançado mais utilizado pelo selecionador Bilek, foi o melhor marcador do Euro 2004, que se realizou em Portugal.

As maiores ameaças à segurança portuguesa são direcionadas, principalmente, ao jovem Pilar, que está a fazer um surpreendente Euro, Rosicky, que é o "maestro" desta seleção, embora possa não jogar, devido a lesão. A seleção Lusa também terá de estar atenta às bolas paradas, principalmente a livres, nos quais o lateral Kadlec, melhor marcador checo na fase de qualificação, poderá evidenciar-se graças à potência e colocação do seu remate.

Portugal já demonstrou que pode vencer qualquer equipa deste Europeu. Porém, o maior erro que a seleção nacional pode cometer é menosprezar o adversário e cair em facilitísmos. Nos "quartos" de uma grande competição, o respeito tem de estar sempre presente, pois só assim será possível galgar terreno rumo ás meias-finais, e, depois, quem sabe, chegar à final. Mas, primeiro, venham de lá os checos!

Fernando Machado

domingo, 17 de junho de 2012

Lewandowski: o "matador" da Renânia

Tem 23 anos e um talento infalível. Falemos de Robert Lewandovski, um dos avançados com mais futuro no futebol mundial. Despontou no modesto Znicz Prusków, tendo sido mais tarde transferido para outro clube polaco, este de mais qualidade, o Lech Poznan. Aí, começou a brilhar, tendo logrado, na temporada 2009/10, a marca de 18 golos no principal campeonato polaco. Após tal marca, vários clubes de topo tentaram a sua contratação, mas haveria de ser o Borussia Dortmund a levar a melhor.

No seu primeiro ano de amarelo, efetuou 43 jogos, apesar de 18 deles terem sido feitos como suplente. Apesar de tudo, começou a demonstrar faro pelo golo, que o fez chegar à marca dos 9 golos, em todas as competições, no ano de estreia na Alemanha. Perante tais números, esperava-se que 2012 fosse o ano da afirmação de Robert. E assim foi. Ao longo desta temporada, que culminou com a "dobradinha" do Dortmund, Lewandovski assumiu um papel fundamental. Ao longo desta anos futeolístico, o polaco colocou-se no pódio, no que a goleadores diz respeito, na Bundesliga, tendo anotado 22 golos. Além do mais, Robert foi o melhor marcador da Taça da Alemanha, com 7 golos. Ah! Ainda marcou um golo na Champions. Tudo somado perfaz um total de 30 golos oficiais, nada mau para um jovem nestas andanças. Para terminar o ano em grande, Lewandovski ainda foi convocado para o Euro'12, no qual apontou um golo e foi o melhor jogador da Polónia, que, no entanto, não passou da fase de grupos.

Desde Boniek e Lato que não vejo tanto talento num jogador polaco. Lewandovski é uma mescla de finalizador nato, rapidez, boa compustura, fisicamente forte e tecnicista. Consequentemente, Lewandovski marca imensos golos, algo que ficou provado pelos 30 golos, oficiais, que o próprio apontou esta época. A questão principal é, como será Lewandovski daqui para a frente? Se continuar assim, não há dúvidas: estará na restrita galeria de futebolista que alcançaram o Olimpo do futebol.

Fernando Machado

sábado, 16 de junho de 2012

Uma laranja espremida

Portugal joga amanhã (domingo) o seu futuro no Euro. Para assegurarem a passagem aos "quartos" é importante que a seleção lusa vença os congéneres holandeses. Porém, pelo que se tem visto neste Euro, o país das tulipas está longe de se apresentar ao mesmo nível do Campeonato do Mundo de 2010, no qual foram semifinalistas, baqueando apenas no prolongamento, ante a Espanha. Existem várias teorias para este insucesso. Mas o motivo desta desilusão prende-se com vários fatores, seguidamente enumerados.

Desde logo, o desconforto no balneário holandês. A imagem que é transmitida pelos jogadores é de insatisfação, como foi o caso do médio do Tottenham van der Vaart, que veio a público referir que "se a Holanda quiser ganhar" ele próprio terá de jogar. Ora bem, se há algo que uma seleção, durante uma grande competição, não pretende é distúrbios no seio do balneário, algo que pode ajudar a enfraquecer qualquer seleção, seja ela vice-campeã do Mundial ou não.

Outro fator importante é a incompetência na defesa. Os laterais são demasiados jovens, pelo que preferem não arriscar no ataque. van der Wiel (24 anos) e Willems (18 anos), podem vir a ser grandes laterais, mas por ora não o são. No centro da defesa, apesar de existir rigor e experiência, falta uma referência absoluta, um jogador de classe mundial. Heitinga (28 anos) e Mathijsen (32 anos) são, de facto experientes, mas nenhum deles teria lugar numa equipa de topo.

O último fator relativiza-se com a desunião dos blocos defensivos e ofensivos. Mark van Bommel e Nigel de Jong têm qualidade, sim, mas são demasiado posicionais, pensando mais em defender, não se preocupando muito com tarefas atacantes. Para atenuar esta complicação, o técnico Bert van Marwijk poderia utilizar van der Vaart, mas as recentes declarações do "Spur" não abonam a seu favor.

Perante isto, esperemos que a desilusão holandesa seja total e que Portugal tenha razões de festejar a passagem aos "quartos" do Euro.

Fernando Machado

terça-feira, 12 de junho de 2012

Craques de Amanhã: Dzagoev

A qualidade de Dzagoev é inegável. A sua juventude também. No que resultará a junção destes dois ingredientes? Resulta num jogador explosivo, tecnicamente evoluído, que não se amedronta em comandar a sua seleção. É verdade, Alan Dzagoev desde muito surpreendeu o mundo. Com apenas 18 anos estreou-se pela seleção principal, sendo, cnsequentemente, o jogador mais jovem de sempre a representar a seleção A do seu país. No CSKA, seu clube, também tem vindo a galgar terreno, rumo ao estrelato. É titular dos moscovitas desde que foi contratado, em 2008, sendo um dos jogadores mais importantes do "clube do Exército Vermelho." Porém, só agora, no Euro'12, é que Dzagoev se mostra ao mundo, após apontar dois golos na vitória do conjunto de Dick Advocaat frente à República Checa, o que lhe tem valido várias críticas positivas do jornalismo internacional.

Pese ser um construtor de jogo, Dzagoev também finaliza com frequência, algo que ficou provado pelos dois golos do próprio no Euro. Com apenas 21 anos (fará 22 a 17 de junho), Dzagoev está pronto para suceder a Arshavin no papel de cabeça de cartaz da seleção russa para os próximos anos. Para já, é ídolo no CSKA, mas Alan já demonstrou que Moscovo é demasiado pequeno para a sua qualidade.

Nota Final: 16/20

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Lendas e Glórias: Marco Tardelli

Marco Tardelli personifica, acima de tudo, o trabalho de um médio, trabalho este muitas vezes invisível. Tardelli era abnegado por Natureza: deixava os outros brilharem. No Mundial' 82 conheceu o momento mais alto da sua carreira, tendo saído vencedor dessa mesma competição. Não tinha a agilidade de Dino Zoff, o mítico guarda-redes, muito menos o instinto matador de Paolo Rossi (embora Marco tenha apontado um dos golos na final, ante a RFA), mas Tardelli era fundamental naquele sistema da "squadra": defensivo, rigoroso, coeso... Tudo isto graças ao apoio quer ofensivo, quer defensivo de Marco.

Porém, resumir a história desportiva do médio a um mês não fazia sentido. Também convém falar ácerca do seu papel numa das mais extraordinárias Juventus de sempre. Tardelli representou a "Vecchia Signora" durante 10 anos (de 1975 a 1985), intervalo de tempo em que foi sempre titular indiscutível, ajudando o seu clube a conquistar 12 títulos. Como tudo tem um fim, a união entre Marco e a Juventus acabaria em 1985. Nesse ano assinou contrato com o Inter de Milão, tendo representado os milaneses durante duas temporadas, onde assumiu o controlo das operações no meio-campo.

Antes de acabar, tenho de, novamente, destacar o que Tardelli fez pela seleção italiana. Ao todo foram 81 jogos, em que o italiana apontou 6 golos, embora este se tenha destacado pela construção de jogo. Resta acrescentar que Marco é atualmente adjunto da seleção da República da Irlanda, após uma carreira de treinador que não lhe correu de feição.

Nota Final: 16/20