quarta-feira, 4 de julho de 2012

Craques de Amanhã: Toni Kroos

Midfielder from Bayern Munchen 2012 / Médio do Bayern Munique 2012
O camisa 39 do Bayern de Munique é, aos 22 anos, uma das principais estrelas do futebol alemão, mas também uma das maiores promessas mundiais.

Este médio-centro germánico muito talentoso destaca-se pela tremenda qualidade técnica, pela compleição física (tem 1,82 metros e 78 kg), pela tranquilidadade com que aborda qualquer lance, não deixando de ter agressividade (positiva), pela classe, pela velocidade razoável e pela inteligência tática, sendo exímio na ocupação de espaços.

Começou a dar os primeiros passos no clube da sua terra natal, o Greifswalder (aí com 12 anos já jogava nos juvenis, ou seja, dois escalões acima do seu), chamando a atenção do Hansa Rostock que o contratou. Acabou por terminar a sua formação no Bayern e, em 2007, estreou-se a nível profissional com apenas 17 anos. Logo nesse primeiro encontro fez duas assistências para Klose na vitória sobre o Energie Cottbus. A sua estreia em competições europeias aconteceu nesse mesmo ano, perante o Estrela Vermelha numa partida a contar para a Taça UEFA, onde teve tempo para fazer o seu primeiro golo pelo clube da Baviera.

Pouco tempo antes, havia participado com a seleção alemã no Mundial de Sub-17 de 2007 na Coreia do Sul, terminando o torneio na 3ª posição. Mesmo assim, as grandes exibições que rubricou permitiram-lhe ser eleito o melhor jogador da prova. Em 2008, foi promovido à equipa principal do Bayern de Munique, porém não se conseguiu afirmar. Em janeiro de 2009, foi emprestado ao Leverkusen e aí se quedou até ao fim da época de 2009/2010. Ao serviço dos "farmacêuticos", explodiu ao ponto de ser convocado para o Mundial de 2010.

Chegava a hora do retorno a casa. A concorrência era forte (Schweinsteiger, Altintop, van Bommel, Luiz Gustavo e Ottl), mas, mesmo assim, conseguiu somar muitos minutos. Em 2011/2012, ganhou a titularidade no Bayern, tendo sido uma peça fundamental na caminhada à final da Liga dos Campeões. No Europeu passado, apesar de não ter sido titular indiscutível na Mannschaft, apresentou-se a grande nível e voltou a confirmar todo o seu potencial que, diga-se de passagem, é enorme.

Nota Final: 17/20

terça-feira, 3 de julho de 2012

Vitória tranquila na estreia

Avançado Betinho a atuar pela Seleção Sub-19 Portugal (Portugal 3-0 Estónia)
Estónia 0-3 Portugal

Frente a uma Seleção estónia muito fraca, Portugal venceu e praticamente garantiu o apuramento para o Mundial Sub-20 do próximo ano na Turquia (basta ficar num dos três primeiros lugares do grupo para atingir esse objetivo). Desde o minuto inicial que os jovens lusos demonstraram a sua superior qualidade (muitos destes futebolistas podem ter um grande futuro pela frente), promovendo um domínio total da partida durante os 90 minutos.

O jogo propriamente dito começou praticamente com um auto-golo de um atleta estónio, depois de um pontapé de canto batido pelo sportinguista Bruma. A equipa das quinas não diminuiu o caudal de jogo e, aos 25 minutos, o avançado leonino, Betinho, fez o 2-0 num lance onde a defesa adversária voltou a comprometer.

No segundo tempo, a turma de Edgar Borges baixou a sua fluidez de jogo, acalmando o seu jogo. A Estónia até pôde marcar aos 3 minutos da etapa complementar, após um erro infantil de Rafael Veloso que obrigou Tiago Ferreira a cortar a bola perto da linha de golo. Na última meia-hora de jogo, Portugal voltou a subir para cima dos anfitriões e, aos 72 minutos, o benfiquista Daniel Martins, na cobrança de um livre, meteu a bola na "gaveta" e rubricou o golo da noite.

Em termos individuais, a destacar as exibições de Tiago Ferreira (FC Porto), Agostinho Cá (Sporting), João Cancelo (Benfica), João Mário (Sporting) e Betinho (Sporting).

O futuro de Portugal

O futuro de Portugal entra em campo às 18.40 (transmissão na Eurosport), frente ao anfitrião do Europeu de Sub-19 deste ano, a Estónia. No grupo A (Estónia, Espanha, Portugal e Grécia), Portugal é candidato a passar a fase-de-grupos, porém tudo pode acontecer. De referir que basta não ficar em  último para garantir o acesso ao Mundial de Sub-20 do próximo ano.

Esta Seleção Nacional comandada por Edgar Borges será, sem dúvida, a mais promissora dos últimos tempos com autênticos craques quer no onze inicial quer no banco de suplentes, no entanto a falta de aposta dos clubes na "prata da casa" é algo preocupante. Chega a altura destes jovens, tal como aconteceu no ano passado a quando do Mundial de Sub-20, mostrarem aos dirigentes do futebol português que merecem uma oportunidade. De seguida, passamos em revista os maiores talentos desta equipa.

Rafael Veloso (Sporting): Este jovem guardião faz valer da sua boa colocação entre os postes e do seu 1,91 metros para ser um futebolista fantástico. O novo Rui Patrício é já pretendido por muitos dos "tubarões" europeus.
Bruno Varela (Benfica): Os dirigentes encarnados depositam sobre ele grandes esperanças e bem que as merece. É um guarda-redes fantástico, ágil e forte fisicamente, e, senão fosse a tremenda qualidade de Veloso, seria titular de caras nesta equipa.
João Cancelo (Benfica): Este polivalente lateral-direito (pode também atuar a central ou a lateral esquerdo), destaca-se pela boa qualidade técnica e pela compleição física que lhe permite percorrer todo o corredor incessantemente.
Tiago Ferreira (FC Porto): Uma das maiores promessas do futebol luso. Um autêntico líder, rápido, ágil no desarme, forte no corpo-a-corpo, tecnista e exímio no jogo aéreo, características essas que o tornam num atleta muito completo..
Tiago Ilori (Sporting): A velocidade e a qualidade de desarme são as principais características de um central razoável. Caso Edgar Iê não estivesse lesionado, seria suplente.
Daniel Martins (Benfica): Muito competente em termos defensivos, é alto, forte e inteligente, não sendo muito veloz.
João Mário (Sporting): O irmão de Wilson Eduardo é indiscutível para Edgar Borges. Muito polivalente (só não pode jogar a guarda-redes e a avançado), este médio-defensivo é agressivo, rápido, forte nas interceções e exímio na ocupação de espaços.
André Gomes (Benfica): Muito alto, forte, maduro e com boa visão de jogo, mas lento e fraco tecnicamente: é assim este promissor médio encarnado.
Agostinho Cá (Sporting): Este 8 muito completo, é rápido, tecnicista, resistente e muito inteligente em termos táticos.
Tozé (FC Porto): Uma autêntica "formiga" no meio-campo. Transporta muito bem a bola para a frente e apresenta grande qualidade de passe.
Bruma (Sporting): Um dos jogadores com maior potencial neste grupo. Rápido, potente e com um enorme poder de explosão, pode vir a ser um caso sério no futebol português.
Ricardo Esgaio (Sporting): Apesar de atuar como lateral em Alcochete, é como extremo que se destaca mais. Revela garra, rapidez e uma qualidade técnica muito evoluída.
Ivan Cavaleiro (Benfica): Discutirá com Bruma um lugar no onze inicial. Sendo rápido, este jovem é muito forte no um-contra-um.
Cafu (Benfica): Pode jogar a 8, 10, 7 ou 9, mas é na posição de avançado-centro que a sua qualidade pode ser mais explorada. Muito forte, rápido, inteligente e com um remate muito potente, pode vir a ser um caso sério no futebol português.
Betinho (Sporting): Tem apenas 1,76 metros, mas é um autêntico goleador. Marca de pé direito, pé esquerdo ou até de cabeça: o que interessa é que costuma entrar.

Euro 2012: Os Destaques

España UEFA EURO 2012Este Campeonato Europeu da Polónia e da Ucrânia ficará para sempre marcado pelo bom futebol praticado e pela má organização (no primeiro dia do torneio ainda houveram obras nos estádios), mas também pela final mais desequilibrada de que há memória. A Espanha voltou a reinar e venceu a sua terceira grande competição consecutiva, a Itália, guiada por Pirlo, foi finalista e a Seleção Nacional chegou às meias-finais e apenas foi eliminada nas meias-finais pela campeã europeia. Em termos individuais, Iniesta foi eleito o melhor jogador do torneio e Fernando Torres, contrariando todas as expectativas, foi o melhor marcador.

A seleção que melhor futebol praticou, se bem que não raras vezes beneficiada pelas arbitragens, foi a Espanha, chegando ao título através da sua já típica troca de bola incessante e paciente que ficará para sempre gravada na História do futebol. No entanto, o futebol mais apaixonante foi o italiano. Cesar Prandelli montou uma equipa com alma, assente na criatividade de Pirlo e na irreverência de Balotelli e que conseguia chegar facilmente à grande área adversária, porém pecou pela fragilidade defensiva. A Alemanha com o seu futebol frio, racional e muito forte taticamente atingiu as meias-finais, todavia, frente a equipas com um maior caudal ofensivo, sofreu muito. Portugal, por seu turno, com a pior seleção dos últimos tempos conseguiu mostrar bom futebol (mérito total de Paulo Bento e do esforço dos jogadores). A destacar as exibições de Rui Patrício, Pepe, Coentrão, Moutinho, Nani e Cristiano Ronaldo.

11 ideal:

GR - Iker Casillas (Espanha): Foi preponderante contra a Croácia e contra Portugal e mesmo contra a Itália realizou uma grande exibição, acabando por ser o guardião menos batido da competição.
DD - Debuchy (França): Apesar de apenas ter atingido os quartos-de-final, foi essencial na Seleção francesa. O jogador do Lille é completo, rápido e muito forte taticamente.
DC - Pepe (Portugal): Nasceu no Brasil, mas não parece tal é a entrega que demonstrou em cada partida, raramente falhando nas marcações e nos desarmes.
DC - Sergio Ramos (Espanha): O jogador do Real Madrid cresce quando joga no centro da defesa. Muito certo no corte, apresentou grande consistência no decorrer da competição.
DE - Jordi Alba (Espanha): Ofereceu grande profundidade ao corredor esquerdo de La Roja e fez por justificar a recente transferência para o Barcelona.
MDC - Andrea Pirlo (Itália): Se a Itália tivesse sido campeã, teria sido certamente o melhor jogador do torneio. Guiou a sua seleção à final com toda a sua criatividade e a sua qualidade técnica e de passe.
MC - Xavi Hernández (Espanha): Muita gente diz que o futebolista do Barça não apareceu no Europeu, mas a verdade é que a sua ação foi absolutamente necessária para o bom porto da seleção espanhola.
MC - João Moutinho (Portugal): Com muita garra, foi preponderante no meio-campo luso. Será muito difícil que Pinto da Costa o segure depois deste Europeu.
ED - David Silva (Espanha): O jogador do Manchester City foi o atleta com mais assistências neste Euro e ainda teve tempo para fazer 2 golos. Foi a consagração do futebolista fantástico que é.
EE - Andrés Iniesta (Espanha): Para a UEFA, foi o melhor do torneio e isso diz tudo. Esteve simplesmente impecável.
AV - Mario Balotelli (Itália): Este Europeu foi a explosão do irreverente ponta-de-lança de apenas 21 anos. Foi decisivo perante a Alemanha e, excetuando o primeiro jogo com a Espanha, esteve bem em todos os jogos dos italianos.

Melhor jogador - Andrea Pirlo (Itália): Apesar de não ter vencido o Europeu, levou praticamente a Seleção italiana "às costas". Possivelmente no seu último Euro de sempre (já tem 33 anos), conseguiu efetuar exibições magistrais (foi três vezes o melhor em campo) e subir ao topo da Europa. Em 2º lugar, escolho Iniesta e, em 3º, David Silva.
Revelação - Jordi Alba (Espanha): O novo lateral do Barcelona é rápido, tecnicista e um autêntico "furacão". Foi a consagração de um futebolista que já havia feito uma grande época ao serviço do Valencia. Na 2ª posição, coloco Mario Balotelli e, na 3ª, Vaclav Pilar.
Melhor português - Pepe: O central luso-brasileiro jogou com garra, entrega e classe. Cortes limpos e marcações cerradas foram uma constante nas exibições do futebolista do Real Madrid. Em 2º, insiro Cristiano Ronaldo e, em 3º, João Moutinho.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Mais uma para a coleção

Espanha 4-0 Itália

Hoje a Espanha entrou para a história, vencendo a terceira de três grandes competições consecutivas. Esta vitória em Kiev permite a "nuestros hermanos" acrescentar mais um título de Campeão Europeu ao seu palmarés, algo que representa a consagração de um futebol fantástico que ficará para sempre gravado numa das páginas mais importantes do desporto-rei. Além do mais, de destacar a diferença que persistiu no decorrer do jogo entre as duas equipas na forma de defender e que se acabou por se revelar no resultado mais desequilibrado que há memória em finais de Campeonatos Europeus.

Apesar de tudo isso, a Itália demonstrou-se muito forte no processo ofensivo e "apenas" pecou na forma como tentou dificultar a troca de bola espanhola. A equipa de Cesar Prandelli, com um Pirlo aparentemente fatigado, apresentou-se de forma mais atrevida do que na sua estreia neste Euro e acabou por pagar por isso. Sem o 3-5-2 que tão bem estorvou a ação de La Roja, a seleção transalpina não teve argumentos para contrariar o poderio espanhol e perdeu a oportunidade de subir ao topo da Europa.

A partida propriamente dita começou com a formação de Del Bosque a ver os italianos jogar. Porém, quando atacava, La Roja criava grandes problemas à Squadra Azzurra e, aos 14 minutos, Fàbregas deu em David Silva que, de cabeça, abriu o marcador. A Itália foi em busca do prejuízo, no entanto Jordi Alba, já perto do final do primeiro tempo, arrancou e aproveitou um grande passe de Xavi para dar a machadada final no jogo.

Com uma Itália completamente partida, a etapa complementar foi um autêntico passeio para os campeões mundiais e europeus em título perante uma equipa italiana partida. Mesmo assim, os italianos conseguiram a espaços dar ares da sua graça: Di Natale até esteve muito perto de fazer o 2-1. O jogo acabou finalmente aos 61 minutos quando Motta (cinco minutos depois de ter substituído Montolivo) teve uma lesão muscular e, como Prandelli já tinha esgotado as suas três substituições, os transalpinos ficaram a jogar com 10. Torres, aos 84 minutos, marcou mais um e, 4 minutos depois, assistiu Mata, tornando-se o melhor marcador deste Europeu da Ucrânia e da Polónia.

Além de tudo o mais, há-que referir dois pontos de extrema importância para o futebol português: Pedro Proença voltou a fazer uma grande exibição, honrando a arbitragem portuguesa e justificando a nomeação para a final de um Campeonato da Europa, e Portugal foi eliminado apenas nos penáltis pela campeã da Europa, não obstante o facto de ter sido a seleção que criou mais problemas a La Roja durante esta edição do torneio.

domingo, 1 de julho de 2012

A glória ali tão perto!

Dia 1 de julho de 2012, final do Europeu desse ano, realizado na Ucrânia e na Polónia. Em Kiev, enfrentam-se as duas seleções que mais fizeram para marcarem presença na final. No fim do desafio, enquanto uns rejubilarão de alegria, outros conformar-se-ão com a derrota, sabendo que a sua pátria fez das fraquezas forças para atingir o objetivo. Itália e Espanha têm mais uma oportunidade de fazerem história. "La Roja" pode conquistar o seu segundo Europeu, aós 1964 e 2008, juntando-se à Alemanha no topo dos clubes que mais Europeus conquistaram. Também é o momento ideal para que os hispânicos façam histórica, tornando-se no primeiro país a vencer três grandes competições consecutivas. A squadra azzurra poderá ver, mais logo, justificado o porquê de tanto esforço e demonstrar que, afinal, os recentes escândalos de viciação de resultados desportivos não passam de mera coincidência. Em caso de vitória, a turma de Cesare Prandelli alcança o seu segundo Euro, após 1968, e o seu 6º grande título, depois de ter conquistado 4 mundiais. O poderio destas seleções fica ainda mais visível quando observamos os últimos vencedores de grandes competições: desde 2006, apenas transalpinos e hispânicos lograram vencer. A Espanha venceu o Euro 2008 e o Mundial 2010, ao passo que a Itália levou a melhor no Mundial 2006, na Alemanha. No fundo, após um jejum de 44 anos, a Itália pode voltar a vencer um Euro. Desta vez não há Zoff nem Riva, mas há Buffon, Pirlo e Balotelli, ávidos de sucesso pela sua nação.

No historial de confrontos, entre as duas seleções, em fases finais de grandes competições, apercebemo-nos que os transalpinos levam vantagem. Em 7 desafios, entre mundiais e europeus, a Itália venceu 3 jogos, empatando 4. No Mundial de 1934, nos "quartos", os italianos levaram a melhor, numa vitória por 1-0, após um primeiro jogo que terminou empatado sem golos. As seleções haveriam de voltar a bater-se num Mundial em 1994, de novo nos "quartos", de novo com uma vitória pela margem mínima, desta feita po 2-1. O confronto entre ambas as seleções, em Europeus, é mais abrangente. Em 1980 ocorreu um nulo, enquanto que oito anos volvidos a squadra azzurra haveria de superar a sua congénere espanhola por 1-0. Nestes últimos 4 anos estas seleções foram postas à prova em 2 ocasiões. Primeiro no Euro 2008, nos "quartos", nos quais a "Roja" levaria a melhor, nos penáltis, após um 0-0 no período regulamentar. Já nesta edição da prova houve empate, por 1-1, na fase-de-grupos, no jogo que mostrou as verdadeiras potencialidades do conjunto orientado por Cesare Prandelli. "Se a Itália já parou por uma vez a Espanha, é possível fazê-lo outra vez", é neste tónico que os aficionados pelos azuis seguem, rumo ao sonho do Euro. A história está do lado italiano, as potencialidades do lado espanhol. Mas quem ganha? Só vendo o jogo se podem tirar as dúvidas.

sábado, 30 de junho de 2012

Buffon e Casillas: os verdadeiros indispensáveis

Na antecâmera da final do Euro 2012, fazem-se comparações entrejogadores de ambas as seleções. Uma dessas comparações é entre os guarda-redes da "squadra azzurra" e de "La Roja", Gianluigi Buffon e Iker Casillas, respetivamente. De facto, perante uma análise pormenorizada da história de ambos, chega-se à conclusão que existem várias caraterísticas em comum entre os dois keepers.

Desde já, ambos estes jogadores têm grande experiência.Casillas conta com 31 anos, ao passo que Buffon é três anos mais velho. Na suas seleções, também são uns verdaeiros "dinossauros", já que Casillas é 135 vezes internacional pelos hispânicos, enquanto que Buffon já alcançou as 118 internacionalizações. Além do mais, ambos são donos e senhores da baliza da sua seleção desde muito jovens. Gigi já era titular da sua seleção no Euro 2000, ao passo que "San Iker" haveria de ter recompensa semelhante no Mundial 2002, realizado na Coreia do Sul e no Japão. Em termos de títulos conquistados, apesar de ambos já terem bastantes, é Casillas que leva um ligeiro ascendente, com 15 títulos dos mais importantes e dos mais diversificados, como Champions, Liga espanhola, Taça Intercontinental, Campeonato do Mundo e Europeu. Ao contrário, Buffon contabiliza 11 títulos, se bem que ainda lhe faltam a Champions e o Europeu.

Após terem vivido um excelente ano a nível desportivo, em que venceram as ligas nacionais, Buffon e Casillas defrontam-se dia 1 de julho pelo ceptro de melhor seleção europeia. Itália e Espanha procuram o sonho de reinarem no "Velho Continente". Para tal intento, cada uma destas seleções têm uma vantagem: têm dois dos melhores guarda-redes do mundo a salvaguardar a sua defesa.

Mais transparência em Portugal

Ontem, finalmente, foi decretado o fim dos empréstimos entre clubes da mesma divisão, algo proposto por Rui Alves (presidente do Nacional) que obteve 19 votos a favor, 9 contra e uma abstenção. Uma decisão que certamente ajudará o nosso futebol a desenvolver-se. De relembrar que esta medida é já um facto em campeonatos como o inglês.

Muito provavelmente, os clubes mais pequenos e com menor capacidade financeira poderão sofrer um pouco por não puderem usufruir da ajuda dos "grandes", além de terem de abortar o trabalho feito nos últimos meses (muitas equipas já tinham jogadores garantidos neste processo), porém poderão apostar mais na formação e surgirão assim mais jovens atletas portuguesas. Por outro lado, Benfica, FC Porto e Sporting serão agora obrigados a emprestar os seus excedentários mais promissores e/ou de maior valor a clubes ligas estrangeiras, pois é claro que para jogadores como Urreta ou David Simão a 2ª Liga e, consequentemente, a equipa B não são opções.

Voltando ao ponto de destaque desta medida, era já conhecido e discutido o facilitismo que os futebolistas emprestados demonstravam quando defrontavam o clube com o qual tinham contrato, mas também, por vezes, surge a sensação de que esses mesmos atletas entregam-se mais ao jogo quando atuam perante os grandes rivais do seu "clube-mãe". Resumidamente, esta decisão irá eliminar todas essas afrontas à verdade desportiva ou não, caso os "senhores" do futebol português consigam, de alguma forma, contornar esta situação.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Pirlo e a genialidade

Andrea Pirlo e a genialidade parecem andar de mãos dadas. Fui, sou e sempre serei um reconhecido adepto das qualidades futebolísticas do experiente médio da Juventus. A bola, quando saí dos seus pés, parece sair com magia e isso fascina-me. As suas movimentações sem bola e o seu sentido posicional e tático são únicos no futebol atual e a forma como controla os 90 minutos com 33 anos às costas é notável.

Formado no Brescia, iniciou a carreira na posição de ponta-de-lança. Chegou a jogar pelo Inter, porém acabou por ser dispensado. O AC Milan deu-lhe a mão e Carlo Ancelloti percebeu que o seu lugar não era ali. Ao avaliar a sua classe e qualidade técnica evoluída decidiu por bem desce-lo para o centro do meio-campo "rossoneri". Após uma primeira época de adaptação, explodiu na sua segunda temporada em Milão. A partir daí é história... Logo em 2002, com 23 anos, estreou-se na seleção italiana, tornando-se rapidamente num dos ícones transalpinos. Tal preponderância culminou na conquista do Mundial de 2006, onde foi um dos melhores jogadores do torneio. No decorrer da sua carreira, venceu ainda duas Ligas dos Campeões e 3 títulos da Serie A.

Apesar de nunca ter tido a honra de figurar num "top 3" de Melhor Jogador do Mundo, poderá ser 2012 o seu ano. Após uma grande época ao serviço da Juventus (onde foi campeão italiano) e de um grande Europeu que até poderá terminar numa vitória sua, chega a hora de este "senhor do futebol" ver o seu trabalho finalmente recompensado em termos individuais.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Os italianos é que assustam!

Alemanha 1-2 Itália

Após a estrondosa vitória ante a Grécia, por 4-2, a Alemanha não conseguiu manter o mesmo nível exibicional nas "meias" do Euro 2012, perante uma Itália que, pondo de parte os seus príncipios defensivos, assumiu as despesas de um jogo que prolongou a malapata alemã contra os "transalpinos". De facto, os germânicos nunca derrotaram a Itália em fases finais, quer de Europeus, quer de Mundiais.

O que se viu em Varsóva foi a demonstração da força italiana, de coragem e duma qualidade sem precedentes. Cesare Prandelli optou por adoptar um sistema à volta de Pirlo que, auxiliado por elementos como Marchisio ou De Rossi oferece um apoio ofensivo que termina frequentemente em oportunidades de golo. Uma excelente jogada de Cassano culminou no primeiro golo da noite, por parte de Balotelli, que festejou efusivamente, algo raro de se ver no "Super Mario". A pressão da "squadra azurra" aumentou e Balotelli apontou o seu segundo golo na partida, terceiro no cômputo geral. Até fim da partida, foram raros os mometos de real perigo criados pela "mannschaft", contrastando com as perdidas dos homens mais adiantados da Itália.

No final do jogo, o momento era de celebração para a Itália, que tentará, no dia 1 de julho, cumprir a tradição de vencer um grande certame sempre que o seu país é abalado por corrupção desportiva. Quanto aos germânicos, o momento é de reflexão, para se tentar perceber o que correu mal pois, segundo Beckenbauer, mítica figura do futebol alemão, esta era "a melhor Alemanha de sempre".