Talvez os mais jovens conheçam Futre pelas suas polémicas (a do "chinês" é já um clássico) e pelas suas entradas em programas de TV, mas fora desse Futre, houve outro que foi um jogador fenomenal, capaz de colocar Madrid a seus pés e de atuar pelos "três grandes", deixando saudades em todos eles.
O extremo-esquerdo natural do Montijo era capaz de fazer levantar um estádio com as suas arrancadas, os seus sucessivos dribles e a sua entrega ao jogo. As suas principais qualidades eram a velocidade, a qualidade técnica e a raça que empregava no seu jogo.
Formado no Sporting, bastou-lhe apenas uma época como profissional para se notabilizar no emblema verde e branco. As suas fantásticas exibições nessa época de 1983/1984 permitiram-lhe, com 17 anos, estrear-se pela Seleção AA de Portugal. Todavia, em 1984, devido a divergências com a direção leonina, acabou por sair e seguir para o FC Porto, onde, em 3 época, venceu 2 campeonatos e uma Liga dos Campeões. Nesse mesmo ano de 1987, venceu a Bola de Prata.
Partiu então para Madrid para atuar pelo Atlético que, na altura, discutia o título espanhol com o Real. Apesar de não ter vencido muitos títulos, conseguiu tornar-se um ídolo para os fãs do "Atleti". Em janeiro de 1983, assinou pelo Benfica, conquistando aí a Taça de Portugal. Rumou a Marselha no verão seguinte para jogar no Olympique, porém o escândalo de apostas ilegais que se abateu na altura sobre o futebol francês levou à sua saída. Foi para o Reggiana onde se lesionou gravemente e nunca mais voltou a ser o mesmo. Passou ainda pelo AC Milan (onde só fez um jogo) e pelo West Ham onde nunca atingiu os patamares exibicionais que o fizeram tornar-se uma estrela. Depois de um fugaz retorno ao Atl. Madrid, terminou a carreira nos japoneses do Yokohama Flugels em 1998.
Nota Final: 17/20
sexta-feira, 6 de julho de 2012
Objetivo: Subir na tabela
Ricardo Sá Pinto parece ser um treinador consensual entre os sportinguistas e, por isso, partirá com a estabilidade para a esta temporada que outros técnicos, como Paulo Sérgio ou o próprio Domingos Paciência, não tiveram. Além disso, existem diversos futebolistas no plantel leonino que poderão ver a época de 2012/13 como a sua derradeira época de afirmação: Daniel Carriço, Arias, Cédric Soares, Adrien, Carrillo, Labyad e Wilson Eduardo são alguns dos atletas com esse rótulo. Quanto ao mercado de transferências, não se esperam contratações com grande impacte de capital por parte do emblema de Alvalade e, até agora, todas os novos jogadores vieram a custo zero ou no retorno dum empréstimo. Além disso, será essencial vender alguns dos principais jogadores para manter as contas do clube em dia. João Pereira já partiu para outras paragens a troco de 3,7 milhões e Rui Patrício Insua, Elias, Capel e Wolfswinkel poderão seguir-lhe as pisadas.
Análise aos reforços
Zakaria Labyad (ex-PSV): Contratar o internacional marroquino de apenas 19 anos a custo zero foi, sem dúvida, um grande negócio. O antigo médio-ofensivo/extremo do PSV foi titular indiscutível no emblema de Eindhoven no decorrer da época passada, acabando por marcar 8 golos no total de todas as competições. Labyad destaca-se pela sua velocidade, qualidade técnica e finalização, prometendo espalhar magia pelos relvados nacionais.
Gelson Fernandes (ex-Saint-Étienne): A contratação do internacional suíço nascido em Cabo-Verde representa outro bom negócio, pois também chega a Alvalade a custo zero. Titular no Udinese, Leicester City e Chievo nas últimas temporadas (onde esteve emprestado pelos franceses do Saint-Étienne), o primo de Manuel Fernandes joga a médio-defensivo e os seus principais predicados são a capacidade física, a velocidade, a inteligência tática e a experiência. Com 25 anos, espera afirma-se no panorama internacional (depois de, em 2007, ter custado 6 milhões ao Man. City e ter falhado), mas primeiro terá que ganhar a luta pela titularidade a Rinaudo.
Cédric Soares (ex-Académica): O lateral-direito de 20 anos regressa à casa que o formou, depois de um Mundial de Sub-20 de grande nível e de uma boa época ao serviço da Académica. Já internacional Sub-21, o atleta luso, conhecido pela rapidez e qualidade técnica, deverá lutar com Arias por um lugar no 11.
Adrien Silva (ex-Académica): Após uma grande temporada pelos "estudantes" em que chamou a atenção de alguns emblemas europeus conceituados (entre eles, o Montpellier), chega a hora para Adrien de regressar à casa-mãe, aos 23 anos. Muito inteligente, tecnicista e com uma excelente visão de jogo, caso fique em Alvalade, certamente irá brilhar.
Wilson Eduardo (ex-Olhanense): O jovem extremo luso chega a Alvalade após sucessivos empréstimos, porém foi em Olhão que brilhou mais, ajudando os algarvios a atingir a sua melhor posição de sempre. Com apenas 21 anos, Wilson é rápido, explosivo e é capaz de desequilibrar.
Análise às possíveis contratações
Jefferson (Botafogo): Caso Rui Patrício saia, Jefferson parece ser, segundo a imprensa, o principal alvo dos leões. O guardião brasileiro de 29 anos costuma ser o dono da baliza do Botafogo e é de qualidade razoável. Já passou pela Europa (jogou no Trabzonspor e no Konyaspor da Turquia) e é bastante bom entre os postes, sendo as suas principais características a elasticidade e os reflexos.
Mateo Musacchio (Villarreal): O Sporting precisa de alguém rápido, tecnicista e ágil no centro da defesa e Musacchio poderia ser perfeitamente esse jogador. Como é já sabido, o Villarreal foi despromovido e Mateo parece não querer jogar na 2ª divisão espanhola, por isso o Sporting poderia fazer aqui um grande negócio. O central argentino de 21 anos, formado no River Plate, foi titularíssimo no ano passado ao serviço do "submarino amarelo" e poderia ser o parceiro de dupla ideal para Onyewu ou Xandão.
Vaz Tê (West Ham): Ribas confirmou as nossas expectativas e mostrou pouco, enquanto que Wolfswinkel precisa de um concorrente à altura. Consequentemente, é essencial contratar um ponta-de-lança. O português de 25 anos Ricardo Vaz Tê poderia ser perfeitamente o novo alvo dos leões. O lisboeta formado no Farense é rápido, potente e finaliza bem (algo raro no avançado português). Foi um dos melhores marcadores da 2ª Liga inglesa no ano passado e foi uma das figuras do West Ham que atingiu a promoção.
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quinta-feira, 5 de julho de 2012
Juventus à conquista da Europa
28 "scudettos", 9 taças de Itália, 4 supertaças italianas, 2 Champions, 2 taças Intercontinentais, 3 Taças UEFA, 2 supertaças europeias e uma taça das taças: eis o pecúlio da Juventus em cerca de 115 anos de história. A "Vecchia Signora", clube mais laureado de Itália, nasceu em 1897, tendo sede em Turim. A primeira grande conquista da "Zebre" data da temporada 1904/05, com a vitória na Serie A. Dessa conquista até à próxima, passaram 21 anos, quando o mítico guarda-redes Combi comandou a sua equipa à conquista da segunda Serie A do historial. Apesar de tudo, de 1935 a 1950, a Juventus foi suplantada pelo seu rival citadino: o Torino que, durante alguns anos, dominou por completo o futebol transalpino. Um dos períodos dourados da Juve coincidiu com o melhor momento de forma que Platini haveria de demonstrar ao longo da carreira. De 1982 a 1987, período de tempo em que Platini debutou pelos "bianconeri", a Juventus engrossou o seu palmarés com 3 ligas italianas, uma Taça de Itália, uma Taça das Taças (conquistada na final frente ao FC Porto), uma Taça Intercontinental e, mais importante, uma Liga dos Campeões. Haveria de ser outro francês a guiar a "Vecchia Signora" rumo à eternidade. Falamos de Zidane, que representou a Juventus de 1996 a 2001, tendo logrado vencer 3 ligas italianas, 1 supertaça de Itália, uma supertaça europeia e uma taça Intercontinental. Um escândalo de viciação de resultados, o "Calciocaos", retirou dois "scudettos" à Juventus, obrigando inclusivamente à descida de divisão do histórico clube transalpino. Apesar de tudo, a Juve renasceu das cinzas e, 7 anos depois do escândalo, está de novo preparada para assaltar o Velho Continente. Com jogadores como Pirlo, Buffon, Marchisio ou Bonucci e comandados por Conte, antiga referência da "Zebre", os lendários "bianconeri" prometem regressa em grande à Liga dos Campeões, tentando a sua conquista pela terceira vez.
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quarta-feira, 4 de julho de 2012
Em busca do título
Jorge Jesus parte para a sua quarta época na Luz, mas nunca teve tanta responsabilidade sobre os seus ombros. Após duas temporadas sem vencer o título, o Benfica é praticamente obrigado a ser campeão.
O mais importante é não cometer os erros do passado, porque, sejamos francos, o emblema encarnado possui o melhor plantel em Portugal. Será essencial que a equipa se foque no seu objetivo principal, o título. No ano passado, a Liga dos Campeões desgastou muito a equipa que não conseguiu manter a vantagem pontual sobre o FC Porto. Além do mais, é essencial reforçar algumas posições, como a de defesa-esquerdo, a de defesa-direito, a de médio-centro e, possivelmente, a de defesa-central. Outro ponto a referir é a provável saída de algumas das "estrelas da companhia" (Javi García, Witsel, Gaitán e Cardozo são muitos pretendidos) que terão de surgir para equilibrar as contas do clube, obrigando à contratação de substitutos.
Paulo Lopes (ex-Feirense): Claramente uma contratação a pensar nos regulamentes. O guardião de 33 anos é português, veio a custo zero e, acima de tudo, é formado no clube. Apesar de ter passado a maior parte da carreira em divisões secundárias, sempre mostrou qualidade e, na última época, exibiu-se a grande nível no Feirense. Deverá ser a 2ª ou a 3ª opção para a baliza, dependendo do papel de Mika no clube (caso o jovem aceite jogar na equipa B, Lopes será a 2ª opção).
Luisinho (ex-Paços de Ferreira): Tem qualidade, mas não para ser titular num clube com o Benfica. Com 27 anos, não deverá evoluir muito mais, porém poderá ser uma excelente hipótese ao titular e é português. O ex-Paços apresenta na velocidade, na qualidade técnica e na raça as suas maiores qualidades.
Ola John (ex-Twente): A melhor e maior (custou 9 milhões de euros) contratação em Portugal até ao momento. O extremo holandês é jovem e acrescentará muita qualidade ao plantel. É muito rápido, potente, tecnicista, tem remate fácil e os seus cruzamentos costumam ser certeiros.
Hugo Vieira (ex-Gil Vicente): O avançado português de 23 anos (que também pode atuar a extremo) é, sem dúvida, uma excelente contratação para os encarnados. Vem a custo zero, é rápido, ágil e agressivo. Deverá aprimorar a sua finalização.
Michel (ex-Paços de Ferreira): O ponta-de-lança brasileiro vem acrescentar potência ao plantel encarnado. Apesar de ser um tanto lento, o atleta de 25 anos é imponente e o seu remate costuma ser certeiro e poderoso. Poderá ser a 27ª opção da equipa principal, atuando por norma na equipa B.
Nélson (Bétis): Apesar de já ter 29 anos, o regresso do luso-cabo-verdiano seria certamente bem recebido pelo 3º Anel. É certo que Maxi Pereira necessita de um substituto e o jogador do Bétis seria uma excelente opção.
Luís Neto (Nacional): Caso Jardel seja vendido, o jovem central português de 24 anos seria um excelente substituto (Roderick deverá voltar a rodar para ganhar experiência). Tem margem de progressão, é rápido e muito inteligente a ocupar espaços.
Marcos Rojo (Spartak Moscovo): Parece ser óbvio que o Benfica necessita de um defesa-esquerdo titular e, caso Jorge Jesus opte por um jogador mais defensivo, o jogador albiceleste de 22 anos seria a opção certa.
Siqueira (Granada): Na minha opinião, o lateral brasileiro de 26 anos seria a melhor opção para a lateral esquerda encarnada. Oferece muita profundidade, é rápido, muito bom taticamente e dá muita segurança à equipa.
Eliseu (Málaga): O lateral luso de 28 anos poderia ser o eleito caso a necessidade de contratar jogadores portugueses seja extrema. É rápido e permite à equipa ter outro balanceamento ofensivo.
Anderson (Man. United): Com 24 anos, Anderson parece não ter espaço em Manchester, mas o médio brasileiro seria certamente uma mais-valia para o clube da Luz. Sabendo que Aimar não jogará tanto quanto no ano passado, será essencial ter outro 10 na equipa. Além do mais, o canhoto poderia ser também o substituto de Witsel.
Taison (Metalist): O extremo brasileiro seria igualmente uma excelente hipótese para a "asa" esquerda da águia. O seu poder de explosão poderia adicionar algo à turma lisboeta que esta ainda não tem.
O mais importante é não cometer os erros do passado, porque, sejamos francos, o emblema encarnado possui o melhor plantel em Portugal. Será essencial que a equipa se foque no seu objetivo principal, o título. No ano passado, a Liga dos Campeões desgastou muito a equipa que não conseguiu manter a vantagem pontual sobre o FC Porto. Além do mais, é essencial reforçar algumas posições, como a de defesa-esquerdo, a de defesa-direito, a de médio-centro e, possivelmente, a de defesa-central. Outro ponto a referir é a provável saída de algumas das "estrelas da companhia" (Javi García, Witsel, Gaitán e Cardozo são muitos pretendidos) que terão de surgir para equilibrar as contas do clube, obrigando à contratação de substitutos.
Análise aos reforços
Paulo Lopes (ex-Feirense): Claramente uma contratação a pensar nos regulamentes. O guardião de 33 anos é português, veio a custo zero e, acima de tudo, é formado no clube. Apesar de ter passado a maior parte da carreira em divisões secundárias, sempre mostrou qualidade e, na última época, exibiu-se a grande nível no Feirense. Deverá ser a 2ª ou a 3ª opção para a baliza, dependendo do papel de Mika no clube (caso o jovem aceite jogar na equipa B, Lopes será a 2ª opção).
Luisinho (ex-Paços de Ferreira): Tem qualidade, mas não para ser titular num clube com o Benfica. Com 27 anos, não deverá evoluir muito mais, porém poderá ser uma excelente hipótese ao titular e é português. O ex-Paços apresenta na velocidade, na qualidade técnica e na raça as suas maiores qualidades.
Ola John (ex-Twente): A melhor e maior (custou 9 milhões de euros) contratação em Portugal até ao momento. O extremo holandês é jovem e acrescentará muita qualidade ao plantel. É muito rápido, potente, tecnicista, tem remate fácil e os seus cruzamentos costumam ser certeiros.
Hugo Vieira (ex-Gil Vicente): O avançado português de 23 anos (que também pode atuar a extremo) é, sem dúvida, uma excelente contratação para os encarnados. Vem a custo zero, é rápido, ágil e agressivo. Deverá aprimorar a sua finalização.
Michel (ex-Paços de Ferreira): O ponta-de-lança brasileiro vem acrescentar potência ao plantel encarnado. Apesar de ser um tanto lento, o atleta de 25 anos é imponente e o seu remate costuma ser certeiro e poderoso. Poderá ser a 27ª opção da equipa principal, atuando por norma na equipa B.
Análise às possíveis contratações
Nélson (Bétis): Apesar de já ter 29 anos, o regresso do luso-cabo-verdiano seria certamente bem recebido pelo 3º Anel. É certo que Maxi Pereira necessita de um substituto e o jogador do Bétis seria uma excelente opção.
Luís Neto (Nacional): Caso Jardel seja vendido, o jovem central português de 24 anos seria um excelente substituto (Roderick deverá voltar a rodar para ganhar experiência). Tem margem de progressão, é rápido e muito inteligente a ocupar espaços.
Marcos Rojo (Spartak Moscovo): Parece ser óbvio que o Benfica necessita de um defesa-esquerdo titular e, caso Jorge Jesus opte por um jogador mais defensivo, o jogador albiceleste de 22 anos seria a opção certa.
Siqueira (Granada): Na minha opinião, o lateral brasileiro de 26 anos seria a melhor opção para a lateral esquerda encarnada. Oferece muita profundidade, é rápido, muito bom taticamente e dá muita segurança à equipa.
Eliseu (Málaga): O lateral luso de 28 anos poderia ser o eleito caso a necessidade de contratar jogadores portugueses seja extrema. É rápido e permite à equipa ter outro balanceamento ofensivo.
Anderson (Man. United): Com 24 anos, Anderson parece não ter espaço em Manchester, mas o médio brasileiro seria certamente uma mais-valia para o clube da Luz. Sabendo que Aimar não jogará tanto quanto no ano passado, será essencial ter outro 10 na equipa. Além do mais, o canhoto poderia ser também o substituto de Witsel.
Manuel Fernandes (Besiktas): Português, formado no Benfica e médio-centro: características que levam os dirigentes benfiquista a pensar no jogador de 26 anos para ser o suplente de Axel Witsel.
Salvio (Atl. Madrid): O extremo argentino de 22 anos deixou saudades na Luz e, caso Gaitán siga outros rumos, Salvio poderia ser contratado. Muito completo, rápido e tecnicista, seria certamente uma excelente solução para Jorge Jesus.Taison (Metalist): O extremo brasileiro seria igualmente uma excelente hipótese para a "asa" esquerda da águia. O seu poder de explosão poderia adicionar algo à turma lisboeta que esta ainda não tem.
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Benfica
Craques de Amanhã: Toni Kroos
O camisa 39 do Bayern de Munique é, aos 22 anos, uma das principais estrelas do futebol alemão, mas também uma das maiores promessas mundiais.
Este médio-centro germánico muito talentoso destaca-se pela tremenda qualidade técnica, pela compleição física (tem 1,82 metros e 78 kg), pela tranquilidadade com que aborda qualquer lance, não deixando de ter agressividade (positiva), pela classe, pela velocidade razoável e pela inteligência tática, sendo exímio na ocupação de espaços.
Começou a dar os primeiros passos no clube da sua terra natal, o Greifswalder (aí com 12 anos já jogava nos juvenis, ou seja, dois escalões acima do seu), chamando a atenção do Hansa Rostock que o contratou. Acabou por terminar a sua formação no Bayern e, em 2007, estreou-se a nível profissional com apenas 17 anos. Logo nesse primeiro encontro fez duas assistências para Klose na vitória sobre o Energie Cottbus. A sua estreia em competições europeias aconteceu nesse mesmo ano, perante o Estrela Vermelha numa partida a contar para a Taça UEFA, onde teve tempo para fazer o seu primeiro golo pelo clube da Baviera.
Pouco tempo antes, havia participado com a seleção alemã no Mundial de Sub-17 de 2007 na Coreia do Sul, terminando o torneio na 3ª posição. Mesmo assim, as grandes exibições que rubricou permitiram-lhe ser eleito o melhor jogador da prova. Em 2008, foi promovido à equipa principal do Bayern de Munique, porém não se conseguiu afirmar. Em janeiro de 2009, foi emprestado ao Leverkusen e aí se quedou até ao fim da época de 2009/2010. Ao serviço dos "farmacêuticos", explodiu ao ponto de ser convocado para o Mundial de 2010.
Chegava a hora do retorno a casa. A concorrência era forte (Schweinsteiger, Altintop, van Bommel, Luiz Gustavo e Ottl), mas, mesmo assim, conseguiu somar muitos minutos. Em 2011/2012, ganhou a titularidade no Bayern, tendo sido uma peça fundamental na caminhada à final da Liga dos Campeões. No Europeu passado, apesar de não ter sido titular indiscutível na Mannschaft, apresentou-se a grande nível e voltou a confirmar todo o seu potencial que, diga-se de passagem, é enorme.
Nota Final: 17/20
Este médio-centro germánico muito talentoso destaca-se pela tremenda qualidade técnica, pela compleição física (tem 1,82 metros e 78 kg), pela tranquilidadade com que aborda qualquer lance, não deixando de ter agressividade (positiva), pela classe, pela velocidade razoável e pela inteligência tática, sendo exímio na ocupação de espaços.
Começou a dar os primeiros passos no clube da sua terra natal, o Greifswalder (aí com 12 anos já jogava nos juvenis, ou seja, dois escalões acima do seu), chamando a atenção do Hansa Rostock que o contratou. Acabou por terminar a sua formação no Bayern e, em 2007, estreou-se a nível profissional com apenas 17 anos. Logo nesse primeiro encontro fez duas assistências para Klose na vitória sobre o Energie Cottbus. A sua estreia em competições europeias aconteceu nesse mesmo ano, perante o Estrela Vermelha numa partida a contar para a Taça UEFA, onde teve tempo para fazer o seu primeiro golo pelo clube da Baviera.
Pouco tempo antes, havia participado com a seleção alemã no Mundial de Sub-17 de 2007 na Coreia do Sul, terminando o torneio na 3ª posição. Mesmo assim, as grandes exibições que rubricou permitiram-lhe ser eleito o melhor jogador da prova. Em 2008, foi promovido à equipa principal do Bayern de Munique, porém não se conseguiu afirmar. Em janeiro de 2009, foi emprestado ao Leverkusen e aí se quedou até ao fim da época de 2009/2010. Ao serviço dos "farmacêuticos", explodiu ao ponto de ser convocado para o Mundial de 2010.
Chegava a hora do retorno a casa. A concorrência era forte (Schweinsteiger, Altintop, van Bommel, Luiz Gustavo e Ottl), mas, mesmo assim, conseguiu somar muitos minutos. Em 2011/2012, ganhou a titularidade no Bayern, tendo sido uma peça fundamental na caminhada à final da Liga dos Campeões. No Europeu passado, apesar de não ter sido titular indiscutível na Mannschaft, apresentou-se a grande nível e voltou a confirmar todo o seu potencial que, diga-se de passagem, é enorme.
Nota Final: 17/20
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Craques de Amanhã
terça-feira, 3 de julho de 2012
Vitória tranquila na estreia
Estónia 0-3 Portugal
Frente a uma Seleção estónia muito fraca, Portugal venceu e praticamente garantiu o apuramento para o Mundial Sub-20 do próximo ano na Turquia (basta ficar num dos três primeiros lugares do grupo para atingir esse objetivo). Desde o minuto inicial que os jovens lusos demonstraram a sua superior qualidade (muitos destes futebolistas podem ter um grande futuro pela frente), promovendo um domínio total da partida durante os 90 minutos.
O jogo propriamente dito começou praticamente com um auto-golo de um atleta estónio, depois de um pontapé de canto batido pelo sportinguista Bruma. A equipa das quinas não diminuiu o caudal de jogo e, aos 25 minutos, o avançado leonino, Betinho, fez o 2-0 num lance onde a defesa adversária voltou a comprometer.
No segundo tempo, a turma de Edgar Borges baixou a sua fluidez de jogo, acalmando o seu jogo. A Estónia até pôde marcar aos 3 minutos da etapa complementar, após um erro infantil de Rafael Veloso que obrigou Tiago Ferreira a cortar a bola perto da linha de golo. Na última meia-hora de jogo, Portugal voltou a subir para cima dos anfitriões e, aos 72 minutos, o benfiquista Daniel Martins, na cobrança de um livre, meteu a bola na "gaveta" e rubricou o golo da noite.
Em termos individuais, a destacar as exibições de Tiago Ferreira (FC Porto), Agostinho Cá (Sporting), João Cancelo (Benfica), João Mário (Sporting) e Betinho (Sporting).
Frente a uma Seleção estónia muito fraca, Portugal venceu e praticamente garantiu o apuramento para o Mundial Sub-20 do próximo ano na Turquia (basta ficar num dos três primeiros lugares do grupo para atingir esse objetivo). Desde o minuto inicial que os jovens lusos demonstraram a sua superior qualidade (muitos destes futebolistas podem ter um grande futuro pela frente), promovendo um domínio total da partida durante os 90 minutos.
O jogo propriamente dito começou praticamente com um auto-golo de um atleta estónio, depois de um pontapé de canto batido pelo sportinguista Bruma. A equipa das quinas não diminuiu o caudal de jogo e, aos 25 minutos, o avançado leonino, Betinho, fez o 2-0 num lance onde a defesa adversária voltou a comprometer.
No segundo tempo, a turma de Edgar Borges baixou a sua fluidez de jogo, acalmando o seu jogo. A Estónia até pôde marcar aos 3 minutos da etapa complementar, após um erro infantil de Rafael Veloso que obrigou Tiago Ferreira a cortar a bola perto da linha de golo. Na última meia-hora de jogo, Portugal voltou a subir para cima dos anfitriões e, aos 72 minutos, o benfiquista Daniel Martins, na cobrança de um livre, meteu a bola na "gaveta" e rubricou o golo da noite.
Em termos individuais, a destacar as exibições de Tiago Ferreira (FC Porto), Agostinho Cá (Sporting), João Cancelo (Benfica), João Mário (Sporting) e Betinho (Sporting).
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O futuro de Portugal
O futuro de Portugal entra em campo às 18.40 (transmissão na Eurosport), frente ao anfitrião do Europeu de Sub-19 deste ano, a Estónia. No grupo A (Estónia, Espanha, Portugal e Grécia), Portugal é candidato a passar a fase-de-grupos, porém tudo pode acontecer. De referir que basta não ficar em último para garantir o acesso ao Mundial de Sub-20 do próximo ano.
Esta Seleção Nacional comandada por Edgar Borges será, sem dúvida, a mais promissora dos últimos tempos com autênticos craques quer no onze inicial quer no banco de suplentes, no entanto a falta de aposta dos clubes na "prata da casa" é algo preocupante. Chega a altura destes jovens, tal como aconteceu no ano passado a quando do Mundial de Sub-20, mostrarem aos dirigentes do futebol português que merecem uma oportunidade. De seguida, passamos em revista os maiores talentos desta equipa.
Rafael Veloso (Sporting): Este jovem guardião faz valer da sua boa colocação entre os postes e do seu 1,91 metros para ser um futebolista fantástico. O novo Rui Patrício é já pretendido por muitos dos "tubarões" europeus.
Bruno Varela (Benfica): Os dirigentes encarnados depositam sobre ele grandes esperanças e bem que as merece. É um guarda-redes fantástico, ágil e forte fisicamente, e, senão fosse a tremenda qualidade de Veloso, seria titular de caras nesta equipa.
João Cancelo (Benfica): Este polivalente lateral-direito (pode também atuar a central ou a lateral esquerdo), destaca-se pela boa qualidade técnica e pela compleição física que lhe permite percorrer todo o corredor incessantemente.
Tiago Ferreira (FC Porto): Uma das maiores promessas do futebol luso. Um autêntico líder, rápido, ágil no desarme, forte no corpo-a-corpo, tecnista e exímio no jogo aéreo, características essas que o tornam num atleta muito completo..
Tiago Ilori (Sporting): A velocidade e a qualidade de desarme são as principais características de um central razoável. Caso Edgar Iê não estivesse lesionado, seria suplente.
Daniel Martins (Benfica): Muito competente em termos defensivos, é alto, forte e inteligente, não sendo muito veloz.
João Mário (Sporting): O irmão de Wilson Eduardo é indiscutível para Edgar Borges. Muito polivalente (só não pode jogar a guarda-redes e a avançado), este médio-defensivo é agressivo, rápido, forte nas interceções e exímio na ocupação de espaços.
André Gomes (Benfica): Muito alto, forte, maduro e com boa visão de jogo, mas lento e fraco tecnicamente: é assim este promissor médio encarnado.
Agostinho Cá (Sporting): Este 8 muito completo, é rápido, tecnicista, resistente e muito inteligente em termos táticos.
Tozé (FC Porto): Uma autêntica "formiga" no meio-campo. Transporta muito bem a bola para a frente e apresenta grande qualidade de passe.
Bruma (Sporting): Um dos jogadores com maior potencial neste grupo. Rápido, potente e com um enorme poder de explosão, pode vir a ser um caso sério no futebol português.
Ricardo Esgaio (Sporting): Apesar de atuar como lateral em Alcochete, é como extremo que se destaca mais. Revela garra, rapidez e uma qualidade técnica muito evoluída.
Ivan Cavaleiro (Benfica): Discutirá com Bruma um lugar no onze inicial. Sendo rápido, este jovem é muito forte no um-contra-um.
Cafu (Benfica): Pode jogar a 8, 10, 7 ou 9, mas é na posição de avançado-centro que a sua qualidade pode ser mais explorada. Muito forte, rápido, inteligente e com um remate muito potente, pode vir a ser um caso sério no futebol português.
Betinho (Sporting): Tem apenas 1,76 metros, mas é um autêntico goleador. Marca de pé direito, pé esquerdo ou até de cabeça: o que interessa é que costuma entrar.
Esta Seleção Nacional comandada por Edgar Borges será, sem dúvida, a mais promissora dos últimos tempos com autênticos craques quer no onze inicial quer no banco de suplentes, no entanto a falta de aposta dos clubes na "prata da casa" é algo preocupante. Chega a altura destes jovens, tal como aconteceu no ano passado a quando do Mundial de Sub-20, mostrarem aos dirigentes do futebol português que merecem uma oportunidade. De seguida, passamos em revista os maiores talentos desta equipa.
Rafael Veloso (Sporting): Este jovem guardião faz valer da sua boa colocação entre os postes e do seu 1,91 metros para ser um futebolista fantástico. O novo Rui Patrício é já pretendido por muitos dos "tubarões" europeus.
Bruno Varela (Benfica): Os dirigentes encarnados depositam sobre ele grandes esperanças e bem que as merece. É um guarda-redes fantástico, ágil e forte fisicamente, e, senão fosse a tremenda qualidade de Veloso, seria titular de caras nesta equipa.
João Cancelo (Benfica): Este polivalente lateral-direito (pode também atuar a central ou a lateral esquerdo), destaca-se pela boa qualidade técnica e pela compleição física que lhe permite percorrer todo o corredor incessantemente.
Tiago Ferreira (FC Porto): Uma das maiores promessas do futebol luso. Um autêntico líder, rápido, ágil no desarme, forte no corpo-a-corpo, tecnista e exímio no jogo aéreo, características essas que o tornam num atleta muito completo..
Tiago Ilori (Sporting): A velocidade e a qualidade de desarme são as principais características de um central razoável. Caso Edgar Iê não estivesse lesionado, seria suplente.
Daniel Martins (Benfica): Muito competente em termos defensivos, é alto, forte e inteligente, não sendo muito veloz.
João Mário (Sporting): O irmão de Wilson Eduardo é indiscutível para Edgar Borges. Muito polivalente (só não pode jogar a guarda-redes e a avançado), este médio-defensivo é agressivo, rápido, forte nas interceções e exímio na ocupação de espaços.
André Gomes (Benfica): Muito alto, forte, maduro e com boa visão de jogo, mas lento e fraco tecnicamente: é assim este promissor médio encarnado.
Agostinho Cá (Sporting): Este 8 muito completo, é rápido, tecnicista, resistente e muito inteligente em termos táticos.
Tozé (FC Porto): Uma autêntica "formiga" no meio-campo. Transporta muito bem a bola para a frente e apresenta grande qualidade de passe.
Bruma (Sporting): Um dos jogadores com maior potencial neste grupo. Rápido, potente e com um enorme poder de explosão, pode vir a ser um caso sério no futebol português.
Ricardo Esgaio (Sporting): Apesar de atuar como lateral em Alcochete, é como extremo que se destaca mais. Revela garra, rapidez e uma qualidade técnica muito evoluída.
Ivan Cavaleiro (Benfica): Discutirá com Bruma um lugar no onze inicial. Sendo rápido, este jovem é muito forte no um-contra-um.
Cafu (Benfica): Pode jogar a 8, 10, 7 ou 9, mas é na posição de avançado-centro que a sua qualidade pode ser mais explorada. Muito forte, rápido, inteligente e com um remate muito potente, pode vir a ser um caso sério no futebol português.
Betinho (Sporting): Tem apenas 1,76 metros, mas é um autêntico goleador. Marca de pé direito, pé esquerdo ou até de cabeça: o que interessa é que costuma entrar.
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Euro 2012: Os Destaques
Este Campeonato Europeu da Polónia e da Ucrânia ficará para sempre marcado pelo bom futebol praticado e pela má organização (no primeiro dia do torneio ainda houveram obras nos estádios), mas também pela final mais desequilibrada de que há memória. A Espanha voltou a reinar e venceu a sua terceira grande competição consecutiva, a Itália, guiada por Pirlo, foi finalista e a Seleção Nacional chegou às meias-finais e apenas foi eliminada nas meias-finais pela campeã europeia. Em termos individuais, Iniesta foi eleito o melhor jogador do torneio e Fernando Torres, contrariando todas as expectativas, foi o melhor marcador.A seleção que melhor futebol praticou, se bem que não raras vezes beneficiada pelas arbitragens, foi a Espanha, chegando ao título através da sua já típica troca de bola incessante e paciente que ficará para sempre gravada na História do futebol. No entanto, o futebol mais apaixonante foi o italiano. Cesar Prandelli montou uma equipa com alma, assente na criatividade de Pirlo e na irreverência de Balotelli e que conseguia chegar facilmente à grande área adversária, porém pecou pela fragilidade defensiva. A Alemanha com o seu futebol frio, racional e muito forte taticamente atingiu as meias-finais, todavia, frente a equipas com um maior caudal ofensivo, sofreu muito. Portugal, por seu turno, com a pior seleção dos últimos tempos conseguiu mostrar bom futebol (mérito total de Paulo Bento e do esforço dos jogadores). A destacar as exibições de Rui Patrício, Pepe, Coentrão, Moutinho, Nani e Cristiano Ronaldo.
11 ideal:
GR - Iker Casillas (Espanha): Foi preponderante contra a Croácia e contra Portugal e mesmo contra a Itália realizou uma grande exibição, acabando por ser o guardião menos batido da competição.
DD - Debuchy (França): Apesar de apenas ter atingido os quartos-de-final, foi essencial na Seleção francesa. O jogador do Lille é completo, rápido e muito forte taticamente.
DC - Pepe (Portugal): Nasceu no Brasil, mas não parece tal é a entrega que demonstrou em cada partida, raramente falhando nas marcações e nos desarmes.
DC - Sergio Ramos (Espanha): O jogador do Real Madrid cresce quando joga no centro da defesa. Muito certo no corte, apresentou grande consistência no decorrer da competição.
DE - Jordi Alba (Espanha): Ofereceu grande profundidade ao corredor esquerdo de La Roja e fez por justificar a recente transferência para o Barcelona.
MDC - Andrea Pirlo (Itália): Se a Itália tivesse sido campeã, teria sido certamente o melhor jogador do torneio. Guiou a sua seleção à final com toda a sua criatividade e a sua qualidade técnica e de passe.
MC - Xavi Hernández (Espanha): Muita gente diz que o futebolista do Barça não apareceu no Europeu, mas a verdade é que a sua ação foi absolutamente necessária para o bom porto da seleção espanhola.
MC - João Moutinho (Portugal): Com muita garra, foi preponderante no meio-campo luso. Será muito difícil que Pinto da Costa o segure depois deste Europeu.
ED - David Silva (Espanha): O jogador do Manchester City foi o atleta com mais assistências neste Euro e ainda teve tempo para fazer 2 golos. Foi a consagração do futebolista fantástico que é.
EE - Andrés Iniesta (Espanha): Para a UEFA, foi o melhor do torneio e isso diz tudo. Esteve simplesmente impecável.
AV - Mario Balotelli (Itália): Este Europeu foi a explosão do irreverente ponta-de-lança de apenas 21 anos. Foi decisivo perante a Alemanha e, excetuando o primeiro jogo com a Espanha, esteve bem em todos os jogos dos italianos.
Melhor jogador - Andrea Pirlo (Itália): Apesar de não ter vencido o Europeu, levou praticamente a Seleção italiana "às costas". Possivelmente no seu último Euro de sempre (já tem 33 anos), conseguiu efetuar exibições magistrais (foi três vezes o melhor em campo) e subir ao topo da Europa. Em 2º lugar, escolho Iniesta e, em 3º, David Silva.
Revelação - Jordi Alba (Espanha): O novo lateral do Barcelona é rápido, tecnicista e um autêntico "furacão". Foi a consagração de um futebolista que já havia feito uma grande época ao serviço do Valencia. Na 2ª posição, coloco Mario Balotelli e, na 3ª, Vaclav Pilar.
Melhor português - Pepe: O central luso-brasileiro jogou com garra, entrega e classe. Cortes limpos e marcações cerradas foram uma constante nas exibições do futebolista do Real Madrid. Em 2º, insiro Cristiano Ronaldo e, em 3º, João Moutinho.
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Euro 2012
segunda-feira, 2 de julho de 2012
Mais uma para a coleção
Espanha 4-0 Itália
Hoje a Espanha entrou para a história, vencendo a terceira de três grandes competições consecutivas. Esta vitória em Kiev permite a "nuestros hermanos" acrescentar mais um título de Campeão Europeu ao seu palmarés, algo que representa a consagração de um futebol fantástico que ficará para sempre gravado numa das páginas mais importantes do desporto-rei. Além do mais, de destacar a diferença que persistiu no decorrer do jogo entre as duas equipas na forma de defender e que se acabou por se revelar no resultado mais desequilibrado que há memória em finais de Campeonatos Europeus.
Apesar de tudo isso, a Itália demonstrou-se muito forte no processo ofensivo e "apenas" pecou na forma como tentou dificultar a troca de bola espanhola. A equipa de Cesar Prandelli, com um Pirlo aparentemente fatigado, apresentou-se de forma mais atrevida do que na sua estreia neste Euro e acabou por pagar por isso. Sem o 3-5-2 que tão bem estorvou a ação de La Roja, a seleção transalpina não teve argumentos para contrariar o poderio espanhol e perdeu a oportunidade de subir ao topo da Europa.
A partida propriamente dita começou com a formação de Del Bosque a ver os italianos jogar. Porém, quando atacava, La Roja criava grandes problemas à Squadra Azzurra e, aos 14 minutos, Fàbregas deu em David Silva que, de cabeça, abriu o marcador. A Itália foi em busca do prejuízo, no entanto Jordi Alba, já perto do final do primeiro tempo, arrancou e aproveitou um grande passe de Xavi para dar a machadada final no jogo.
Com uma Itália completamente partida, a etapa complementar foi um autêntico passeio para os campeões mundiais e europeus em título perante uma equipa italiana partida. Mesmo assim, os italianos conseguiram a espaços dar ares da sua graça: Di Natale até esteve muito perto de fazer o 2-1. O jogo acabou finalmente aos 61 minutos quando Motta (cinco minutos depois de ter substituído Montolivo) teve uma lesão muscular e, como Prandelli já tinha esgotado as suas três substituições, os transalpinos ficaram a jogar com 10. Torres, aos 84 minutos, marcou mais um e, 4 minutos depois, assistiu Mata, tornando-se o melhor marcador deste Europeu da Ucrânia e da Polónia.
Além de tudo o mais, há-que referir dois pontos de extrema importância para o futebol português: Pedro Proença voltou a fazer uma grande exibição, honrando a arbitragem portuguesa e justificando a nomeação para a final de um Campeonato da Europa, e Portugal foi eliminado apenas nos penáltis pela campeã da Europa, não obstante o facto de ter sido a seleção que criou mais problemas a La Roja durante esta edição do torneio.
Hoje a Espanha entrou para a história, vencendo a terceira de três grandes competições consecutivas. Esta vitória em Kiev permite a "nuestros hermanos" acrescentar mais um título de Campeão Europeu ao seu palmarés, algo que representa a consagração de um futebol fantástico que ficará para sempre gravado numa das páginas mais importantes do desporto-rei. Além do mais, de destacar a diferença que persistiu no decorrer do jogo entre as duas equipas na forma de defender e que se acabou por se revelar no resultado mais desequilibrado que há memória em finais de Campeonatos Europeus.
Apesar de tudo isso, a Itália demonstrou-se muito forte no processo ofensivo e "apenas" pecou na forma como tentou dificultar a troca de bola espanhola. A equipa de Cesar Prandelli, com um Pirlo aparentemente fatigado, apresentou-se de forma mais atrevida do que na sua estreia neste Euro e acabou por pagar por isso. Sem o 3-5-2 que tão bem estorvou a ação de La Roja, a seleção transalpina não teve argumentos para contrariar o poderio espanhol e perdeu a oportunidade de subir ao topo da Europa.
A partida propriamente dita começou com a formação de Del Bosque a ver os italianos jogar. Porém, quando atacava, La Roja criava grandes problemas à Squadra Azzurra e, aos 14 minutos, Fàbregas deu em David Silva que, de cabeça, abriu o marcador. A Itália foi em busca do prejuízo, no entanto Jordi Alba, já perto do final do primeiro tempo, arrancou e aproveitou um grande passe de Xavi para dar a machadada final no jogo.
Com uma Itália completamente partida, a etapa complementar foi um autêntico passeio para os campeões mundiais e europeus em título perante uma equipa italiana partida. Mesmo assim, os italianos conseguiram a espaços dar ares da sua graça: Di Natale até esteve muito perto de fazer o 2-1. O jogo acabou finalmente aos 61 minutos quando Motta (cinco minutos depois de ter substituído Montolivo) teve uma lesão muscular e, como Prandelli já tinha esgotado as suas três substituições, os transalpinos ficaram a jogar com 10. Torres, aos 84 minutos, marcou mais um e, 4 minutos depois, assistiu Mata, tornando-se o melhor marcador deste Europeu da Ucrânia e da Polónia.
Além de tudo o mais, há-que referir dois pontos de extrema importância para o futebol português: Pedro Proença voltou a fazer uma grande exibição, honrando a arbitragem portuguesa e justificando a nomeação para a final de um Campeonato da Europa, e Portugal foi eliminado apenas nos penáltis pela campeã da Europa, não obstante o facto de ter sido a seleção que criou mais problemas a La Roja durante esta edição do torneio.
domingo, 1 de julho de 2012
A glória ali tão perto!
No historial de confrontos, entre as duas seleções, em fases finais de grandes competições, apercebemo-nos que os transalpinos levam vantagem. Em 7 desafios, entre mundiais e europeus, a Itália venceu 3 jogos, empatando 4. No Mundial de 1934, nos "quartos", os italianos levaram a melhor, numa vitória por 1-0, após um primeiro jogo que terminou empatado sem golos. As seleções haveriam de voltar a bater-se num Mundial em 1994, de novo nos "quartos", de novo com uma vitória pela margem mínima, desta feita po 2-1. O confronto entre ambas as seleções, em Europeus, é mais abrangente. Em 1980 ocorreu um nulo, enquanto que oito anos volvidos a squadra azzurra haveria de superar a sua congénere espanhola por 1-0. Nestes últimos 4 anos estas seleções foram postas à prova em 2 ocasiões. Primeiro no Euro 2008, nos "quartos", nos quais a "Roja" levaria a melhor, nos penáltis, após um 0-0 no período regulamentar. Já nesta edição da prova houve empate, por 1-1, na fase-de-grupos, no jogo que mostrou as verdadeiras potencialidades do conjunto orientado por Cesare Prandelli. "Se a Itália já parou por uma vez a Espanha, é possível fazê-lo outra vez", é neste tónico que os aficionados pelos azuis seguem, rumo ao sonho do Euro. A história está do lado italiano, as potencialidades do lado espanhol. Mas quem ganha? Só vendo o jogo se podem tirar as dúvidas.
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