terça-feira, 9 de julho de 2013

FC Porto 2013/2014: À procura do Tetra

Dois anos com Vítor Pereira ao leme resultaram em dois títulos. Nada mau para alguém tão criticado pela comunicação social e que tantas vezes pareceu ter tudo perdido, ainda para mais quando nos apercebemos que apenas somou uma única derrota em partidas a contar para o campeonato. Todavia, parece que o futebol praticado pelo FC Porto nos últimos tempos não agradou a Pinto da Costa e, por isso, Paulo Fonseca é agora o timoneiro dos dragões.


O 3º lugar atingido na época transata pelos "castores" era absolutamente impensável há um ano atrás, mas o bom trabalho levado a cabo pelo técnico na Capital do Móvel permitiu concretizar o inimaginável. Agora, com melhores recursos, espera-se que consiga suplantar esse feito histórico, conquistando o título e tentando chegar o mais longe possível na Champions.

quinta-feira, 4 de julho de 2013

O que faltou a estes jovens?

Um sorteio favorável aliado à qualidade de alguns atletas - em geral, muito superiores a Nélson Oliveira e companhia, que, em 2011, atingiram a final desta competição - criava esperanças numa caminhada recheada de sucesso neste Mundial sub-20.


No entanto, após uma vitória sofrida frente a uma Nigéria bastante inferior à equipa das Quinas, um empate ridículo frente à Coreia do Sul e a eliminação nos oitavos-de-final perante o Gana, torna-se óbvio que as expectativas da turma de Edgar Borges saíram defraudadas. Mas, afinal o que falhou?

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Novos mercados: Sérvia, México, Holanda...

Cada vez mais, os principais clubes portugueses investem em novos mercados, diminuindo as incursões quer no brasileiro, quer no argentino, ambos bastante inflacionados. E este será um caminho a seguir pelos demais emblemas da nossa Liga, sendo imperativo alargar os horizontes e procurar melhores negócios noutros locais que não os dois habituais países da América do Sul de onde, todos os verões, chegam remessas de futebolistas ao nosso país com o sonho de brilhar no futebol europeu.


Após o sucesso relativo às contratações do sérvio Matic e do colombiano Jackson Martínez, que atuava nos mexicanos de Jaguares de Chiapas, Benfica e FC Porto parecem ter mudado de rumo radicalmente no que a contratações diz respeito. Apesar da mais que provável aquisição do internacional alviceleste Lisandro López por parte dos encarnados, não se espera que sejam gastos muitos milhões nas referidas nações cliché para os dirigentes portugueses por parte de Luís Filipe Vieira e de Pinto da Costa.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

O que esperar deste Brasil?

Em 2014, o Brasil será o anfitrião do Mundial. Aparte de todas as manifestações relacionadas com os gastos em infraestruturas para o referido evento, a seleção brasileira encontra-se sob imensa pressão, sendo pedido a Scolari que vença, mais uma vez, a competição máxima do futebol mundial. O actual técnico da canarinha sabe o que é treinar a equipa anfitriã de uma competição desta magnitude, mas será que, desta feita, terá mais sucesso do que em 2004?


quarta-feira, 26 de junho de 2013

Craques de Amanhã: Bernard

Bernard, natural de Belo Horizonte, chegou em 2008 ao maior clube da sua terra natal, o Atlético Mineiro, e aí ficou até hoje, espalhando classe pelos relvados brasileiros...


Todavia, o prodígio canarinho parece estar prestes a "dar o salto". Propostas chorudas (a rondar os 25M€) chegam a Minas Gerais vindas de todos cantos da Europa. Fala-se no interesse de clubes como o FC Porto, o Shakhtar Donetsk, o AC Milan e o Tottenham. A verdade é que, apesar dos seus 162 cm, o talento do jovem criativo é visível à distância. Bernard tem tudo o que um desequilibrador deve ter: é rápido, é ágil, tem técnica para "dar e vender", é imprevisível e tem boa visão de jogo. Apenas tem de trabalhar no aspeto físico (demasiado franzino para o futebol europeu) e na finalização. E que melhor cenário que o Dragão para o fazer?

terça-feira, 25 de junho de 2013

Benfica 2013/2014: Mais ambição, mais vitórias?

De acordo com as palavras proferidas ultimamente pelos dirigentes e atletas encarnados, os objetivos para a próxima época atingirão valores ainda mais elevados. Jorge Jesus tem cada vez menos margem de manobra e, após 3 anos em que não venceu qualquer título, é praticamente obrigatório que vença o campeonato. Além do mais, o facto de que a final da Liga dos Campeões será disputada na Luz acalenta esperanças num feito histórico dos comandados do técnico amadorense.


A verdade é que há muito trabalho pela frente, sendo que a pressão sobre o plantel será maior que nunca, após os fracassos do passado recente. O investimento em novos jogadores tem sido muito elevado, o que apenas parece facilitar o trabalho de JJ. Todavia, o importante será não cometer os erros das temporadas transactas. Para que a época que se avizinha seja de bom augúrio, é imperativo que haja uma maior rotação do plantel, manter sempre a concentração, não festejar quando tudo parecer ganho e não "tremer" em jogos decisivos, principalmente frente ao FC Porto. É necessário também abastecer a defesa (ponto fraco dos benfiquistas nos últimos tempos) com jogadores com a mesma qualidade que os seus companheiros do ataque e que o clube se desfaça de alguns excedentários (como Felipe Menezes ou Júlio César) que teimam em, ano após ano, permanecer no emblema da capital.

domingo, 23 de junho de 2013

Ressuscitar o leão

É do conhecimento público que um clima de crise financeira e desportiva paira sobre Alvalade. O futebol português necessita urgentemente que o emblema lisboeta retorne às luzes da ribalta. O grau de incerteza quanto ao vencedor do nosso campeonato vai diminuindo de época para época e o número de candidatos ao título restringe-se atualmente a apenas dois clubes. Nesse sentido, apresento, de seguida, algumas medidas que poderiam ser tomadas pelos dirigentes verde e brancos.


quarta-feira, 24 de abril de 2013

Bayern de Munique: a "máquina" alemã

Se ainda houvesse dúvidas acerca da qualidade do Bayern de Munique, terão sido dissipados após o jogo de ontem, a contar para a Liga dos Campeões, entre os germânicos e o Barcelona. De facto, a turma de Jupp Heynckes anulou por completo os "culés", com uma vitória esclarecedora, por 4-0, que deixa os alemães com "um pé e meio" na final da Champions.

Relativamente à partida, vimos um Bayern com uma estrutura e organização diferente da habitual, privilegiando a segurança defensiva, em vez do futebol total, geralmente aplicado pelo emblema de Munique.   Estes, desde cedo criaram situações de perigo, como Robben, aos 2 minutos de jogo. Aos 15, surge a primeira situação controversa quando, após remate de Lahm, Gerard Piqué desvia, com o braço a bola, sem que o árbitro assinalasse grande penalidade. Porém, à medida que o duelo avançava, constatava-se que mais tarde ou mais cedo, o Bayern haveria de chegar ao golo, que aconteceria aos 25 minutos, com Thomas Müller a cabecear para a baliza após uma excelente assistência, também de cabeça, do brasileiro Dante. Perante isto, o conjunto de Vilanova arriscou um pouco mais e, durante escassos minutos, esteve melhor (aos 29 minutos, Messi quase empata, após passe primoroso de Pedro). Desse momento até ao intervalo, os germânicos conseguiram manter a coerência defensiva e, sem grandes dificuldades, permaneceram a vencer. A segunda parte iniciou-se a um ritmo frenético, com os catalães a criarem perigo, mas Neuer saiu aos pés de Iniesta negando-lhe o golo. Porém, o chavão popular, "quem não marca, sofre", viria a acontecer. Após a oportunidade desperdiçada pelo Barça, Mario Gómez, aos 49 minutos, após canto de Arjen Robben, finalizou da melhor maneira, depois de um cabeceamento ao primeiro poste de Müller (efetuou uma exibição espetacular). A partir daqui, o Bayern, pese a vitória, continuou a dominar, perante um Barcelona apático, que nunca encontrou espaço para realizar o seu caraterístico tiki-taka. Foi, portanto, com naturalidade que surgiu o terceiro golo, num contra-ataque conduzido por Robben que, após ultrapassar a defensiva "culé", atirou para a baliza de Victor Valdés (lance controverso, pois Müller impediu, ilegalmente, a passagem a Jordi Alba, retirando-o da discussão da situação). Até ao término da partida, ainda deu para os bávaros aumentarem a vantagem para 4-0, com mais um golo de Müller que coloca a sua equipa com pé e meio na final da Champions.

Perante esta exibição, que complementa uma época a todos os níveis espetacular (os germânicos já venceram a Bundesliga, estão na final da Taça da Alemanha e quase na da Champions), que contrasta com a anterior, na qual o Bayern perdeu a final da "liga milionária", no seu estádio, contra o Chelsea, quais os limites da formação orientada por Jupp Heynckes? Provavelmente, não há. Neste momento, já se espera de tudo de um emblema que goleia sem dificuldades, independentemente do nome do adversário (Schalke 04, Werder Bremen, Hamburgo, Lille e, agora, Barcelona foram vítimas da frieza dos bávaros). O sucesso desta equipa assenta, em primeiro lugar, no espírito de entreajuda evidenciado pelos jogadores dos campeões alemães. De facto, como se comprovou ontem, todos os elementos ajudam nas tarefas defensivas, pressionam e correm, muito (veja-se o caso de Ribéry e de Robben que são extremos de origem). Em segundo lugar, relacionado com o primeiro, é a capacidade física. Do início ao fim do jogo, os atletas dos bávaros pressionaram constantemente, sempre com elevado grau de eficácia (grande contributo de Javi Martínez que, para além de destruir, construiu e permitiu que a sua equipa saísse várias vezes em contra-ataque). Por fim, há ainda a destacar a frieza e calculismo. O Bayern, apesar de alinhar de modo diferente do habitual, não deixou de dominar, embora nunca tenha arriscado em demasia. A finalização, como se provou, está bem afinada. Pese Mandzukic, normal titular na frente de ataque, não ter jogado, Mario Gómez não vacilou, marcou e deu imenso trabalho à defensiva "culé".

Com estes resultados, o céu é o limite para o Bayern ou será que, como no ano transato, falharão nos restantes momentos-chave da temporada (apesar de ser pouco credível que tal suceda)?

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Swansea: a surpresa da Premier League

Humildade, juventude, irreverência e espírito de equipa: eis a receita para o incrível sucesso do Swansea esta temporada. Os galeses, com uma média de idades no plantel de cerca de 25 anos, têm sido a grande surpresa em Inglaterra, não só na Premier League (onde ocupa um honroso 9º lugar), mas também na Taça da Liga, na qual saiu vencedor (após vitória ante o Bradford por 5-0), pelo que o emblema do Liberty Stadium marcará presença na próxima edição da Liga Europa.

Os britânicos, que retornaram ao escalão máximo do futebol inglês no ano transato, caraterizam-se pela coesão e espírito de equipa possuindo, simultaneamente, um plantel muito organizado. Na posição de guarda-redes, o holandês Michel Vorm, de 29 anos, realizou 21 partidas na Liga Inglesa, alternando a titularidade com o experiente alemão Gerhard Tremmel, 34 anos, que completou 12 jogos na mesma competição. Os keepers, apesar de não serem extraordinários, são serenos, pelo que oferecem grande segurança. Michael Laudrup, treinador do Swansea, recrutou, esta época, vários jogadores a equipas espanholas. Um deles, habitual titular, é Chico Flores, que sem arriscar muito ofensivamente, é fiável a nível defensivo, já tendo feito 27 jogos esta temporada. Ashley William, por seu turno, também defesa, é o jogador mais utilizado esta temporada, tendo realizado 35 jogos. Ángel Rangel é outro elemento crucial, já tendo 31 partidas neste ano. Num plantel muito rotativo, o flamengo Tiendalli tem sido crucial, vindo a ser utilizado em várias ocasiões sem, no entanto, ser titular absoluto. O mesmo caso se passa com Garry Monk (10 jogos), Kyle Bartley (5 jogos), Neil Taylor (3 jogos) e Alan Tate (15 jogos). No centro do terreno de jogo, destacam-se o experiente Leon Britton (35 partidas) que, apesar de não ser propriamente novo (30 anos), ainda é o baluarte e símbolo deste Swansea; o médio/extremo Pablo Hernández (30 jogos e 3 golos), que dá verticalidade e magia aos Swans; o polivalente centrocampista Wayne Routledge, um dos melhores e mais influentes jogadores do emblema galês (tem 38 jogos e 5 golos); o neerlandês Jonathan de Guzmán (31 jogos e 5 golos), elemento indispensável no esquema de Laudrup; Nathan Dyer (31 jogos e 3 golos), que tem sido uma das revelações da época e Ki Sung-Yueng, que, pese não ser titular absoluto, tem feito alguns jogos (27), sendo um dos criativos do clube; e Ben Davies, um dos elementos mais valiosos, jovem (19 anos), inteligente técnica e taticamente e muito utilizado (35 jogos e 1 golo). Para além destes, outros jogadores também têm jogado, se bem que com menor frequência, caso de Kemy Agustien (17 jogos), que se tem revelado a arma secreta (foi suplente utilizado em 10 jogos). Na frente de ataque, a surpresa é o espanhol Michu, de 27 anos, contratado este ano ao Rayo Vallecano e que, este ano, já apontou 21 golos (17 no campeonato, que o torna no terceiro melhor marcador da prova) em 38 jogos. A substituir ou a acompanhar o hispânico, têm sido utilizados Italy Shechter (16 jogos, sem qualquer golo apontado), de baixo nível de gravidade (179cm) mas que não tem estado em grande forma e Luke Moore (18 jogos e 5 golos), muito rápido e elemento desequilibrador. Por fim, o treinador Michael Laudrup é adepto de futebol positivo mas pragmático, dando bastante valor à segurança defensiva e que tem feito um trabalho muito bom (grande parte do sucesso do Swansea é causado pelo dinamarquês).

Com presença garantida na Liga Europa do próximo ano, os Swans, apostando em alguma "prata da casa", têm realizado uma época muito bem conseguida, com excelentes resultados e que prova que não raras vezes o que interessa não é o orçamento (baixo no caso dos galeses, em comparação com os "tubarões" da Premier League). Até onde poderá chegar este clube?

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Os intocáveis

Num momento em cada vez mais se "aperta o cerco" aos treinadores, com constantes "chicotadas psicológicas (veja-se o caso do Chelsea, liderado por Roman Abramovich), persistem timoneiros que, devido à sua qualidade, vão suportando tudo de modo a manterem-se num clube.

Sir Alex Ferguson: No que concerne a este assunto, o técnico escocês é o mais carismático. Há cerca de 26 anos no Manchester United, foi devido a "Fergie", que esteve quase a ser despedido no primeiro ano, que os "Red Devils" tem a projeção atual a nível mundial (é o emblema com maior número de apoiantes no globo). Para além de ter evoluido vários jogadores até à estratosfera, casos de Cristiano Ronaldo, Cantona, Roy Keane, Ruud van Nistelrooy, Rooney, Rio Ferdinand, David Beckham ou Peter Schmeichel, o britânico ainda "ofereceu" grande parte dos títulos que hoje podem ser observados no museu do ManU. Ao todo, amealhou 12 das 19 Premier Leagues obtidas pelo emblema de Manchester (está outra a caminho), 5 Taças de Inglaterra, 11 Supertaças (1 europeia e 10 inglesas), 4 Taças da Liga, 1 extinta Taça das Taças, 2 Champions, 1 Campeonato do Mundo de Clubes e uma Taça Intercontinental. Tudo somado, dá um coeficiente de 37 conquistas, mais de metade das conseguidas pelos ingleses em toda a sua história (62).

Arséne Wenger: O caso do francês, apesar de menos emblemático, também é de louvar, principalmente atendendo ao facto de que, apesar de alguns resultados menos positivos obtidos pelo Arsenal nos últimos anos, continua a ser o treinador (pelo 17º ano consecutivo). À imagem de Ferguson, também foi devido ao gaulês que os gunners são um dos clubes mais representativos de Inglaterra, tendo conquistado, durante o seu reinado, 3 Premier Leagues, 4 FA Cup e 4 Supertaças, ou seja, 11 dos 38 títulos do emblema sediado em Londres. Porém, o principal motivo para o crédito que o gaulês tem deriva principalmente dos jogadores que, devido a si, ganharam fama mundial, como Sol Campbell, Kanu, Overmars, Thierry Henry, Nicolas Anelka, Bergkamp ou Patrick Vieira.

Jürgen Klopp: Neste caso, o que mais surpreende não é quantidade de anos mas sim a qualidade. Sim, porque o alemão, apesar de "só" estar na sua quinta temporada consecutiva (o que, como constatámos no princípio, não é mau), já conquistou duas Bundesligas, uma Taça da Alemanha e uma supertaça do mesmo país. Outrora famoso, o BVB, na altura da chegada de Klopp, não passava de uma equipa banal, que lutava simplesmente por um lugar a meio da tabela (que contrastava com o Dortmund de fasquia elevada, na década de 90). Depois, tudo se alterou: o clube, progressivamente, foi subindo na tabela classificativa, foi bicampeão e, após uma presença pouco conseguida na Champions do ano passado, este ano marca presença nas semifinais. Com um elenco de luxo, praticamente todo ele construído pelo germânico (onde despontam Hummels, Götze, Lewandowsky, Schmelzer, Reus ...), o emblema da Renânia deve muito o seu sucesso ao seu técnico genial.

David Moyes: Um dos treinadores mais respeitados de Inglaterra é técnico do Everton desde 2001, ou seja, à 12 anos. Apesar das 9 ligas inglesas, o emblema de Liverpool sentiu sempre dificuldades em retomar grandes conquistas. O timoneiro escocês, apesar de ainda não ter logrado vencer nenhuma competição, tem aproximado os toffees dos lugares cimeiros da Premier League, para além de algumas presenças na Taça UEFA/Liga Europa. Todavia, o que mais surpreende neste Everton é o seu estilo de jogo, que dá preferência ao futebol tático, pragmático, à segurança defensiva, algo pouco comum em emblemas que disputam o escalão máximo do futebol inglês. Evidentemente, estas caraterísticas e os resultados que o clube de Goodison Park tem obtido têm lançado o nome de David Moyes para a ribalta, pelo que, para infelicidade dos apoiantes dos "azuis", não deverá fazer parte do comando técnico do Everton no próximo ano.