segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Bola de Ouro: CR7, Messi e Xavi são os três finalistas

A FIFA e a "France Football" já reduziram o lote de 23 candidatos (onde figurava o português Nani) a melhor de 2011 para apenas três. Os catalães Lionel Messi e Xavi e o "merengue" Cristiano Ronaldo lutaram pelo prémio de melhor jogador do ano. Destaque para o retorno do extremo português ao pódio dos melhores do mundo que, no ano passado, foi preenchido por La Pulga (que saiu vencedor), Xavi e Iniesta. Será que Messi voltará a ser o vencedor do galardão individual mais desejado do mundo ou será que os golos de Ronaldo ou os passes milimétricos de Xavi convenceram o júri?

No que diz respeito ao prémio de melhor treinador do ano, o certo é que os três finalistas serão os inevitáveis José Mourinho (Real Madrid), Sir Alex Ferguson (Manchester United) e Pep Guardiola (Barcelona). A escolha dos finalistas é mais que justa: quem sairá vencedor?

domingo, 4 de dezembro de 2011

Corinthians é pentacampeão

No dia em que o ex-Corinthians Sócrates morreu, os paulistas sagraram-se campeões brasileiros. A equipa de Liedson empatou a zero na derradeira jornada do Brasileirão com o Palmeiras de Scolari. Por sua vez, o Vasco da Gama, que ainda estava na corrida pelo título, não foi além do empate a um tento perante o Flamengo.

Assim, o avançado luso-brasileiro ex-Sporting Liedson pode festejar o seu primeiro título brasiliero, sendo agora o principal candidato a arrecadar o galardão de melhor jogador da competição, tendo em conta o segundo lugar do Vasco de Dedé e a décima posição do Santos de Neymar. Borges, avançado de 31 anos que debuta pelo Santos, consagrou-se o melhor marcador do Brasileirão 2011 com 23 golos, sucedendo a Jonas. O melhor ataque até foi o do terceiro classificado Fluminense (59 golos em 38 jornadas), enquanto que o campeão Corinthians de Tite primou pela defesa, concedendo apenas 36 golos aos seus adversários.

Quanto à qualidade dos jogos deste Brasileirão de destacar o memorável Santos 4-5 Flamengo, um dos melhores jogos do ano onde Neymar e Ronaldinho brilharam ao mais alto nível. De resto, este campeonato brasileiro não foi muito diferente dos outros... No geral, as equipas apresentaram-se com grande qualidade em termos ofensivos (muitos golos), primando pelos lances individuais, mas com muitas fragilidades defensivas. De salientar o facto de que os dois primeiros classificados serem, mais uma vez, os que mais acertados estiveram defensivamente (o Vasco com Dedé e Anderson Martins e o Corinhtians com Chicão e Castán).

Classificação Final:
1º - Corinthians (71 pontos)
2º - Vasco da Gama (69 pontos)
3º - Fluminense (63 pontos)
4º - Flamengo (61 pontos)
5º - Internacional (60 pontos)
(...)

Melhor jogadores:
1º - Neymar (Santos): Apesar da sua equipa ter terminado na décima posição, o "Menino da Vila" merece destaque. Claramente o melhor jogador a atuar fora da Europa, mostrou o porquê de ser o alvo preferencial de Real Madrid e Barcelona e a figura da seleção brasileira. Esta foi a época da afirmação de Neymar que promete vir a dar muito ao mundo do futebol...
2º - Liedson (Corinthians): Foi claramente o jogador em destaque no "Timão". Numa equipa que primou pela regularidade, ele destoou e foi sempre o principal desequilibrador e goleador dos paulistas.
3º - Dedé (Vasco da Gama): O jovem central brasileiro foi uma peça fundamental na organização do Vasco. Seguido pelos "tubarões" europeus (o Benfica perdeu demasiado tempo nas negociações e, atualmente, já não terá hipóteses em contratá-lo). Muito forte e possante, é um jogador a ter em conta.
4º - Lucas (São Paulo): Com 19 anos, o médio/extremo foi a principal figura do sexto classificado do campeonato brasileiro. Esteve sempre muito bem, demonstrando grande qualidade técnica. Se continuar a evoluir, poderá tornar-se numa das figuras da seleção brasileira no futuro.
5º - Paulinho (Corinthians): O médio-centro (também pode cair para a direita) de 23 anos foi uma peça fulcral no plano de Tite. A chamada "formiguinha" está personificada em Paulo Junior. Muito rápido, é muito inteligente taticamente falando.

Melhor onze: Felipe (Flamengo); Mariano (Fluminense), Chicão (Corinthians), Dedé (Vasco da Gama) e Bruno Cortês (Botafogo); Ralf (Corinthians), Paulinho (Corinthians) e Ronaldinho (Flamengo); Lucas (São Paulo), Neymar (Santos) e Liedson (Corinthians)

Craques de Amanhã: Jack Wilshere

Com 19 anos, Jack Wilshere é a maior promessa do futebol anglo-saxónico da atualidade. Polivalente, pode jogar a médio-defensivo, médio-interior ou médio-ofensivo com o mesmo rendimento. O médio inglês, aposta pessoal de Arsene Wengér, formou-se no Arsenal, chegando aos londrinos em 2001 com apenas 9 anos. Na época de 2009/2010, sem hipóteses nos gunners durante a 1ª metade da temporada, foi emprestado ao Bolton em janeiro, onde mostrou valor, participando em 14 partidas na Premier League. Voltou ao clube de Holloway, fez a época passado como titular habitual, formando um trio de meio-campo demolidor ao lado de Cesc Fàbregas e Samir Nasri. Internacional inglês por 4 ocasiões (além das várias presenças nas seleções das camadas jovens), foi eleito o melhor jovem da Premier League 2010/2011. Apesar de na presente temporada não ter a concorrência de Nasri e Fàbregas, não se tem conseguido impor como principal figura dos "gunners" devido a uma lesão que muito o tem atormentado, perdendo até o seu lugar aos poucos e poucos para Ramsey que se tem exibido a bom nível. Mesmo assim, não perco a esperança no pequeno Jack...

Exímio tecnicamente falando, o pequeno Jack Wilshere de 170 cm é dono de uma grande visão de jogo e de uma agilidade que o permite roubar a bola ao seu adversário facilmente (daí poder jogar a médio-defensivo). Parecido quanto à forma de jogar com Xavi, tem toque de bola e consegue encontrar brechas na defesa contrária como poucos, oferecendo "de bandeja" vários golos aos seus companheiros da frente. Já é uma peça fundamental no plano de Wengér e promete vir a ser uma das estrelas do futebol mundial.

Nota Final: 18/20

Villas-Boas volta a encontrar o caminho da vitória

Newcastle 0-3 Chelsea: O técnico português André Villas-Boas reencontrou o caminho das vitórias num dia onde Didier Drogba apareceu em destaque. Com Raul Meireles e Bosingwa no banco, foi o avançado costa-marfinense a fazer o primeiro tento da partida, ainda no decorrer do primeiro tempo. Salomou Kalou fez o 2-0 aos noventa minutos e Daniel Sturridge fechou o resultado já nos descontos. O Chelsea mantém-se na quarta posição após esta injeção de confiança. Após mais outro "balão de oxigénio", será que os "blues" reencontraram a força necessária para venceram a tão desejada Premier League?  


Manchester City 5-1 Norwich City: Os "citizens" receberam e golearam o Norwich, segurando a primeira posição da Premier. Kun Aguero abriu a contagem à passagem do minuto 32. Nasri, Yaya Touré e Balotelli também marcaram, mas foi o jovem Adam Johnson a fechar o resultado.

Aston Villa 0-1 Manchester United: No Villa Park, os comandados de Alex Ferguson voltaram a vencer à tangente. O único golo da partida foi marcado por Phil Jones: Nani cruzou da ala esquerda e o jovem central inglês apenas teve que cabecear para dentro das redes da equipa de Birmingham. Os "Red Devils" estão na segunda posição a cinco pontos do rival City, porém, caso o Tottenham vença, poderão ser ultrapassados.

Liga Espanhola: Barcelona e Real goleiam

Barcelona 5-0 Levante: Os pupilos de Guardiola orquestraram uma "manita" antes do clássico frente ao Real Madrid. Como é habitual no Camp Nou, os catalães mostraram consistência de jogo e marcaram o primeiro aos cinco minutos por intermédio do espanhol Cesc Fàbregas. O ex-Arsenal bisou mais tarde e Cuenca fez o 3-0. Lionel Messi marcou mais um no segundo tempo, voltando a confirmar o estatuto de melhor do mundo. Alexis Sanchéz marcou o último à passagem do minuto 61. Como se explica os desaires ao jogar fora da equipa de Guardiola que, quando joga em casa, mostra bom futebol?


Sporting Gijón 0-3 Real Madrid: O Real Madrid garantiu o primeiro lugar antes do grande clássico, goleando o Sporting de Gijón. Como visitante, a equipa de José Mourinho mostrou-se muito agressiva e chegou facilmente ao golo. Aos 34 minutos, Di Mária fez o primeiro. O português Cristiano Ronaldo voltou a faturar e Marcelo fechou o resultado já nos descontos. Em suma, mais uma exibição personalizada do Real que parece focado em vencer tudo este ano. Será que os "merengues" estão preparados para derrotar o "tiki-taka" do arqui-rival Barcelona?

Lendas e Glórias: Bobby Moore

Bobby Moore, capitão inglês em noventa jogos, o melhor defesa que Pelé defrontou, o homem em que Franz Beckenbauer se inspirou, a pessoa, que segundo o treinador escocês Jock Stein, deveria ser proibido de jogar por adivinhar os lances com 20 minutos de antecedência e aquele que mais confiança dava ao selecionador inglês do Mundial de 1966, Alf Ramsey. Moore foi o jogador perfeito, gentleman típico, admirado por companheiros e rivais. Foi ainda um jogador polémico, participou num roubo e mais tarde num rapto, bem como nos excessos esporádicos de álcool.

Futebolisticamente falando, Moore estreou-se no seu clube, o West Ham, com apenas 17 anos, participou no Mundial de 1962, sem êxito, mas haveria de se redimir no Campeonato do Mundo seguinte, que o conseguiu vencer. No México 1970 já estava consagrado. Continuou a realizar exibições históricas até que a sua Inglaterra foi eliminada. Fez 108 jogos pela sua seleção (algo que na altura era difícil de se fazer) e ficou na história nos clubes que o receberam. A qualidade de desarme, a antecipação, os passes longos, entre outras habilidades nunca serão esquecidas, para uma pessoa que morreu cedo de mais: tinha apenas 51 anos quando a tragédia se abateu sobre a sua família.
Nota Final: 17/20

sábado, 3 de dezembro de 2011

Bayern de Munique goleia Werder Bremen

Bayern de Munique 4-1 Werder Bremen
No jogo grande da 15ª jornada da Bundesliga, o Bayern de Munique goleou o rival Bremen. Os bávaros, a jogarem em casa, dominaram a partida e, frente a um rival que se mostrou anormalmente frágil, lograram atingir uma goleada histórica, mantendo a primeira posição da liga alemã. Os pupilos de Heynckes chegaram primeiro à vantagem por intermédio de Franck Ribéry, que abriu o marcador aos 22 minutos. À passagem do minuto 52, Markus Rosenberg empatou a partida e, passados 27 minutos de jogo, Robben fez o 2-1 de penalti. Ribéry marcou mais um e o extremo holandês Arjen Robben fechou o resultado, de novo na conversão de uma grande penalidade. Será que este Bayern poderá aspirar a vencer tudo esta época?

Jogo péssimo premiado com eliminação

Marítimo 2-1 Benfica
Nos Barreiros, o Marítimo surpreendeu e impôs a primeira derrota do Benfica esta época. Na primeira parte, poucas oportunidades de golo, com os encarnados  a assumirem o jogo. Foi neste clima que aos 26 minutos de jogo, Nolito é travado em falta na grande área do Marítimo. Na marcação do castigo máximo, Saviola não perdoou e colocou o Benfica em vantagem. O verdadeiro jogo apareceu na segunda metade: remates perigosos e dois guarda-redes em bom plano. Aos 60 minutos os insulares obtêm o empate, golo apontado por Roberto Sousa. O Benfica deixou a equipa de Pedro Martins assumir o jogo, e aos 70 minutos, o Marítimo marca mesmo, grande golo de Sami que conseguiu aplicar um chapéu a Eduardo, colocando os da casa em vantagem. Jorge Jesus fez entrar Maxi Pereira, Nélson Oliveira e Aimar, mas, embora o Benfica tenha sido superior nos últimos minutos, o jogo acabaria por premiar a equipa mais aguerrida, mais esforçada e mais segura. Nestes parâmetros foi o Marítimo a levar a melhor, bem como no resultado final.
MVP- Roberto Sousa: Grande exibição do médio, começou por apontar o golo que empatou o jogo (e que golo!) sendo importante a tentar fechar “buracos” no meio-campo defensivo dos insulares, fez ainda a assistência para o golo de Sami.
Sami: Um golo de belo efeito e uma ameaça constante para o Benfica, assim foi o jogo do guineense, que não se assustou por enfrentar os encarnados, saindo dos Barreiros, certamente satisfeito pelo jogo que realizou.
Eduardo: Exibição em parte manchada pelo chapéu que sofreu. Fez no entanto grandes defesas que impediram que o Marítimo saísse com um resultado mais avultado.
Ricardo: Partida em cheio para este jovem guarda-redes. Defendeu vários remates das águias e foi fundamental à vitória dos da casa.
Emerson: Mais um jogo desastrado do defesa-esquerdo do Benfica, falhou em tudo e permitiu que Sami fizesse o que lhe aprouvesse. Mais uma exibição para Jorge Jesus pensar bem se o deve voltar a colocar a jogar.

Lendas e Glórias: Garrincha

Se excetuarmos o estrabismo, a deformação na espinha, o desequilíbrio na bacia e a diferença de 6 centímetros nas pernas, Manoel era perfeito. Garrincha viveu uma infância complicada, a tentar curar a poliomielite e a fugir à escola para jogar futebol. Na adolescência, começou a frequentar os bares da sua terra natal e a fugir ao emprego, tendo apenas mantido o seu trabalho por fazer falta à equipa de futebol da fábrica. Na segunda metade da sua vida, consumiu imenso álcool e ficou na miséria.

E no futebol? Foi o melhor driblador da história do "desporto-rei", participando em três Mundiais, dos quais ganhou dois. Ainda hoje é o maior ídolo do Botafogo e é considerado o segundo melhor jogador brasileiro da história, atrás de Pelé. Imaginem a "alegria do povo" se tivesse nascido perfeito.

Nota Final: 19/20

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Lendas e Glórias: Ruud Gullit

Dotado de grande velocidade, potência física e qualidade técnica, Gullit foi um dos melhores jogadores dos anos 80. O jogador holandês jogava preferencialmente como avançado, atuando também como médio-ofensivo e como líbero já numa fase mais avançada da carreira. Muito completo, cativou adeptos por onde passou.

Começou no modesto Haarlem, destacando-se na segunda divisão holandesa. Partiu para o Feyenoord, onde foi campeão holandês e chamou a atenção dos "tubarões" europeus. Apesar de propostas milionárias, com 23 anos, rumou ao PSV, sendo campeão nas duas épocas em que debutou pela equipa de Eindhoven. A Juventus fez uma proposta pelo miúdo emergente nos relvados internacionais, mas Gullit não gostou da arrogância da Vecchia Signora nas negociações e assinou pelo AC Milan, onde se afirmou como uma das referências do futebol mundial. Participou em mais um título dos milaneses e venceu a sua primeira e única Bola de Ouro, dedicando-a a Nelson Mandela. Formando uma equipa de sonho com Van Basten e Rikjaard, venceu o Euro 1988 e as Ligas dos Campeões de 1989 e 1990 (na última derrotou o Benfica na final). Perdeu terreno na equipa e, em 1993, mudou-se para a Sampdoria, consagrando-se de imediato campeão italiano, algo que lhe ofereceu um breve retorno ao Milan. Não conseguiu "pegar de estaca" na equipa e voltou para a "Samp". Em 1995, foi para o Génova. Terminou a carreira no Chelsea, vencendo a FA Cup.

Nota Final: 18/20