Em 150 anos de futebol, existiram vários jogadores que decidiram, devido à sua capacidade e técnica, diversos jogos de futebol. Futebolistas como Pelé, Maradona, van Basten e mais recentemente Cristiano Ronaldo e Messi, tiveram/têm um papel muito importante nas respetivas equipas sendo, por mais que uma ocasião, decisivos para as suas hostes. Porém, também houveram outros, menos convencionais, que chocaram o mundo, revelando-se autênticos heróis improváveis, através de golos que "não era suposto" apontarem.
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segunda-feira, 19 de agosto de 2013
segunda-feira, 2 de julho de 2012
Mais uma para a coleção
Espanha 4-0 Itália
Hoje a Espanha entrou para a história, vencendo a terceira de três grandes competições consecutivas. Esta vitória em Kiev permite a "nuestros hermanos" acrescentar mais um título de Campeão Europeu ao seu palmarés, algo que representa a consagração de um futebol fantástico que ficará para sempre gravado numa das páginas mais importantes do desporto-rei. Além do mais, de destacar a diferença que persistiu no decorrer do jogo entre as duas equipas na forma de defender e que se acabou por se revelar no resultado mais desequilibrado que há memória em finais de Campeonatos Europeus.
Apesar de tudo isso, a Itália demonstrou-se muito forte no processo ofensivo e "apenas" pecou na forma como tentou dificultar a troca de bola espanhola. A equipa de Cesar Prandelli, com um Pirlo aparentemente fatigado, apresentou-se de forma mais atrevida do que na sua estreia neste Euro e acabou por pagar por isso. Sem o 3-5-2 que tão bem estorvou a ação de La Roja, a seleção transalpina não teve argumentos para contrariar o poderio espanhol e perdeu a oportunidade de subir ao topo da Europa.
A partida propriamente dita começou com a formação de Del Bosque a ver os italianos jogar. Porém, quando atacava, La Roja criava grandes problemas à Squadra Azzurra e, aos 14 minutos, Fàbregas deu em David Silva que, de cabeça, abriu o marcador. A Itália foi em busca do prejuízo, no entanto Jordi Alba, já perto do final do primeiro tempo, arrancou e aproveitou um grande passe de Xavi para dar a machadada final no jogo.
Com uma Itália completamente partida, a etapa complementar foi um autêntico passeio para os campeões mundiais e europeus em título perante uma equipa italiana partida. Mesmo assim, os italianos conseguiram a espaços dar ares da sua graça: Di Natale até esteve muito perto de fazer o 2-1. O jogo acabou finalmente aos 61 minutos quando Motta (cinco minutos depois de ter substituído Montolivo) teve uma lesão muscular e, como Prandelli já tinha esgotado as suas três substituições, os transalpinos ficaram a jogar com 10. Torres, aos 84 minutos, marcou mais um e, 4 minutos depois, assistiu Mata, tornando-se o melhor marcador deste Europeu da Ucrânia e da Polónia.
Além de tudo o mais, há-que referir dois pontos de extrema importância para o futebol português: Pedro Proença voltou a fazer uma grande exibição, honrando a arbitragem portuguesa e justificando a nomeação para a final de um Campeonato da Europa, e Portugal foi eliminado apenas nos penáltis pela campeã da Europa, não obstante o facto de ter sido a seleção que criou mais problemas a La Roja durante esta edição do torneio.
Hoje a Espanha entrou para a história, vencendo a terceira de três grandes competições consecutivas. Esta vitória em Kiev permite a "nuestros hermanos" acrescentar mais um título de Campeão Europeu ao seu palmarés, algo que representa a consagração de um futebol fantástico que ficará para sempre gravado numa das páginas mais importantes do desporto-rei. Além do mais, de destacar a diferença que persistiu no decorrer do jogo entre as duas equipas na forma de defender e que se acabou por se revelar no resultado mais desequilibrado que há memória em finais de Campeonatos Europeus.
Apesar de tudo isso, a Itália demonstrou-se muito forte no processo ofensivo e "apenas" pecou na forma como tentou dificultar a troca de bola espanhola. A equipa de Cesar Prandelli, com um Pirlo aparentemente fatigado, apresentou-se de forma mais atrevida do que na sua estreia neste Euro e acabou por pagar por isso. Sem o 3-5-2 que tão bem estorvou a ação de La Roja, a seleção transalpina não teve argumentos para contrariar o poderio espanhol e perdeu a oportunidade de subir ao topo da Europa.
A partida propriamente dita começou com a formação de Del Bosque a ver os italianos jogar. Porém, quando atacava, La Roja criava grandes problemas à Squadra Azzurra e, aos 14 minutos, Fàbregas deu em David Silva que, de cabeça, abriu o marcador. A Itália foi em busca do prejuízo, no entanto Jordi Alba, já perto do final do primeiro tempo, arrancou e aproveitou um grande passe de Xavi para dar a machadada final no jogo.
Com uma Itália completamente partida, a etapa complementar foi um autêntico passeio para os campeões mundiais e europeus em título perante uma equipa italiana partida. Mesmo assim, os italianos conseguiram a espaços dar ares da sua graça: Di Natale até esteve muito perto de fazer o 2-1. O jogo acabou finalmente aos 61 minutos quando Motta (cinco minutos depois de ter substituído Montolivo) teve uma lesão muscular e, como Prandelli já tinha esgotado as suas três substituições, os transalpinos ficaram a jogar com 10. Torres, aos 84 minutos, marcou mais um e, 4 minutos depois, assistiu Mata, tornando-se o melhor marcador deste Europeu da Ucrânia e da Polónia.
Além de tudo o mais, há-que referir dois pontos de extrema importância para o futebol português: Pedro Proença voltou a fazer uma grande exibição, honrando a arbitragem portuguesa e justificando a nomeação para a final de um Campeonato da Europa, e Portugal foi eliminado apenas nos penáltis pela campeã da Europa, não obstante o facto de ter sido a seleção que criou mais problemas a La Roja durante esta edição do torneio.
domingo, 1 de julho de 2012
A glória ali tão perto!
No historial de confrontos, entre as duas seleções, em fases finais de grandes competições, apercebemo-nos que os transalpinos levam vantagem. Em 7 desafios, entre mundiais e europeus, a Itália venceu 3 jogos, empatando 4. No Mundial de 1934, nos "quartos", os italianos levaram a melhor, numa vitória por 1-0, após um primeiro jogo que terminou empatado sem golos. As seleções haveriam de voltar a bater-se num Mundial em 1994, de novo nos "quartos", de novo com uma vitória pela margem mínima, desta feita po 2-1. O confronto entre ambas as seleções, em Europeus, é mais abrangente. Em 1980 ocorreu um nulo, enquanto que oito anos volvidos a squadra azzurra haveria de superar a sua congénere espanhola por 1-0. Nestes últimos 4 anos estas seleções foram postas à prova em 2 ocasiões. Primeiro no Euro 2008, nos "quartos", nos quais a "Roja" levaria a melhor, nos penáltis, após um 0-0 no período regulamentar. Já nesta edição da prova houve empate, por 1-1, na fase-de-grupos, no jogo que mostrou as verdadeiras potencialidades do conjunto orientado por Cesare Prandelli. "Se a Itália já parou por uma vez a Espanha, é possível fazê-lo outra vez", é neste tónico que os aficionados pelos azuis seguem, rumo ao sonho do Euro. A história está do lado italiano, as potencialidades do lado espanhol. Mas quem ganha? Só vendo o jogo se podem tirar as dúvidas.
sábado, 30 de junho de 2012
Buffon e Casillas: os verdadeiros indispensáveis
Na antecâmera da final do Euro 2012, fazem-se comparações entrejogadores de ambas as seleções. Uma dessas comparações é entre os guarda-redes da "squadra azzurra" e de "La Roja", Gianluigi Buffon e Iker Casillas, respetivamente. De facto, perante uma análise pormenorizada da história de ambos, chega-se à conclusão que existem várias caraterísticas em comum entre os dois keepers.Desde já, ambos estes jogadores têm grande experiência.Casillas conta com 31 anos, ao passo que Buffon é três anos mais velho. Na suas seleções, também são uns verdaeiros "dinossauros", já que Casillas é 135 vezes internacional pelos hispânicos, enquanto que Buffon já alcançou as 118 internacionalizações. Além do mais, ambos são donos e senhores da baliza da sua seleção desde muito jovens. Gigi já era titular da sua seleção no Euro 2000, ao passo que "San Iker" haveria de ter recompensa semelhante no Mundial 2002, realizado na Coreia do Sul e no Japão. Em termos de títulos conquistados, apesar de ambos já terem bastantes, é Casillas que leva um ligeiro ascendente, com 15 títulos dos mais importantes e dos mais diversificados, como Champions, Liga espanhola, Taça Intercontinental, Campeonato do Mundo e Europeu. Ao contrário, Buffon contabiliza 11 títulos, se bem que ainda lhe faltam a Champions e o Europeu.
Após terem vivido um excelente ano a nível desportivo, em que venceram as ligas nacionais, Buffon e Casillas defrontam-se dia 1 de julho pelo ceptro de melhor seleção europeia. Itália e Espanha procuram o sonho de reinarem no "Velho Continente". Para tal intento, cada uma destas seleções têm uma vantagem: têm dois dos melhores guarda-redes do mundo a salvaguardar a sua defesa.
sexta-feira, 29 de junho de 2012
Pirlo e a genialidade
Andrea Pirlo e a genialidade parecem andar de mãos dadas. Fui, sou e sempre serei um reconhecido adepto das qualidades futebolísticas do experiente médio da Juventus. A bola, quando saí dos seus pés, parece sair com magia e isso fascina-me. As suas movimentações sem bola e o seu sentido posicional e tático são únicos no futebol atual e a forma como controla os 90 minutos com 33 anos às costas é notável.
Formado no Brescia, iniciou a carreira na posição de ponta-de-lança. Chegou a jogar pelo Inter, porém acabou por ser dispensado. O AC Milan deu-lhe a mão e Carlo Ancelloti percebeu que o seu lugar não era ali. Ao avaliar a sua classe e qualidade técnica evoluída decidiu por bem desce-lo para o centro do meio-campo "rossoneri". Após uma primeira época de adaptação, explodiu na sua segunda temporada em Milão. A partir daí é história... Logo em 2002, com 23 anos, estreou-se na seleção italiana, tornando-se rapidamente num dos ícones transalpinos. Tal preponderância culminou na conquista do Mundial de 2006, onde foi um dos melhores jogadores do torneio. No decorrer da sua carreira, venceu ainda duas Ligas dos Campeões e 3 títulos da Serie A.
Apesar de nunca ter tido a honra de figurar num "top 3" de Melhor Jogador do Mundo, poderá ser 2012 o seu ano. Após uma grande época ao serviço da Juventus (onde foi campeão italiano) e de um grande Europeu que até poderá terminar numa vitória sua, chega a hora de este "senhor do futebol" ver o seu trabalho finalmente recompensado em termos individuais.
Formado no Brescia, iniciou a carreira na posição de ponta-de-lança. Chegou a jogar pelo Inter, porém acabou por ser dispensado. O AC Milan deu-lhe a mão e Carlo Ancelloti percebeu que o seu lugar não era ali. Ao avaliar a sua classe e qualidade técnica evoluída decidiu por bem desce-lo para o centro do meio-campo "rossoneri". Após uma primeira época de adaptação, explodiu na sua segunda temporada em Milão. A partir daí é história... Logo em 2002, com 23 anos, estreou-se na seleção italiana, tornando-se rapidamente num dos ícones transalpinos. Tal preponderância culminou na conquista do Mundial de 2006, onde foi um dos melhores jogadores do torneio. No decorrer da sua carreira, venceu ainda duas Ligas dos Campeões e 3 títulos da Serie A.
Apesar de nunca ter tido a honra de figurar num "top 3" de Melhor Jogador do Mundo, poderá ser 2012 o seu ano. Após uma grande época ao serviço da Juventus (onde foi campeão italiano) e de um grande Europeu que até poderá terminar numa vitória sua, chega a hora de este "senhor do futebol" ver o seu trabalho finalmente recompensado em termos individuais.
quinta-feira, 28 de junho de 2012
Os italianos é que assustam!
Alemanha 1-2 ItáliaApós a estrondosa vitória ante a Grécia, por 4-2, a Alemanha não conseguiu manter o mesmo nível exibicional nas "meias" do Euro 2012, perante uma Itália que, pondo de parte os seus príncipios defensivos, assumiu as despesas de um jogo que prolongou a malapata alemã contra os "transalpinos". De facto, os germânicos nunca derrotaram a Itália em fases finais, quer de Europeus, quer de Mundiais.
O que se viu em Varsóva foi a demonstração da força italiana, de coragem e duma qualidade sem precedentes. Cesare Prandelli optou por adoptar um sistema à volta de Pirlo que, auxiliado por elementos como Marchisio ou De Rossi oferece um apoio ofensivo que termina frequentemente em oportunidades de golo. Uma excelente jogada de Cassano culminou no primeiro golo da noite, por parte de Balotelli, que festejou efusivamente, algo raro de se ver no "Super Mario". A pressão da "squadra azurra" aumentou e Balotelli apontou o seu segundo golo na partida, terceiro no cômputo geral. Até fim da partida, foram raros os mometos de real perigo criados pela "mannschaft", contrastando com as perdidas dos homens mais adiantados da Itália.
No final do jogo, o momento era de celebração para a Itália, que tentará, no dia 1 de julho, cumprir a tradição de vencer um grande certame sempre que o seu país é abalado por corrupção desportiva. Quanto aos germânicos, o momento é de reflexão, para se tentar perceber o que correu mal pois, segundo Beckenbauer, mítica figura do futebol alemão, esta era "a melhor Alemanha de sempre".
sexta-feira, 22 de junho de 2012
Fabio Capello: "O general"
A qualidade de um treinador mede-se pelos títulos conquistados, principalmente pelos mais almejados. Porém, os presidentes dos clubes nem sempre têm esta mesma opinião, pois se tal pensamento fosse verdade, Capello poderia perfeitamente estar a treinar um conjunto do calibre do Barcelona. De facto, Fabio Capello teve sempre sucesso em equipas. O mesmo não se pode dizer de seleções, pois a única que treinou (Inglaterra) não lhe trouxe o mesmo sucesso dos clubes.Nascido a 28 de junho de 1946, Capello, como jogador, nunca foi muito brilhante, apesar de ter representado alguns dos clubes mais importantes de Itália (Roma, Juventus e AC Milan). "Don Fabio" também haveria de representar a seleção transalpina, pela qual debutou por 32 jogos, tendo anotado 8 golos. Perante tais dados, chega-se à conclusão que o motivo que permitiu a Capello entrar na restrita lista de lendas do futebol não se baseia nas suas qualidades dentro das quatro linhas, mas sim fora delas. A caminhada gloriosa de Fabio como timoneiro começou em 1991, ano em que o AC Milan, um dos seus clubes como jogador, lhe propôs um contrato para guiar as hostes rossoneri. Na primeira época, Capello comandou os milaneses à conquista de uma Serie A. O segundo ano já foi mais positivo, já que permitiu a Capello adicionar mais uma Serie A e uma Supertaça de Itália ao seu pecúlio. Até 1996, ano em que o "general" decidiu abandonar o AC Milan rumo ao Real Madrid, Capello ainda haveria de lograr conquistar 1 Champions (4-0 contra o "dream team" de Cruyff), duas Serie A e duas Supertaças italianas.
Havia alguma desconfiança quando o técnico transalpino desembarcou em Madrid. Afinal, Capello ainda só conseguira singrar em Itália. Porém, as dúvidas foram minimamente dissipadas após essa época, graças ao campeonato espanhol que o próprio "ofereceu" aos "merengues". Um ano após aterrar na capital espanhola, Fabio Capello retornou ao seu "cantinho", no AC Milan. Apesar de tudo, o ano futebolístico de 1997/98 não correu de feição a "Don Fabio" que viu os principais títulos escapulirem-se para outras paragens. Os maus resultados foram favoráveis à saída de Capello, que, pela primeira vez, não obteve os objetivos previamente estabelecidos. Um mau ano não afastou os pretendentes de Fabio, como a AS Roma, que levou a melhor ante outros clubes. Pese o bom futebol, os "giallorossi" nunca lograram brilhar continuamente. Em cinco anos, Capello "apenas" conquistou uma Serie A e uma supertaça de Itália, tudo em 2000/01. Após estas incidências, "Don Fabio" ingressou na Juventus, outro clube pelo qual tinha debutado, como jogador. Os dois anos de Capello na "Vecchia Signora" foram conturbados, devido ao Calciocaos que retirou os dois títulos de Serie A conquistados por Capello, nesse período.
"Bom filho a casa torna", diz o ditado. E a verdade é que tal aconteceu. Em 2006/07, Capello regressou ao Real Madrid, 10 anos depois da primeira aventura. E, tal como acontecera em 1996/97, Fabio também venceu a Liga espanhola. Em 2012 renunciou ao cargo de selecionador de Inglaterra, pelo que, neste momento, o seu futuro é uma incógnita, podendo aposentar-se ou continuar a treinar uma equipa, sendo que, graças à sua qualidade, não deverá ser difícil encontrar pretendentes areceber aquele que, para mim, é um dos melhores técnicos da história do futebol.
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quarta-feira, 7 de setembro de 2011
Euro 2012: Alemanha, Espanha e Itália já lá estão
Nesta jornada de jogos para a qualificação para o Euro 2012, houve três selecções que garantiram a sua estadia na Polónia e Ucrânia no Verão do próximo ano: Alemanha, Espanha e Itália, ficando a Holanda muito perto de também realizar esse feito, após 8 vitórias. No grupo A, com os germânicos apurados, a Bélgica e a Turquia lutam pela 2ª posição. Quanto ao grupo C, onde a Itália garantiu a passagem com um golo de Pazzini perto do fim, ficam várias equipas a lutar pelo 2º lugar. No grupo I, a Espanha goleou o Liechtenstein por 6-0, garantindo a passagem. Ficam a Escócia e República Checa a lutar por um lugar no play-off.
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