sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Futebol: De 1930 a 1950 (Parte 3)

A década de 1930 começava com o primeiro Mundial da história, o Uruguai foi mais forte e levou o "caneco". A história desta competição não foi, no entanto, tão simples como parece. No Mundial, ocorrido no Uruguai, apenas se presenciaram 13 equipas, jogou-se em 17 dias e ocorreu, todo ele, em Montevideu. Apenas Jugoslávia, França, Bélgica e Roménia representaram a Europa e no fim os "celestes" ganharam por 4-2 à Argentina, numa final épica e num Campeonato do Mundo onde a estrela mais cintilante foi Andrade e o artilheiro, Stábile. Continuando, houve apenas mais duas copas, o de Itália em 1934, ganho pelos anfitriões, e o de França em 1938, de novo ganhos pelo país situado na península Itálica. Comecemos pelo primeiro, grandes potências já estavam presentes (Itália, Alemanha, Espanha), mas foram os italianos a levar a melhor, diga-se no entanto que o ditador fascista, Benito Mussolini, teve um grande impacto, escolheu árbitros, naturalizou jogadores, mandou mensagens aos jogadores antes dos jogos entre outras coisas que beneficiaram os italianos. Na final da prova, os da casa derrotaram a surpreendente Checoslováquia, por 2-1. Meazza, Guaita e Conti, foram os estandartes de uma excelente seleção. Volvidos quatro anos, realizou-se o Mundial de França, em 1938, a Itália voltou a levar a melhor e venceu a Hungria na final, por esclarecedores 4-2. Num Mundial, onde a estrela tornou a ser Meazza, mas onde Lêonidas (inventor do pontapé de bicicleta) também triunfou. De forma doméstica, os clubes mais destacados, foram: Real Madrid e Atl. Bilbau (Espanha), Arsenal e Portsmouth (Inglaterra), Schalke 04 e Dresdner (Alemanha), Reims e Roubaix (França) e Juventus e Torino (Itália). Em Portugal, a Taça de Portugal, sucedeu, em 1938/39 ao Campeonato de Portugal, uma prova cujo primeiro vencedor foi a Académica de Coimbra. O Campeonato Nacional, foi criado na mesma temporada e teve, como primeiro vitorioso o FC Porto. É justo referir o domínio sportinguista (embora ligeiro) sobre os demais, com vitórias nacionais, a saber, os títulos ganhos pelos três grandes nestas épocas: Benfica (4 campeonatos e 4 taças), FC Porto (2 campeonatos e 0 taças), Sporting (5 campeonatos e 4 taças). Foi devido ao domínio evidenciado por Benfica e Sporting, que eclodiu a rivalidade entre estes dois lisboetas, enquanto que o primeiro derby oficial, apenas ocorreu em 1934. Relativamente à seleção portuguesa, estes foram anos complicados e para esquecer, constantes más exibições (por exemplo o 0-9 frente a Espanha) levaram a várias alterações no cargo técnico. Por esta altura, vários jogadores se evidenciavam em Portugal, entre eles Pinga, Costuras (primeiro melhor marcador do Campeonato Nacional), Espírito Santo, Francisco Ferreira, bem como os cinco violinos, Peyroteo, Jesus Correia, Albano, Travassos e Vasques. O final da década de 40 demonstrava o declínio do Sporting e a imersão do Benfica, lá fora, Meazza, Lêonidas, Stábile, Andrade e Artur Friedenreich tornavam-se ídolos,a segunda metade do século aproximava-se...

Fernando Machado

Sem comentários:

Enviar um comentário

Colabore connosco comentando e aumentando, assim, a diversidade de opiniões no nosso blogue. Não ativámos a moderação de comentários, porém, não ultrapasse os limites - comentários abusivos serão eliminados.