Iker Casillas é um nome incontornável na história do futebol espanhol e mundial. O capitão do Real Madrid e da "Roja" vê os seus títulos mundiais e europeus serem relegados para segundo plano, face ao seu fraco rendimento desportivo. José Mourinho iniciou a mudança nas então saturadas redes merengues. Carlo Ancelotti parece concordar com a decisão do treinador português. A novela pode estar perto do final.
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quarta-feira, 21 de agosto de 2013
O estranho caso Iker Casillas
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segunda-feira, 16 de julho de 2012
Espanha, Espanha e Espanha!
Desde 2002 que os espanhóis já venceram por 6 ocasiões o Campeonato Europeu de Sub-19. Este ano, na Estónia, derrotaram por 1-0 a Grécia com um golo do "merengue" Jesé Rodríguez , voltando a subir ao topo da Europa. Surgem agora outros jovens já habituados a vencer prontos a suceder a Iniesta, Xavi e companhia. A pergunta a fazer é a seguinte: depois de vencerem dois Euros e um Mundial seguidos e sabendo que o seu futuro parece estar assegurado, onde irá parar esta saga de vitórias internacionais de Nuestros Hermanos?
Impressiona igualmente a facilidade com que as seleções espanholas ganham títulos. Jesé Rodríguez (já avaliado na rubrica Craques de Amanhã, ler aqui), melhor marcador, com 5 golos, e melhor jogador da prova, e o "culé" Gerard Deulofeu, um autêntico desequilibrador, e Campaña, um médio de grandíssima qualidade, foram os destaques individividuais dos espanhóis, que praticaram um futebol fabuloso assente na filosofia de toque e passe. Suso e Oliver Torres são também muito importantes no meio-campo e a capacidade de possuir futebolistas como Paco Alcácer (ler aqui) ou Denis Suarez é empolgante.
Na finalista Grécia, que surpreendeu tudo e todos (inclusivemente, eu), o espírito combativo e inteligência tática e defensiva veio ao de cima e, ofensivamente, alguns jogadores de muita qualidade fazem sonhar os adeptos gregos. O guardião, já internacional AA, Stefanos Kapino é provavelmente o jogador sub-19 mais promissor na sua posição. O central Bougaidis, o trinco agressivo Ballas, o criativo Kaitidis e o extremo Gianniotas são também grandes destaques, mas o finalizador Diamantankos é a estrela da equipa.
De salientar também a qualidade dos franceses que foram eliminados nas meias-finais, apenas nas grandes penalidades, pelos espanhóis. Em termos individuais, nos gauleses, o jogador que se apresentou a melhor nível foi o atleta da Juventus Paul Pogba (ler aqui). O avançado do FC Porto, Thibaut Vion, realizou também um bom torneio, fazendo um golo e sendo um dos mais utilizados por Pierre Mankowski. Na Inglaterra, destacou-se a qualidade dos seus jogadores mais ofensivos, entre os quais, de destacar o médio-ala do Birmingham, Redmond (principal estrela dos ingleses), Robert Hall e o possante Saido Berahino. No meio-campo, além do combativo Lundstarm, Ross Barkley destaca-se: é tecnicista, inteligente em termos táticos e muito criativo. Atrás, o sportinguista Eric Dier, apesar da imensa qualidade, não impressionou, ao invés do atleta do Liverpool, Jack Robinson.
Por seu turno, a seleção nacional, apesar de ter conseguido o apuramento para o Mundial de Sub-20, não passou da fase-de-grupos. Apesar do ataque se ter salientado, a defesa falhou pelas mais diversas ocasiões (Rafael Veloso, Tiago Ilori e Daniel Martins não são nada de especial), apesar da qualidade de João Cancelo e de Tiago Ferreira. No meio-campo, o benfiquista André Gomes e os sportinguistas Agostinho Cá e João Mário demonstraram imenso potencial. Na frente de ataque, Ricardo Esgaio não impressionou (é lateral e não extremo), ao contrário do leonino Bruma e da águia Ivan Cavaleiro, além de Betinho ter apresentado, a espaços, rasgos de goleador. Triste a falta de aposta em jogadores como Cafu ou Tozé, futebolistas fenomenais.
Impressiona igualmente a facilidade com que as seleções espanholas ganham títulos. Jesé Rodríguez (já avaliado na rubrica Craques de Amanhã, ler aqui), melhor marcador, com 5 golos, e melhor jogador da prova, e o "culé" Gerard Deulofeu, um autêntico desequilibrador, e Campaña, um médio de grandíssima qualidade, foram os destaques individividuais dos espanhóis, que praticaram um futebol fabuloso assente na filosofia de toque e passe. Suso e Oliver Torres são também muito importantes no meio-campo e a capacidade de possuir futebolistas como Paco Alcácer (ler aqui) ou Denis Suarez é empolgante.
Na finalista Grécia, que surpreendeu tudo e todos (inclusivemente, eu), o espírito combativo e inteligência tática e defensiva veio ao de cima e, ofensivamente, alguns jogadores de muita qualidade fazem sonhar os adeptos gregos. O guardião, já internacional AA, Stefanos Kapino é provavelmente o jogador sub-19 mais promissor na sua posição. O central Bougaidis, o trinco agressivo Ballas, o criativo Kaitidis e o extremo Gianniotas são também grandes destaques, mas o finalizador Diamantankos é a estrela da equipa.
De salientar também a qualidade dos franceses que foram eliminados nas meias-finais, apenas nas grandes penalidades, pelos espanhóis. Em termos individuais, nos gauleses, o jogador que se apresentou a melhor nível foi o atleta da Juventus Paul Pogba (ler aqui). O avançado do FC Porto, Thibaut Vion, realizou também um bom torneio, fazendo um golo e sendo um dos mais utilizados por Pierre Mankowski. Na Inglaterra, destacou-se a qualidade dos seus jogadores mais ofensivos, entre os quais, de destacar o médio-ala do Birmingham, Redmond (principal estrela dos ingleses), Robert Hall e o possante Saido Berahino. No meio-campo, além do combativo Lundstarm, Ross Barkley destaca-se: é tecnicista, inteligente em termos táticos e muito criativo. Atrás, o sportinguista Eric Dier, apesar da imensa qualidade, não impressionou, ao invés do atleta do Liverpool, Jack Robinson.
Por seu turno, a seleção nacional, apesar de ter conseguido o apuramento para o Mundial de Sub-20, não passou da fase-de-grupos. Apesar do ataque se ter salientado, a defesa falhou pelas mais diversas ocasiões (Rafael Veloso, Tiago Ilori e Daniel Martins não são nada de especial), apesar da qualidade de João Cancelo e de Tiago Ferreira. No meio-campo, o benfiquista André Gomes e os sportinguistas Agostinho Cá e João Mário demonstraram imenso potencial. Na frente de ataque, Ricardo Esgaio não impressionou (é lateral e não extremo), ao contrário do leonino Bruma e da águia Ivan Cavaleiro, além de Betinho ter apresentado, a espaços, rasgos de goleador. Triste a falta de aposta em jogadores como Cafu ou Tozé, futebolistas fenomenais.
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sexta-feira, 6 de julho de 2012
Mundial sub-20 garantido
Portugal 3-3 Espanha
Numa partida de grande nível disputada por duas equipas com muito qualidade, a Seleção Nacional garantiu o apuramento para o Mundial sub-20 do próximo ano e, para garantir a passagem às meias-finais do Euro sub-19 deste ano, basta não perder com a Grécia. Ambas as equipas fizeram boas exibições, mas diversos erros defensivos de parte a parte conseguiram a um jogo com 6 golos, algo que representa o ponto alto deste Europeu.
A primeira parte foi bastante equilibrada, porém, aos 8 minutos, a Seleção espanhola ganhou vantagem. Três minutos depois, Bruma, assistido pelo benfiquista André Gomes, fez o empate. Portugal agarrou o controlo do jogo, mas "La Rojita", guiada por Deulofeu e Jesé, ia criando perigo no contra-ataque. À meia-hora, Jesé fez o 2-1. Portugal respondeu e, pouco tempo depois, André Gomes voltou a empatar.
Por seu turno, a etapa complementar foi totalmente dominada pelos espanhóis e a equipa das quinas limitou-se a "cheirar" a bola. Para piorar tudo isso, aos 48 minutos, mais uma vez, o "merengue" Jesé meteu a bola dentro da baliza de Rafael Veloso e completou um hat-trick, colocando a Espanha novamente na liderança. A 8 minutos dos 90, depois de um livre fantástico batido por Tozé, Tiago Ferreira perdeu uma enorme oportunidade de golo. Já nos descontos, o leão Ricardo Esgaio caiu dentro da grande área e o juiz apontou para a marca de grande penalidade. João Mário bateu de forma fria, marcou e estabeleceu o resultado final.
Em termos de destaques individuais, de salientar as exibições dos portugueses Agostinho Cá (Sporting), que impressionou pelas inúmeras recuperações de bola que fez, João Mário (Sporting), que lê muito bem o jogo, e Bruma (Sporting), que conseguiu desequilibrar com toda a sua velocidade e técnica, e dos espanhóis Deulofeu (Barcelona), que protagonizou jogadas fantásticas, e Jesé (Real Madrid), que fez três e até podia ter marcado mais.
Numa partida de grande nível disputada por duas equipas com muito qualidade, a Seleção Nacional garantiu o apuramento para o Mundial sub-20 do próximo ano e, para garantir a passagem às meias-finais do Euro sub-19 deste ano, basta não perder com a Grécia. Ambas as equipas fizeram boas exibições, mas diversos erros defensivos de parte a parte conseguiram a um jogo com 6 golos, algo que representa o ponto alto deste Europeu.
A primeira parte foi bastante equilibrada, porém, aos 8 minutos, a Seleção espanhola ganhou vantagem. Três minutos depois, Bruma, assistido pelo benfiquista André Gomes, fez o empate. Portugal agarrou o controlo do jogo, mas "La Rojita", guiada por Deulofeu e Jesé, ia criando perigo no contra-ataque. À meia-hora, Jesé fez o 2-1. Portugal respondeu e, pouco tempo depois, André Gomes voltou a empatar.
Por seu turno, a etapa complementar foi totalmente dominada pelos espanhóis e a equipa das quinas limitou-se a "cheirar" a bola. Para piorar tudo isso, aos 48 minutos, mais uma vez, o "merengue" Jesé meteu a bola dentro da baliza de Rafael Veloso e completou um hat-trick, colocando a Espanha novamente na liderança. A 8 minutos dos 90, depois de um livre fantástico batido por Tozé, Tiago Ferreira perdeu uma enorme oportunidade de golo. Já nos descontos, o leão Ricardo Esgaio caiu dentro da grande área e o juiz apontou para a marca de grande penalidade. João Mário bateu de forma fria, marcou e estabeleceu o resultado final.
Em termos de destaques individuais, de salientar as exibições dos portugueses Agostinho Cá (Sporting), que impressionou pelas inúmeras recuperações de bola que fez, João Mário (Sporting), que lê muito bem o jogo, e Bruma (Sporting), que conseguiu desequilibrar com toda a sua velocidade e técnica, e dos espanhóis Deulofeu (Barcelona), que protagonizou jogadas fantásticas, e Jesé (Real Madrid), que fez três e até podia ter marcado mais.
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segunda-feira, 2 de julho de 2012
Mais uma para a coleção
Espanha 4-0 Itália
Hoje a Espanha entrou para a história, vencendo a terceira de três grandes competições consecutivas. Esta vitória em Kiev permite a "nuestros hermanos" acrescentar mais um título de Campeão Europeu ao seu palmarés, algo que representa a consagração de um futebol fantástico que ficará para sempre gravado numa das páginas mais importantes do desporto-rei. Além do mais, de destacar a diferença que persistiu no decorrer do jogo entre as duas equipas na forma de defender e que se acabou por se revelar no resultado mais desequilibrado que há memória em finais de Campeonatos Europeus.
Apesar de tudo isso, a Itália demonstrou-se muito forte no processo ofensivo e "apenas" pecou na forma como tentou dificultar a troca de bola espanhola. A equipa de Cesar Prandelli, com um Pirlo aparentemente fatigado, apresentou-se de forma mais atrevida do que na sua estreia neste Euro e acabou por pagar por isso. Sem o 3-5-2 que tão bem estorvou a ação de La Roja, a seleção transalpina não teve argumentos para contrariar o poderio espanhol e perdeu a oportunidade de subir ao topo da Europa.
A partida propriamente dita começou com a formação de Del Bosque a ver os italianos jogar. Porém, quando atacava, La Roja criava grandes problemas à Squadra Azzurra e, aos 14 minutos, Fàbregas deu em David Silva que, de cabeça, abriu o marcador. A Itália foi em busca do prejuízo, no entanto Jordi Alba, já perto do final do primeiro tempo, arrancou e aproveitou um grande passe de Xavi para dar a machadada final no jogo.
Com uma Itália completamente partida, a etapa complementar foi um autêntico passeio para os campeões mundiais e europeus em título perante uma equipa italiana partida. Mesmo assim, os italianos conseguiram a espaços dar ares da sua graça: Di Natale até esteve muito perto de fazer o 2-1. O jogo acabou finalmente aos 61 minutos quando Motta (cinco minutos depois de ter substituído Montolivo) teve uma lesão muscular e, como Prandelli já tinha esgotado as suas três substituições, os transalpinos ficaram a jogar com 10. Torres, aos 84 minutos, marcou mais um e, 4 minutos depois, assistiu Mata, tornando-se o melhor marcador deste Europeu da Ucrânia e da Polónia.
Além de tudo o mais, há-que referir dois pontos de extrema importância para o futebol português: Pedro Proença voltou a fazer uma grande exibição, honrando a arbitragem portuguesa e justificando a nomeação para a final de um Campeonato da Europa, e Portugal foi eliminado apenas nos penáltis pela campeã da Europa, não obstante o facto de ter sido a seleção que criou mais problemas a La Roja durante esta edição do torneio.
Hoje a Espanha entrou para a história, vencendo a terceira de três grandes competições consecutivas. Esta vitória em Kiev permite a "nuestros hermanos" acrescentar mais um título de Campeão Europeu ao seu palmarés, algo que representa a consagração de um futebol fantástico que ficará para sempre gravado numa das páginas mais importantes do desporto-rei. Além do mais, de destacar a diferença que persistiu no decorrer do jogo entre as duas equipas na forma de defender e que se acabou por se revelar no resultado mais desequilibrado que há memória em finais de Campeonatos Europeus.
Apesar de tudo isso, a Itália demonstrou-se muito forte no processo ofensivo e "apenas" pecou na forma como tentou dificultar a troca de bola espanhola. A equipa de Cesar Prandelli, com um Pirlo aparentemente fatigado, apresentou-se de forma mais atrevida do que na sua estreia neste Euro e acabou por pagar por isso. Sem o 3-5-2 que tão bem estorvou a ação de La Roja, a seleção transalpina não teve argumentos para contrariar o poderio espanhol e perdeu a oportunidade de subir ao topo da Europa.
A partida propriamente dita começou com a formação de Del Bosque a ver os italianos jogar. Porém, quando atacava, La Roja criava grandes problemas à Squadra Azzurra e, aos 14 minutos, Fàbregas deu em David Silva que, de cabeça, abriu o marcador. A Itália foi em busca do prejuízo, no entanto Jordi Alba, já perto do final do primeiro tempo, arrancou e aproveitou um grande passe de Xavi para dar a machadada final no jogo.
Com uma Itália completamente partida, a etapa complementar foi um autêntico passeio para os campeões mundiais e europeus em título perante uma equipa italiana partida. Mesmo assim, os italianos conseguiram a espaços dar ares da sua graça: Di Natale até esteve muito perto de fazer o 2-1. O jogo acabou finalmente aos 61 minutos quando Motta (cinco minutos depois de ter substituído Montolivo) teve uma lesão muscular e, como Prandelli já tinha esgotado as suas três substituições, os transalpinos ficaram a jogar com 10. Torres, aos 84 minutos, marcou mais um e, 4 minutos depois, assistiu Mata, tornando-se o melhor marcador deste Europeu da Ucrânia e da Polónia.
Além de tudo o mais, há-que referir dois pontos de extrema importância para o futebol português: Pedro Proença voltou a fazer uma grande exibição, honrando a arbitragem portuguesa e justificando a nomeação para a final de um Campeonato da Europa, e Portugal foi eliminado apenas nos penáltis pela campeã da Europa, não obstante o facto de ter sido a seleção que criou mais problemas a La Roja durante esta edição do torneio.
domingo, 1 de julho de 2012
A glória ali tão perto!
No historial de confrontos, entre as duas seleções, em fases finais de grandes competições, apercebemo-nos que os transalpinos levam vantagem. Em 7 desafios, entre mundiais e europeus, a Itália venceu 3 jogos, empatando 4. No Mundial de 1934, nos "quartos", os italianos levaram a melhor, numa vitória por 1-0, após um primeiro jogo que terminou empatado sem golos. As seleções haveriam de voltar a bater-se num Mundial em 1994, de novo nos "quartos", de novo com uma vitória pela margem mínima, desta feita po 2-1. O confronto entre ambas as seleções, em Europeus, é mais abrangente. Em 1980 ocorreu um nulo, enquanto que oito anos volvidos a squadra azzurra haveria de superar a sua congénere espanhola por 1-0. Nestes últimos 4 anos estas seleções foram postas à prova em 2 ocasiões. Primeiro no Euro 2008, nos "quartos", nos quais a "Roja" levaria a melhor, nos penáltis, após um 0-0 no período regulamentar. Já nesta edição da prova houve empate, por 1-1, na fase-de-grupos, no jogo que mostrou as verdadeiras potencialidades do conjunto orientado por Cesare Prandelli. "Se a Itália já parou por uma vez a Espanha, é possível fazê-lo outra vez", é neste tónico que os aficionados pelos azuis seguem, rumo ao sonho do Euro. A história está do lado italiano, as potencialidades do lado espanhol. Mas quem ganha? Só vendo o jogo se podem tirar as dúvidas.
sábado, 30 de junho de 2012
Buffon e Casillas: os verdadeiros indispensáveis
Na antecâmera da final do Euro 2012, fazem-se comparações entrejogadores de ambas as seleções. Uma dessas comparações é entre os guarda-redes da "squadra azzurra" e de "La Roja", Gianluigi Buffon e Iker Casillas, respetivamente. De facto, perante uma análise pormenorizada da história de ambos, chega-se à conclusão que existem várias caraterísticas em comum entre os dois keepers.Desde já, ambos estes jogadores têm grande experiência.Casillas conta com 31 anos, ao passo que Buffon é três anos mais velho. Na suas seleções, também são uns verdaeiros "dinossauros", já que Casillas é 135 vezes internacional pelos hispânicos, enquanto que Buffon já alcançou as 118 internacionalizações. Além do mais, ambos são donos e senhores da baliza da sua seleção desde muito jovens. Gigi já era titular da sua seleção no Euro 2000, ao passo que "San Iker" haveria de ter recompensa semelhante no Mundial 2002, realizado na Coreia do Sul e no Japão. Em termos de títulos conquistados, apesar de ambos já terem bastantes, é Casillas que leva um ligeiro ascendente, com 15 títulos dos mais importantes e dos mais diversificados, como Champions, Liga espanhola, Taça Intercontinental, Campeonato do Mundo e Europeu. Ao contrário, Buffon contabiliza 11 títulos, se bem que ainda lhe faltam a Champions e o Europeu.
Após terem vivido um excelente ano a nível desportivo, em que venceram as ligas nacionais, Buffon e Casillas defrontam-se dia 1 de julho pelo ceptro de melhor seleção europeia. Itália e Espanha procuram o sonho de reinarem no "Velho Continente". Para tal intento, cada uma destas seleções têm uma vantagem: têm dois dos melhores guarda-redes do mundo a salvaguardar a sua defesa.
quinta-feira, 28 de junho de 2012
Caímos de pé
Espanha 0-0 Portugal (4-2 penáltis)É o fado português! A exibição contra Espanha, campeã do mundo e europeia, merecia outro resultado, já que, apesar dos hispânicos terem dominado grande parte da partida, os jogadores lusos jogaram como guerreiros, ante uns espanhóis que não lograram demonstrar o seu melhor futebol.
A partida começou com uma enorme surpresa no onze espanhol, graças à utilização, de início, do ponta-de-lança do Sevilha Negredo. Quanto à seleção nacional, o filme repetiu-se: plantel igual. Porém, desta feita, com uma novidade, que foi a entrada de Hugo Almeida diretamente no onze, substituindo Hélder Postiga, lesionado. Os minutos iniciais do desafio caraterizaram-se pelo receio das seleções em atacarem, o que tornou esta fase do jogo algo enfadonha. Mas, a partir dos 10 minutos, o famoso "tiki-taka" começou a fazer-se sentir, estando Andrés Iniesta no centro desta avalanche ofensiva, embora sem resultados práticos. Curiosamente, foram os lusos que dominaram no primeiro tempo, muito devido à garra e potência de Fábio Coentrão, que aproveitou este jogo para "calar" alguns críticos que, ao longo da temporada, o criticaram pelas suas exibições ao serviço do Real Madrid.
A segunda parte não alterou muito o figurino do jogo, já que se pode voltar a constatar que os ibéricos tinham demasiado respeito ente si. Vicente del Bosque, timoneiro da "Roja", notou que Negredo não estava a render o esperado, de maneira que, aos 54 minutos, decidiu retirá-lo do campo, fazendo entrar Fábregas, visando ocupar os espaços vazios, para que o "tiki-taka" fluísse melhor. Tal sucedeu-se, apesar de continuar a não haver lances de real perigo junto ás balizas. Del Bosque decidiu recorrer, de novo, ás substituições, retirando David Silva, desinspirado, por Jesús Navas. A partir do minuto 70, "la Roja", graças à entrada de Fábregas minutos antes, conseguiu assumir o jogo, dominando por completo o "miolo", aumentando, como é natural, a sua percentagem de posse de bola. Apesar de tudo, a estatística não refletia o que estava a ser a partida, pois os jogadores lusos mantiveram um jogo sereno, com raros erros. Até fim do tempo regulamentar, nota para a entrada de Nélson Oliveira, aos 83', em detrimento de Hugo Almeida, e para dois livres de Cristiano Ronaldo que não levaram muito perigo à baliza à guarda de Casillas.
No prolongamento, os espanhóis, finalmente, conseguiram conjugar o domínio da posse de bola com algumas situações de grande perigo, como foi o caso do remate de Iniesta, aos 104 minutos, que permitiu a Rui Patrício realizar uma grande intervenção. A segunda parte do prolongamento começou com a entrada em cena de Custódio, para o lugar de Miguel Veloso. Troca por troca então, para que a "seleção de todos nós" tivesse mais domínio posicional. O perigo voltou a rondar a baliza portuguesa, quando aos 111 minutos Jesus Navas, após boa jogada individual, rematou para mais uma grande estirada de Rui Patrício. Até ao fim do duelo, há ainda a destacar a alteração de Raul Meireles por Varela, alteração que obrigou Nani a descer no terreno, passando a ter missões mais defensivas.
Como nenhuma equipa teve arte nem engenho para suplantar o adversário nos 120 minutos iniciais, teve de se recorrer à cruel decisão por grandes penalidades. Aí, o tal infortúnio bateu ás portas da seleção. Rui Patrício, auxiliado por Cristiano Ronaldo, ainda defendeu o primeiro remate espanhol, mas o falhanço de Moutinho logo de seguida complicou as contas aos lusos. Após uma série de golos, Bruno Alves rematou, a bola bateu na trave e volveu para longe da baliza de "la Roja". No penalty a seguir, Fábregas rematou, a bola embateu no poste mas, ao contrário do remate de Bruno Alves, este foi direitinho para dentro da baliza, deitando por terra a ilusão portuguesa de alcançar a sua segunda final num Europeu de futebol. Quanto ao conjunto de Del Bosque, pode entrar na história como a primeira seleção que ganhou dois europeus consecutivos. Para isso, é necessário que Espanha suplante, na final, Alemanha ou Itália, que se defrontam hoje, em Varsóvia.
domingo, 24 de junho de 2012
Segue-se a Espanha
A seleção campeã mundial e europeia em título é a adversária da equipa das "quinas" nas meias-finais deste Euro 2012. Uma exibição dominadora perante a França culminou num bis de Xabi Alonso que levou os espanhóis até esta fase com uma vitória por 2-0.
O grande prato forte da turma de Vicente del Bosque é, sem dúvida, a capacidade de manter a posse de bola que se transporta do Barcelona com Xavi, Iniesta, Busquets, Fàbregas ou Piqué, aos quais se juntam outros jogadores com uma grande capacidade de fazer circular a bola, como Xabi Alonso, David Silva ou Jordi Alba. A velocidade com que a formação de "nuestros hermanos" consegue recuperar a bola é também notável.
Ao contrário do que muitos pensam, a Espanha não é imbatível. Existem formas de a vencer e, analisando os últimos jogos onde La Roja não venceu, podemos notar algumas "lacunas" táticas. Ao jogar com as linhas muito avançadas, uma simples perda de bola poderá revelar-se como fatal. Se Ronaldo ou Nani receberem a bola após um desses lances, poderão transportar a equipa portuguesa para a frente muito rapidamente e, face à diminuta velocidade dos atletas espanhóis, causar estragos. Outro dos pontos essenciais para o bom porto da seleção nacional é "deixar" os oponentes jogar, pois será muito difícil retirar a bola aos espanhóis, mesmo efetuando pressão. No entanto, será essencial jogar com as linhas um tanto avançadas e "fechar" as portas da baliza. Como eles não rematarão de longe, não surgirá perigo por aí.
Ansiamos por uma vitória portuguesa que, caso surja, tanto nos transportará para a glória, como também será certamente muito sofrida.
O grande prato forte da turma de Vicente del Bosque é, sem dúvida, a capacidade de manter a posse de bola que se transporta do Barcelona com Xavi, Iniesta, Busquets, Fàbregas ou Piqué, aos quais se juntam outros jogadores com uma grande capacidade de fazer circular a bola, como Xabi Alonso, David Silva ou Jordi Alba. A velocidade com que a formação de "nuestros hermanos" consegue recuperar a bola é também notável.
Ao contrário do que muitos pensam, a Espanha não é imbatível. Existem formas de a vencer e, analisando os últimos jogos onde La Roja não venceu, podemos notar algumas "lacunas" táticas. Ao jogar com as linhas muito avançadas, uma simples perda de bola poderá revelar-se como fatal. Se Ronaldo ou Nani receberem a bola após um desses lances, poderão transportar a equipa portuguesa para a frente muito rapidamente e, face à diminuta velocidade dos atletas espanhóis, causar estragos. Outro dos pontos essenciais para o bom porto da seleção nacional é "deixar" os oponentes jogar, pois será muito difícil retirar a bola aos espanhóis, mesmo efetuando pressão. No entanto, será essencial jogar com as linhas um tanto avançadas e "fechar" as portas da baliza. Como eles não rematarão de longe, não surgirá perigo por aí.
Ansiamos por uma vitória portuguesa que, caso surja, tanto nos transportará para a glória, como também será certamente muito sofrida.
sábado, 23 de junho de 2012
Mais um desafio para Espanha
Realiza-se hoje, ás 19.45, um dos desafios mais aguardados dos "quartos" do Euro 2012. Frente a frente duas das seleções que melhor futebol praticaram ao longo da fase de grupos. Franceses e espanhóis alimentam, assim, a ilusão de conquistarem o seu terceiro título continental, num duelo que também colocará os portugueses à frente da televisão, pois será uma destas equipas que se baterá com Portugal rumo à final.
Na memória dos hispânicos ainda estará a final perdida contra França, em 1984, na qual um enorme "frango" de Arconada, após livre de Platini, galvanizaria os gauleses rumo ao primeiro Europeu da sua história. Para além deste jogo, de má memória para os espanhóis, efetuaram-se mais dois, em fases finais de Europeus. O balanço é positivo para os gauleses, já que levam duas vitórias e um empate. Aliás, uma das vitórias francesas, em 2000, ajudou a França a ser campeã, num jogo dos quartos de final, no qual Zidane e Djorkaeff apontaram os golos da sua seleção, num resultado positivo de 2-1.
Porém, como todos os jogos têm uma história, a Espanha está convicta que, com uma equipa recheada de estrelas, poderá ultrapassar a seleção francesa, e tornar-se na primeira seleção a vencer dois Europeus seguidos.
Na memória dos hispânicos ainda estará a final perdida contra França, em 1984, na qual um enorme "frango" de Arconada, após livre de Platini, galvanizaria os gauleses rumo ao primeiro Europeu da sua história. Para além deste jogo, de má memória para os espanhóis, efetuaram-se mais dois, em fases finais de Europeus. O balanço é positivo para os gauleses, já que levam duas vitórias e um empate. Aliás, uma das vitórias francesas, em 2000, ajudou a França a ser campeã, num jogo dos quartos de final, no qual Zidane e Djorkaeff apontaram os golos da sua seleção, num resultado positivo de 2-1.
Porém, como todos os jogos têm uma história, a Espanha está convicta que, com uma equipa recheada de estrelas, poderá ultrapassar a seleção francesa, e tornar-se na primeira seleção a vencer dois Europeus seguidos.
segunda-feira, 18 de junho de 2012
Resultado aldrabado em Gdansk
Para a história ficará a vitória da Espanha sobre a Croácia por 1-0, mas, no futuro, do que ninguém (pelo menos, fora da Croácia) se lembrará serão as duas grandes penalidades claríssimas não marcadas por Wolfgang Stark e, que ao serem assinaladas, muito provavelmente, teriam colocado a campeã mundial e europeia em título fora da competição. Sem dúvida que com a Espanha, o Euro ficará muito mais rico em termos de espetáculo, mas a justiça acima de tudo...
![]() |
| Se isto não é penalty, o que será? |
E, na sequência do lance acima, aos 88 minutos, Jesús Navas desfrutou de uma assistência de Andrés Iniesta para meter a Espanha nos quartos-de-final. Incredulamente, mais tarde, Michel Platini veio dizer que perspetiva uma final entre Alemanha e Espanha. Sem dúvida que seria um jogo bonito e histórico, mas será que seria o mais justo?
No outro jogo do grupo C, a Itália venceu a Irlanda por 2-0 com golos de Cassano e Balotelli e também está no quartos.
No outro jogo do grupo C, a Itália venceu a Irlanda por 2-0 com golos de Cassano e Balotelli e também está no quartos.
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
Rodrigo brilha na seleção
O avançado espanhol Rodrigo do Benfica realizou uma boa exibição pela "rojita" no jogo contra a Croácia na fase de apuramento para o Europeu de sub-21 a realizar-se em 2013. O jogador do Benfica marcou um golo aos 57', depois de Kike ter aberto a contagem aos 18'. Os comandados de Luis Milla comandam o grupo com 9 pontos em 3 jogos.
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
Euro 2012: Alemanha, Espanha e Itália já lá estão
Nesta jornada de jogos para a qualificação para o Euro 2012, houve três selecções que garantiram a sua estadia na Polónia e Ucrânia no Verão do próximo ano: Alemanha, Espanha e Itália, ficando a Holanda muito perto de também realizar esse feito, após 8 vitórias. No grupo A, com os germânicos apurados, a Bélgica e a Turquia lutam pela 2ª posição. Quanto ao grupo C, onde a Itália garantiu a passagem com um golo de Pazzini perto do fim, ficam várias equipas a lutar pelo 2º lugar. No grupo I, a Espanha goleou o Liechtenstein por 6-0, garantindo a passagem. Ficam a Escócia e República Checa a lutar por um lugar no play-off.
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