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terça-feira, 10 de setembro de 2013

Özil: uma mudança para a afirmação

Prodígio em Gelsenkirchen, príncipe em Bremen, herói incompreendido em Madrid e, seguramente, rei em Londres: numa mera linha de texto poderia-se resumir a carreira de um dos jogadores mais geniais do nosso tempo: Mesut Özil. Neste verão, o alemão, como indiciei no título, rumou a outras paragens, mais propriamente ao Arsenal, por valores a rondar os 50 M€. Apesar de tal montante significar a maior venda da história dos "merengues" (mas também o emblema espanhol carateriza-se mais pelas compras), suou a pouco, principalmente pela valia do criativo de 24 anos (é o jogador com maior número de assistências na Europa nas derradeiras temporadas) e pela forma como o mercado esteve demasiado inflacionado (ao ponto de Fernandinho chegar ao Man. City por 40M€). Então, porque razão é Mesut tão subvalorizado, não mereceria maior reconhecimento, mesmo pela massa de apoiantes do Real Madrid?

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Encerramento do mercado: Muitos milhões e muitas surpresas

O mercado de transferências encerrou ontem à noite (continua aberto na Turquia e na Rússia) num dia que, como já é habitual, foi absolutamente de "loucos". Até à meia-noite, muitas surpresas registadas e muito dinheiro movimentado. Destaque para a contratação do tão desejado lateral-esquerdo por parte do Benfica, para a chegada de Vítor ao Sporting e para o futebol inglês, onde muitos milhões foram gastos.

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

O estranho caso Iker Casillas

Iker Casillas é um nome incontornável na história do futebol espanhol e mundial. O capitão do Real Madrid e da "Roja" vê os seus títulos mundiais e europeus serem relegados para segundo plano, face ao seu fraco rendimento desportivo. José Mourinho iniciou a mudança nas então saturadas redes merengues. Carlo Ancelotti parece concordar com a decisão do treinador português. A novela pode estar perto do final.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Confronto de gigantes

Borussia Dortmund - Real Madrid e Barcelona - Bayern Munique: eis o resultado do sorteio das meias finais da Liga dos Campeões realizado hoje e que pode levar a um embate, na final, entre "merengues" e "culés".

Porém, para essa utópica final, Mourinho e Tito Vilanova terão de ultrapassar dois adversários dificílimos, perfeitamente capazes de eliminar os hispânicos. No primeiro jogo, apesar do ligeiro favoritismo do emblema madrileno, há que desconfiar sempre do BVB, um clube muito bem organizado, jovem e irreverente, que não enjeita tomar conta do jogo e que, inclusivamente, já derrotou e vulgarizou o Real esta temporada, pelo que se torna um adversário perigoso e com o qual é necessário ter cautela (com jogadores rápidos e incisivos como Reus e Götze...). A segunda partida é, todavia, a mais aguardada. Os registos dos Bávaros no campeonato alemão não deixam dúvidas: 28 jogos, 24 vitórias, 3 empates e 1 derrota; 79 golos marcados e 13 sofridos. Para além destes factos, há ainda a notar que os germânicos foram, dos clubes que estão nas "meias", os únicos que não tiveram dificuldades em aí chegar, tendo estado em vantagem desde o minuto 1 do 1º jogo até ao minuto 90 da 2ª partida. Simultaneamente, o futebol da turma de Jupp Heynckes aproxima-se muito do praticado pelos catalães: dá preferência à posse de bola e ao futebol total. Com uma defesa coesa (apesar de não contar com nomes sonantes), um meio campo esforçado e com classe e um ataque fatal, o emblema de Munique parece infalível, afigurando-se, claramente, como um dos favoritos à vitória numa prova que lhe escapou no ano passado. Com desafios de alto quilate, só nos resta aguardar, ansiosamente, pelas semifinais que serão, certamente, espetaculares e, esperemos, plena de golos.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Quem vai vencer a Champions?

Real Madrid vs. Bayern de Munique (Champions League 2011-2012)Barcelona, Real Madrid, Borussia Dortmund e Bayern de Munique: eis os quatro magníficos que lutarão entre si pela prova mais importante e prestigiante de clubes do mundo - a Liga dos Campeões. Com maior (Barcelona, Dortmund e Real Madrid tiveram eliminatórias difíceis) ou menor dificuldade (Bayern de Munique, com uma vitória agregada por 4-0, ante a Juventus), estes emblemas confirmaram o favoritismo e seguem para as meias-finais da prova. Só entre si, repartem 18 Champions, ou seja, 1/3 de todas as edições. Evidentemente, foram os "merengues" que mais contribuíram para estes registos, com nada mais nada menos que nove conquistas, cinco delas nas cinco primeiras edições da competição. A seguir, os "Bávaros" e catalães conquistaram quatro, os primeiros venceram três consecutivas no início da década de 70, apoiados por Gerd Müller e Franz Beckenbauer, ao passo que a equipa espanhola alcançou a glória nos últimos 25 anos. Por fim, o Borussia venceu em 1996/97, com um plantel recheado de estrelas onde despontavam o português Paulo Sousa, o suiço Chapuisat, entre outros. Outro pormenor interessante e que seguramente vai dar mais valor a estas meias-finais é o facto de os quatro clubes em questão já terem a liga nacional decidida. Enquanto que na Alemanha o Bayern até já se sagrou campeão (o Dortmund está em 2º), na Liga Espanhola o "Barça" está próximo de o fazer, deixando o Real a vários pontos de distância. Assim, com todos os representantes a apostarem seriamente na prova, esperamos umas semifinais de luxo, com muitos golos e, evidentemente, com alguns dos melhores artistas do mundo a "espalharem" classe pelos relvados.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Fabio Capello: "O general"

A qualidade de um treinador mede-se pelos títulos conquistados, principalmente pelos mais almejados. Porém, os presidentes dos clubes nem sempre têm esta mesma opinião, pois se tal pensamento fosse verdade, Capello poderia perfeitamente estar a treinar um conjunto do calibre do Barcelona. De facto, Fabio Capello teve sempre sucesso em equipas. O mesmo não se pode dizer de seleções, pois a única que treinou (Inglaterra) não lhe trouxe o mesmo sucesso dos clubes.

Nascido a 28 de junho de 1946, Capello, como jogador, nunca foi muito brilhante, apesar de ter representado alguns dos clubes mais importantes de Itália (Roma, Juventus e AC Milan). "Don Fabio" também haveria de representar a seleção transalpina, pela qual debutou por 32 jogos, tendo anotado 8 golos. Perante tais dados, chega-se à conclusão que o motivo que permitiu a Capello entrar na restrita lista de lendas do futebol não se baseia nas suas qualidades dentro das quatro linhas, mas sim fora delas. A caminhada gloriosa de Fabio como timoneiro começou em 1991, ano em que o AC Milan, um dos seus clubes como jogador, lhe propôs um contrato para guiar as hostes rossoneri. Na primeira época, Capello comandou os milaneses à conquista de uma Serie A. O segundo ano já foi mais positivo, já que permitiu a Capello adicionar mais uma Serie A e uma Supertaça de Itália ao seu pecúlio. Até 1996, ano em que o "general" decidiu abandonar o AC Milan rumo ao Real Madrid, Capello ainda haveria de lograr conquistar 1 Champions (4-0 contra o "dream team" de Cruyff), duas Serie A e duas Supertaças italianas.

Havia alguma desconfiança quando o técnico transalpino desembarcou em Madrid. Afinal, Capello ainda só conseguira singrar em Itália. Porém, as dúvidas foram minimamente dissipadas após essa época, graças ao campeonato espanhol que o próprio "ofereceu" aos "merengues". Um ano após aterrar na capital espanhola, Fabio Capello retornou ao seu "cantinho", no AC Milan. Apesar de tudo, o ano futebolístico de 1997/98 não correu de feição a "Don Fabio" que viu os principais títulos escapulirem-se para outras paragens. Os maus resultados foram favoráveis à saída de Capello, que, pela primeira vez, não obteve os objetivos previamente estabelecidos. Um mau ano não afastou os pretendentes de Fabio, como a AS Roma, que levou a melhor ante outros clubes. Pese o bom futebol, os "giallorossi" nunca lograram brilhar continuamente. Em cinco anos, Capello "apenas" conquistou uma Serie A e uma supertaça de Itália, tudo em 2000/01. Após estas incidências, "Don Fabio" ingressou na Juventus, outro clube pelo qual tinha debutado, como jogador. Os dois anos de Capello na "Vecchia Signora" foram conturbados, devido ao Calciocaos que retirou os dois títulos de Serie A conquistados por Capello, nesse período.

"Bom filho a casa torna", diz o ditado. E a verdade é que tal aconteceu. Em 2006/07, Capello regressou ao Real Madrid, 10 anos depois da primeira aventura. E, tal como acontecera em 1996/97, Fabio também venceu a Liga espanhola. Em 2012 renunciou ao cargo de selecionador de Inglaterra, pelo que, neste momento, o seu futuro é uma incógnita, podendo aposentar-se ou continuar a treinar uma equipa, sendo que, graças à sua qualidade, não deverá ser difícil encontrar pretendentes areceber aquele que, para mim, é um dos melhores técnicos da história do futebol.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Os eternos suplentes

Turnbull, Antonio Adán, Storari, Castellazzi, Lngerak, Stuart Taylor e Lindegaard, nomes desconhecidos para os mais distraídos, mas que têm em comum o facto de representarem alguns dos maiores "colossos" da Europa. Mais novos (Adán), ou mais velhos (Storari), todos eles gostariam de beneficiar de mais oportunidades para demonstrar o seu valor. Porém, a concorrência é de peso. Petr Cech, Iker Casillas, Buffon, Julio César, Weidenfeller, Joe Hart e David de Gea são, neste momento, os atuais guarda-redes principais do Chelsea, Real Madrid, Juventus, Inter de Milão, Borussia Dortmund, Manchester City e Manchester United. Os suplentes, vão aguardando pelo seu momento que, para já, apenas chega em jogo de menor preponderância.

Turnbull: Ingressou no Chelsea em 2009/10, proveniente do Middlesbrough, clube da segunda divisão inglesa. Tem jogado poucas vezes e, quando joga, é só em partidas de competições menos atrativas (Taça da Liga inglesa) ou devido a lesão do guardião principal dos blues (Petr Cech). Apesar de tudo, ainda completou cinco jogos, 2 para a Premier League e 3 para a Taça da Liga inglesa. Com 27 anos, tem poucas probabilidades de ser, um dia, titularíssimo no Chelsea.

Adán: Formado na cantera do Real Madrid, Antonio Adán é o eterno suplente de Casillas, uma das figuras dos "merengues". A preponderância de Casillas é tão elevada, que Adán apenas efetuou 5 partidas, distribuídas por Chamipons, Taça do Rei e Campeonato espanhol. Com uma boa compleição física, Antonio, de 25 anos, é o segundo guardião dos madridistas, sendo que estará esperançado em lograr realizar mais jogos, embora não aparente ter qualidade suficiente para comandar a defesa do Real.

Storari: É um dos mais experientes esta lista, tendo representado, até ao momento, 12 clubes, entre eles a sua atual equipa, a Juventus. Foi contratado há dois anos ao AC Milan, a custo zero, tendo logo a partir desse momento garantido o lugar de guarda-redes secundário. Apesar de já estar em fim de carreira e de já não possuir esperanças de ser figura de proa da "Vechia Signora", Marco ainda realizou sete jogos oficiais na época que agora finda, 3 para a Serie A e 4 para a Taça de Itália.

Castellazzi: Luca Castllazzi é uma espécie de bombeiro. A sua experiência, aliada a um físico impressionante (192 cm e 89 kg) fazem de Castellazzi um bom suplente. Descoberto em 2010/11 na Sampdoria, onde tinha estado 5 anos, este Keeper nunca demonstrou uma qualidade fora do vulgar. Porém, o que faz dele elemento importante é o facto de ser um guarda-redes que sabe esperar e que não causa problemas devido ao facto de não jogar regularmente. Tal conjunto de "capacidades" foi premiado pelos 11 jogos oficiais que completou neta temporada, possivelmente a última ao serviço dos "neroazzurri".

Langerak: Weidenfeller não um guarda-redes fantástico, mas é minimamente fiável. Assim sendo, Langerak, de 23 anos, tem aguardado pela sua oportunidade, que esta época lhe valeu 5 jogos oficiais. Australiano, Langerak chegou há dois anos, proveniente do Melbourne Victory, clube mais aclamado da Oceânia. Apesar de tudo, este australiano é, nesta lista, dos guarda-redes com mais esperanças de vir a ser titular no seu clube, Borussia de Dortmund, nos próximos anos.

Stuart Taylor: No meu ponto de vista, Stuart Taylor apenas representa o Manchester City porque é um importante baluarte no balneário. De resto, Taylor não mostra qualidade suficiente para ser jogador dos "citizens", mesmo que seja como suplente. Um exemplo? Stuart Taylor não realizou nenhum jogo oficial esta temporada, pelos "citizens".

Lindegaard: Acabamos com um guarda-redes que, para mim, é o melhor desta lista. Com 28 anos, Anders chegou a "Old Trafford" em 2010, tendo sido imediatamente suplente de van der Sar. Esta época, devido ao fim de carreira do holandês, o United contratou De Gea, que teve um início atribulado em Manchester, o que permitiu a Lindegaard mostrar serviço, como no primeiro jogo da Chamipons, entre Benfica e Manchester United. Apesar de ter vindo a perder a luta pela baliza, Lindegaard tem demonstrado fiabilidade, que lhe confere um lugar no plantel dos "Red devils".

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

José Mourinho: besta ou bestial?

Controverso, influente e especial, assim se descreve José Mourinho, um dos melhores treinadores do Mundo. Mourinho incutiu, em Portugal, uma técnica há muito perdida, a dos "mind games", ou seja, jogos psicológicos que permitem começar uma partida no dia anterior ao jogo. Filho de um antigo guarda-redes, que chegou a jogar pela seleção nacional, Mourinho nunca teve muito jeito para "jogar à bola". Valeu-se porém dos conhecimentos adquiridos para ser adjunto do lendário Bobby Robson, em primeira instância no FC Porto e depois no todo-poderoso Barcelona. Em 2000, o Benfica chamou-o para treinar o seu plantel, por lá apenas esteve 11 jogos, o suficiente para demonstrar que era de facto especial. As negociações para renovar com o emblema da Luz não chegaram a bom porto e, como diria Lenine, deu um passo atrás para depois dar dois à frente. Assim foi, rumou à União de Leiria, levou a sua equipa a um campeonato memorável e foi contratado pelo FC Porto.

Na Invicta, treinou os dragões de 2002 a 2004, levando-os à eternidade ao vencer a Taça UEFA, a Champions e dois campeonatos nacionais. A seguir, viria o recém-colosso Chelsea, uma equipa que embora tivesse possibilidades financeiras, não tinha historial e não conseguia obter resultados prácticos. Com o special one tudo foi diferente: os blues passaram a jogar um futebol fluído e atrativo e os títulos apareceram sem caso. "Mou" conquistou tudo em terras de Sua Majestade, mas lá fora, e embora estivesse perto de o conseguir, nunca venceu a Liga dos Campeões. O principal responsável foi o Liverpool, que em em 2005 eliminou o Chelsea nas meias-finais. Em 2007, Roman Abramovich e o técnico português chegaram a mútuo acordo para a rescisão do contrato.

Mourinho apenas voltaria a treinar um equipa em 2008, mas voltou em grande estilo. O Inter de Milão recorreu aos seus préstimos e o special one não enjeitou a hipótese de treinar um tubarão europeu. Rumou aos milaneses e em apenas dois anos levou os nerazurri ao céu, não só pelas conquistas internas, mas também pela Champions League, ganha em 2010, ante o Bayern de Munique.

O próximo passo foi o Real Madrid, um desafio gigantesco à maneira de José Mourinho. A tarefa não se adivinhava fácil, já que o objetivo era travar o fantástico Barcelona, que somava títulos "com uma perna às costas". A primeira época não correu de feição ao treinador luso, apenas uma Taça do Rei no cartório era pouco para aquilo que Mourinho prometera realizar. Mas, e pese esta época esteja longe de terminar, Mourinho, que embora ainda não saiba como parar a máquina "blaugrana", tem mostrado que a Liga Espanhola não é um desafio impossível. Neste momento, José Mourinho tem o Real Madrid em primeiro lugar na Liga Espanhola e ainda está a disputar a Liga dos Campeões, ou seja, as competições mais queridas para o português. Nesta altura podemos afirmar que José Mário dos Santos Mourinho Félix é efetivamente um vencedor e que, quer gostamos ou não, temos de admitir que o mesmo é um dos melhores treinadores da atualidade.

Fernando Machado

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Barcelona elimina Real Madrid

Barcelona 2-2 Real Madrid
Em partida referente à Taça do Rei, o Barcelona beneficiou da vitória por 2-1 no Santiago Bernabéu e, depois um empate a duas bolas "arrancado a dentes" em Camp Nou, já está nas meias-finais da competição (jogará com Valencia ou Levante).

No entanto, foi o Real Madrid a entrar melhor na partida. A turma de José Mourinho dispôs de diversas ocasiões para chegar à vantagem (remate à barra de Ozil e lance cara-a-cara entre Higuaín e Pinto), porém os visitantes não se mostraram com capacidade, pelo menos na primeira parte, de minar a defesa "blaugrana". O Barcelona aproveitou a displicência dos seus adversários, cresceu no jogo e, aos 43 minutos, Messi arrancou desde o meio-campo e deu em Pedro Rodríguez (que havia entrado para o lugar do lesionado Iniesta) que não teve grandes dificuldades a desviar a bola de Casillas. Pouco tempo depois, no decorrer de um livre à entrada da área madrilista, Daniel Alves, com um remate fantástico, fez o 2-0.

O Barcelona entrou dominante na segunda metade, mas um golo de Cristiano Ronaldo, na sequência de um erro de marcação dos anfitriões, serviu para fazer o primeiro golo do Real Madrid. A formação "blaugrana" tornou-se mais ansiosa e os "merengues" pegaram no jogo. Pouco tempo depois, o francês Benzema, depois de uma bela jogada individual, empatou a partida. Até fim, o resultado não se alterou, e os "culés" podem festejar o apuramento para a próxima fase da segunda maior competição espanhola.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Diferenças de mentalidade

O "clássico" de Santiago Bernabéu ficou marcado, para além da vitória do Barcelona, pela agressividade excessiva de jogadores como Pepe ou Fábio Coentrão. Para mim, foi apenas mais uma demonstração da diferença de mentalidades: da catalã e da madrilena.

José Mourinho foi o ponto de viragem nas atitudes do Real Madrid, não desprezando o seu (excelente) trabalho ao leme dos "merengues". O português chegou à capital espanhola com o estatuto de eliminador do Barcelona (havia derrotado o emblema "blaugrana" no decorrer da Liga dos Campeões 2009/10) e a imprensa apenas teve que fomentar esse ódio, bem presente nas conferências de imprensa de "El Especial". A verdade é que as atitudes violentas e vergonhosas dos atletas madrilistas nos confrontos com os "culés" se vão multiplicando, tal como as derrotas e os títulos perdidos perante os seus principais rivais.

Por outro lado, a turma de Guardiola vai demonstrando classe, qualidade e humildade dentro e fora do campo, recolhendo a maior parte dos títulos em Espanha e no resto do mundo. O Barcelona é, tal como o lema do próprio clube indica, é "mais que um clube", forma, além de grandes jogadores (continuamos a referir que Messi é, claramente, o melhor do mundo), grandes pessoas, bem parente em Guardiola, Xavi, Iniesta ou Messi. Uma cultura diferente, assente no "tiki-taka", dentro das quatro linhas, mas também na humildade.

Francisco Cunha

Tragédia Real

Real Madrid 1-2 Barcelona
Ainda não foi desta que José Mourinho descobriu a fórmula para deter o Barcelona. Ontem, mais uma derrota, que deixa os "culés" com uma vantagem confortável para a segunda mão, na Catalunha. Ainda os adeptos se estavam a acomodar ao ambiente escaldante do Santiago Bérnabeu e Cristiano Ronaldo já marcava. Minuto 11, contra-ataque do Real e Cristiano ultrapassou Dani Alves e rematou forte, por entre as pernas de Pinto. Aos 17 minutos, a primeira contrariedade para Mourinho. Pepe tem uma entrada mais ríspida sobre Busquets e o árbitro, Teixeira Vitienes, não hesitou na amostragem da cartolina amarela. Até ao fim da primeira parte e embora os "merengues" não tenham ameaçado as redes catalãs, o Barça também não conseguiu chegar com muito perigo à baliza de Iker Casillas. De resto, apenas Alexis (está em grande forma), com um cabeceamento a embater no poste, e Iniesta, com um remate para fora, ameaçaram o guardião dos madridenos.

A segunda parte foi muito diferente, com os "blaugrana", inspirados em Messi, a serem mais criativos que os rivais. Logo no reatamento da partida, aos 49 minutos, canto cobrado por Xavi e Puyol, a fugir à marcação de Pepe, a empatar a partida. Apenas aos 58 minutos é que o Real conseguiu voltar a ameaçar, desta feita por Benzema, com um cabeceamneto em cheio no poste. Por esta altura o duelo estava indeciso, com cada equipa a demonstrar ter predicados para poder discutir o jogo. Mas, e porque há sempre um mas, o Barcelona concretizou a reviravolta. Messi fez um passe fantástico (meio-golo), e Abidal faturou, fazendo o 2-1, com um golo à ponta-de-lança. Resultado que premeia o esforço individual e coletivo dos "culé", que nunca arredaram pé e que obtêm uma vitória justa e que complica a vida a José Mourinho na Taça do Rei.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

"Clássico" na Taça do Rei

Real Madrid vs. Barcelona (21.00 - Sport TV)
Hoje, Real Madrid e Barcelona voltam-se a juntar no Santiago Bernabéu, desta vez para disputar a primeira mão dos quartos-de-final da Taça do Rei.

O Real Madrid de José Mourinho defende o título (no ano passado, venceu a competição, precisamente perante o emblema "blaugrana") e joga em casa, mas espera-se uma boa réplica do arqui-rival Barcelona. Apesar da convocatória de Ricardo Carvalho, Pepe e Fábio Coentrão, Cristiano Ronaldo deverá ser, mais uma vez, o português em foco, voltando aos já habituais duelos com Messi, em busca do título de melhor futebolista do mundo.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Real segue em frente

Málaga 0-1 Real Madrid
O jogo podia pender para qualquer lado, mas o guardião do Málaga, Caballero, teve outras ideias. Tudo ocorreu aos 72 minutos, jogada de envolvência atacante do Real Madrid, Özil faz um passe para o lado aparecendo Benzema, a rematar torto e fraco. Parecia que o aparecimento do golo teria de esperar, mas não! Caballero, o guarda-redes do Málaga, dá um frango tremendo, após o remate do gaulês, deixando passar a bola por baixo das pernas. O resto do jogo não foi muito mais para além disto, um remate perigoso aqui, outro ali, mas sem muitas oportunidades. Nota final para a exibição do "boquerone" Eliseu. O português realizou uma exibição muito conseguida, com vários remates perigosos. De portugueses jogaram aliás Fábio Coentrão e Pepe, ambos do lado dos "merengues". Mourinho espera assim o jogo entre o Osasuna e o Barcelona, num duelo que irá ditar o adversário do Real Madrid nos quartos-de-final da Taça do Rei.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Equipa do ano recheada de "merengues" e "blaugranas"

Cinco jogadores do Barcelona e quatro do Real Madrid figuram no onze do ano da FIFA. Destaque para a presença do português Ronaldo na lista. Ricardo Carvalho, Pepe e Nani também estavam nomeados, mas não acabaram por ser selecionados.

Onze do ano: Casillas (Real Madrid); Daniel Alves (Barcelona), Piqué (Barcelona), Vidic (Man. United) e Sergio Ramos (Real Madrid); Iniesta (Barcelona), Xavi (Barcelona), Xabi Alonso (Real Madrid); Ronaldo (Real Madrid), Rooney (Man. United) e Messi (Barcelona).

domingo, 8 de janeiro de 2012

Real Madrid goleia Granada

Real Madrid 5-1 Granada
A turma de José Mourinho recebeu e goleou os andaluzes do Granada. Com os portugueses Ronaldo e Carlos Martins em campo, o destaque do jogo vai mesmo para o golo do extremo madeirense que, após faturar, seguiu para o seu meio-campo cabisbaixo.

Para os "merengues", Benzema, por duas ocasiões, Sergio Ramos, Higuaín e Cristiano Ronaldo marcaram. O golo solitário dos visitantes foi feito por Mikel Rico. De momento, o Real tem mais seis pontos que o Barcelona e segue isolado na frente da Liga de nuestros hermanos.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Real Madrid em busca do futuro

O Real Madrid está a preparar uma época 2012/2013 com vista a contar com as principais promessas do futebol mundial no seu plantel. Após Florentino Pérez ter garantido Varane, Fábio Coentrão, Pedro Mendes, Sahin e Callejón no defeso passado, a equipa do Santiago Bernabéu irá manter a política de rechear o plantel com jovens futebolistas...

Neymar: Apesar do interesse no prodígio brasileiro ter caído nos últimos tempos, este ainda não esmoreceu completamente. Detalhes contratuais à parte, Neymar acrescentaria certamente mais qualidade à equipa merengue, com todo o seu génio desenvolvido em volta da sua velocidade, qualidade técnica e criatividade.

Mario Götze: O médio-ofensivo germânico de 19 anos que, por enquanto, ainda debuta no Borussia Dortmund, é igualmente pretendido por Arsenal e Chelsea, mas o próprio já admitiu que o seu sonho é jogar pelos merengues. Dono de evoluída visão de jogo, Götze destaca-se pelos atributos técnicos e pela capacidade de romper pela defesa adversária.

Mário Fernandes: Segundo rumores, o central brasileiro de 21 anos até já está garantido desde o verão transato. Ocupa muito bem os espaços na sua defesa, sendo atualmente, juntamente com Hummels, Höwedes e Dedé, um dos centrais mais promissores do futebol mundial. O futebolista do Grêmio salienta-se igualmente pela velocidade e pela capacidade física (189 cm).

Wolfswinkel: O avançado do Sporting é outro dos jogadores que tem sido seguido atentamente pelos madrilenos. O goleador holandês de apenas 22 anos destaca-se pela compleição física e pela facilidade com que fatura.

Sime Vrsaljko: O lateral croata de 19 anos tem sido observado de perto pelos merengues que apresentam há muito uma "lacuna" no caudal de opções para a lateral direita (apenas Sergio Ramos parece poder tomar conta do recado). Já internacional A pelo seu país natal, mostra-se muito completo quando atua pelo Dínamo de Zagreb, a sua equipa.

Marco Reus: O jovem médio-ala alemão do M'gladbach é um jogador de grande rotação. Com uma velocidade acima da média, desequilibra colado à linha lateral. Segundo rumores, o Real Madrid já ofereceu  15 milhões de euros pelo internacional A germânico.

Francisco Cunha

domingo, 18 de dezembro de 2011

Real goleia com hat-trick de Ronaldo

Sevilha 2-6 Real Madrid
Os merengues viajaram até à capital da Andaluzia para golear o Sevilha. O Real Madrid apresentou-se desinibido e dominou a primeira hora de jogo. Até ao fim da partida, os madrilenos controlaram o caudal de jogo sevilhano, atitude suficiente para manter a vantagem no resultado. Para os visitantes, o português Cristiano Ronaldo fez três golos (um deles através da conversão de uma grande penalidade) e José María Callejón, Di María e Hamit Altintop fizeram os restantes golos. Jesús Navas e Negredo fizeram os golos do Sevilha. Destaques?

domingo, 11 de dezembro de 2011

Poderio catalão e inferioridade madrilena

Real Madrid 1-3 Barcelona
O Barcelona controlou o fluído de jogo merengue em pleno Santiago Bernabéu e saiu do reduto do arqui-rival com uma vitória. Mesmo com o golo madrugador do Real Madrid, o "tiki-taka" dos catalães sobressaiu, permitindo à turma de Guardiola brilhar quando menos se esperava.

O jogo começou com um erro infantil de Valdes e, no seguimento da jogada, o francês Karim Benzema não teve dificuldades em abrir o marcador ao minuto 1. O Barça cresceu, tornou-se mais aguerrido e, após uma grande jogada individual do mesmo, Lionel Messi provocou uma grande defesa de Casillas. À meia-hora de jogo, Messi criou do nada uma ocasião de perigo, deu em Alexis Sanchéz que rematou para o fundo das redes adversárias. Já no decorrer do segundo tempo, Xavi concretizou a reviravolta do resultado. O Real Madrid ia falhando as suas oportunidades, enquanto o Barcelona dominava e marcava. Messi arrancou, deu na direita em Daniel Alves (que na altura jogava a extremo),o lateral brasileiro cruzou e Cesc Fàbregas cabeceou sem hipóteses para Casillas. O Barça geriu o jogo até fim, não permitindo aos madrilenos chegarem perto da grande área dos catalães.

MVP - Barcelona: Pela primeira vez nesta vez, não iremos nomear um jogador propriamente dito como melhor em campo. Desta vez, temos que eleger o conjunto catalão que controlou o caudal de jogo madrileno, atacando de forma efetiva com o famoso "tiki-taka".
Cristiano Ronaldo: O extremo português, como é normal nos grandes jogos, não se conseguiu salientar. Não criou ocasiões de golo efetivas, passando ao lado da partida.
Casillas: O guarda-redes dos merengues exibiu-se a grande nível, impedindo uma goleada orquestrada pelos catalães.
Messi: Criou dois dos golos da sua equipa e esteve muito perto de marcar outro, após uma grande jogada individual. O baixo nível físico impediu-o de ser mais decisivo.
Daniel Alves: Acabou a jogar a extremo, tal a sua influência no ataque "blaugrana". Fez uma assistência, dando muito trabalho à defensiva madrilena.

sábado, 10 de dezembro de 2011

Duelo entre reis

Real Madrid vs. Barcelona (21:00 - Sport TV)
Hoje disputa-se no Santiago Bernabéu aquele jogo que faz para o mundo. Um Real Madrid vs. Barcelona é, aproveitando o lema do Barça, mais que um simples jogo de futebol. É um duelo de ideologias políticas (os madrilenos lutam por uma Espanha unificada, enquanto que os catalães esperam por uma oportunidade de se tornarem independentes), é uma batalha entre as duas maiores regiões de um país com uma rivalidade impressionante e é, finalmente, a partida que mete frente-a-frente as duas melhores equipas do mundo, os dois melhores treinadores do mundo e os dois melhores jogadores do mundo.

No Real Madrid, líder da Liga espanhola, José Mourinho voltou a conceder o seu lugar na conferência de imprensa ao seu adjunto Aitor Karanka. Karanka admitiu que não irá alterar nada na equipa, destacando a boa-forma da equipa e a vontade de juntar mais três pontos (se isso se suceder, passará a existir um fosso de nove pontos entre os dois aqui-rivais). Ainda houve tempo para o adjunto dos "merengues" desvendar um pouco do onze madrileno: «Vamos jogar em 4-3-3, com Ronaldo e Di Mária nas alas e Benzema ou Higuaín na frente. Já no meio-campo temos várias opções e isso é importante». No Barcelona, após uma prudente conferência de imprensa de Guardiola, não se deverão registar surpresas de maior, quer no onze, quer na mentalidade para "El Clásico". Quem sairá vencedor do Santiago Bernabéu?

domingo, 4 de dezembro de 2011

Liga Espanhola: Barcelona e Real goleiam

Barcelona 5-0 Levante: Os pupilos de Guardiola orquestraram uma "manita" antes do clássico frente ao Real Madrid. Como é habitual no Camp Nou, os catalães mostraram consistência de jogo e marcaram o primeiro aos cinco minutos por intermédio do espanhol Cesc Fàbregas. O ex-Arsenal bisou mais tarde e Cuenca fez o 3-0. Lionel Messi marcou mais um no segundo tempo, voltando a confirmar o estatuto de melhor do mundo. Alexis Sanchéz marcou o último à passagem do minuto 61. Como se explica os desaires ao jogar fora da equipa de Guardiola que, quando joga em casa, mostra bom futebol?


Sporting Gijón 0-3 Real Madrid: O Real Madrid garantiu o primeiro lugar antes do grande clássico, goleando o Sporting de Gijón. Como visitante, a equipa de José Mourinho mostrou-se muito agressiva e chegou facilmente ao golo. Aos 34 minutos, Di Mária fez o primeiro. O português Cristiano Ronaldo voltou a faturar e Marcelo fechou o resultado já nos descontos. Em suma, mais uma exibição personalizada do Real que parece focado em vencer tudo este ano. Será que os "merengues" estão preparados para derrotar o "tiki-taka" do arqui-rival Barcelona?