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terça-feira, 3 de julho de 2012

Euro 2012: Os Destaques

España UEFA EURO 2012Este Campeonato Europeu da Polónia e da Ucrânia ficará para sempre marcado pelo bom futebol praticado e pela má organização (no primeiro dia do torneio ainda houveram obras nos estádios), mas também pela final mais desequilibrada de que há memória. A Espanha voltou a reinar e venceu a sua terceira grande competição consecutiva, a Itália, guiada por Pirlo, foi finalista e a Seleção Nacional chegou às meias-finais e apenas foi eliminada nas meias-finais pela campeã europeia. Em termos individuais, Iniesta foi eleito o melhor jogador do torneio e Fernando Torres, contrariando todas as expectativas, foi o melhor marcador.

A seleção que melhor futebol praticou, se bem que não raras vezes beneficiada pelas arbitragens, foi a Espanha, chegando ao título através da sua já típica troca de bola incessante e paciente que ficará para sempre gravada na História do futebol. No entanto, o futebol mais apaixonante foi o italiano. Cesar Prandelli montou uma equipa com alma, assente na criatividade de Pirlo e na irreverência de Balotelli e que conseguia chegar facilmente à grande área adversária, porém pecou pela fragilidade defensiva. A Alemanha com o seu futebol frio, racional e muito forte taticamente atingiu as meias-finais, todavia, frente a equipas com um maior caudal ofensivo, sofreu muito. Portugal, por seu turno, com a pior seleção dos últimos tempos conseguiu mostrar bom futebol (mérito total de Paulo Bento e do esforço dos jogadores). A destacar as exibições de Rui Patrício, Pepe, Coentrão, Moutinho, Nani e Cristiano Ronaldo.

11 ideal:

GR - Iker Casillas (Espanha): Foi preponderante contra a Croácia e contra Portugal e mesmo contra a Itália realizou uma grande exibição, acabando por ser o guardião menos batido da competição.
DD - Debuchy (França): Apesar de apenas ter atingido os quartos-de-final, foi essencial na Seleção francesa. O jogador do Lille é completo, rápido e muito forte taticamente.
DC - Pepe (Portugal): Nasceu no Brasil, mas não parece tal é a entrega que demonstrou em cada partida, raramente falhando nas marcações e nos desarmes.
DC - Sergio Ramos (Espanha): O jogador do Real Madrid cresce quando joga no centro da defesa. Muito certo no corte, apresentou grande consistência no decorrer da competição.
DE - Jordi Alba (Espanha): Ofereceu grande profundidade ao corredor esquerdo de La Roja e fez por justificar a recente transferência para o Barcelona.
MDC - Andrea Pirlo (Itália): Se a Itália tivesse sido campeã, teria sido certamente o melhor jogador do torneio. Guiou a sua seleção à final com toda a sua criatividade e a sua qualidade técnica e de passe.
MC - Xavi Hernández (Espanha): Muita gente diz que o futebolista do Barça não apareceu no Europeu, mas a verdade é que a sua ação foi absolutamente necessária para o bom porto da seleção espanhola.
MC - João Moutinho (Portugal): Com muita garra, foi preponderante no meio-campo luso. Será muito difícil que Pinto da Costa o segure depois deste Europeu.
ED - David Silva (Espanha): O jogador do Manchester City foi o atleta com mais assistências neste Euro e ainda teve tempo para fazer 2 golos. Foi a consagração do futebolista fantástico que é.
EE - Andrés Iniesta (Espanha): Para a UEFA, foi o melhor do torneio e isso diz tudo. Esteve simplesmente impecável.
AV - Mario Balotelli (Itália): Este Europeu foi a explosão do irreverente ponta-de-lança de apenas 21 anos. Foi decisivo perante a Alemanha e, excetuando o primeiro jogo com a Espanha, esteve bem em todos os jogos dos italianos.

Melhor jogador - Andrea Pirlo (Itália): Apesar de não ter vencido o Europeu, levou praticamente a Seleção italiana "às costas". Possivelmente no seu último Euro de sempre (já tem 33 anos), conseguiu efetuar exibições magistrais (foi três vezes o melhor em campo) e subir ao topo da Europa. Em 2º lugar, escolho Iniesta e, em 3º, David Silva.
Revelação - Jordi Alba (Espanha): O novo lateral do Barcelona é rápido, tecnicista e um autêntico "furacão". Foi a consagração de um futebolista que já havia feito uma grande época ao serviço do Valencia. Na 2ª posição, coloco Mario Balotelli e, na 3ª, Vaclav Pilar.
Melhor português - Pepe: O central luso-brasileiro jogou com garra, entrega e classe. Cortes limpos e marcações cerradas foram uma constante nas exibições do futebolista do Real Madrid. Em 2º, insiro Cristiano Ronaldo e, em 3º, João Moutinho.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Mais uma para a coleção

Espanha 4-0 Itália

Hoje a Espanha entrou para a história, vencendo a terceira de três grandes competições consecutivas. Esta vitória em Kiev permite a "nuestros hermanos" acrescentar mais um título de Campeão Europeu ao seu palmarés, algo que representa a consagração de um futebol fantástico que ficará para sempre gravado numa das páginas mais importantes do desporto-rei. Além do mais, de destacar a diferença que persistiu no decorrer do jogo entre as duas equipas na forma de defender e que se acabou por se revelar no resultado mais desequilibrado que há memória em finais de Campeonatos Europeus.

Apesar de tudo isso, a Itália demonstrou-se muito forte no processo ofensivo e "apenas" pecou na forma como tentou dificultar a troca de bola espanhola. A equipa de Cesar Prandelli, com um Pirlo aparentemente fatigado, apresentou-se de forma mais atrevida do que na sua estreia neste Euro e acabou por pagar por isso. Sem o 3-5-2 que tão bem estorvou a ação de La Roja, a seleção transalpina não teve argumentos para contrariar o poderio espanhol e perdeu a oportunidade de subir ao topo da Europa.

A partida propriamente dita começou com a formação de Del Bosque a ver os italianos jogar. Porém, quando atacava, La Roja criava grandes problemas à Squadra Azzurra e, aos 14 minutos, Fàbregas deu em David Silva que, de cabeça, abriu o marcador. A Itália foi em busca do prejuízo, no entanto Jordi Alba, já perto do final do primeiro tempo, arrancou e aproveitou um grande passe de Xavi para dar a machadada final no jogo.

Com uma Itália completamente partida, a etapa complementar foi um autêntico passeio para os campeões mundiais e europeus em título perante uma equipa italiana partida. Mesmo assim, os italianos conseguiram a espaços dar ares da sua graça: Di Natale até esteve muito perto de fazer o 2-1. O jogo acabou finalmente aos 61 minutos quando Motta (cinco minutos depois de ter substituído Montolivo) teve uma lesão muscular e, como Prandelli já tinha esgotado as suas três substituições, os transalpinos ficaram a jogar com 10. Torres, aos 84 minutos, marcou mais um e, 4 minutos depois, assistiu Mata, tornando-se o melhor marcador deste Europeu da Ucrânia e da Polónia.

Além de tudo o mais, há-que referir dois pontos de extrema importância para o futebol português: Pedro Proença voltou a fazer uma grande exibição, honrando a arbitragem portuguesa e justificando a nomeação para a final de um Campeonato da Europa, e Portugal foi eliminado apenas nos penáltis pela campeã da Europa, não obstante o facto de ter sido a seleção que criou mais problemas a La Roja durante esta edição do torneio.

domingo, 1 de julho de 2012

A glória ali tão perto!

Dia 1 de julho de 2012, final do Europeu desse ano, realizado na Ucrânia e na Polónia. Em Kiev, enfrentam-se as duas seleções que mais fizeram para marcarem presença na final. No fim do desafio, enquanto uns rejubilarão de alegria, outros conformar-se-ão com a derrota, sabendo que a sua pátria fez das fraquezas forças para atingir o objetivo. Itália e Espanha têm mais uma oportunidade de fazerem história. "La Roja" pode conquistar o seu segundo Europeu, aós 1964 e 2008, juntando-se à Alemanha no topo dos clubes que mais Europeus conquistaram. Também é o momento ideal para que os hispânicos façam histórica, tornando-se no primeiro país a vencer três grandes competições consecutivas. A squadra azzurra poderá ver, mais logo, justificado o porquê de tanto esforço e demonstrar que, afinal, os recentes escândalos de viciação de resultados desportivos não passam de mera coincidência. Em caso de vitória, a turma de Cesare Prandelli alcança o seu segundo Euro, após 1968, e o seu 6º grande título, depois de ter conquistado 4 mundiais. O poderio destas seleções fica ainda mais visível quando observamos os últimos vencedores de grandes competições: desde 2006, apenas transalpinos e hispânicos lograram vencer. A Espanha venceu o Euro 2008 e o Mundial 2010, ao passo que a Itália levou a melhor no Mundial 2006, na Alemanha. No fundo, após um jejum de 44 anos, a Itália pode voltar a vencer um Euro. Desta vez não há Zoff nem Riva, mas há Buffon, Pirlo e Balotelli, ávidos de sucesso pela sua nação.

No historial de confrontos, entre as duas seleções, em fases finais de grandes competições, apercebemo-nos que os transalpinos levam vantagem. Em 7 desafios, entre mundiais e europeus, a Itália venceu 3 jogos, empatando 4. No Mundial de 1934, nos "quartos", os italianos levaram a melhor, numa vitória por 1-0, após um primeiro jogo que terminou empatado sem golos. As seleções haveriam de voltar a bater-se num Mundial em 1994, de novo nos "quartos", de novo com uma vitória pela margem mínima, desta feita po 2-1. O confronto entre ambas as seleções, em Europeus, é mais abrangente. Em 1980 ocorreu um nulo, enquanto que oito anos volvidos a squadra azzurra haveria de superar a sua congénere espanhola por 1-0. Nestes últimos 4 anos estas seleções foram postas à prova em 2 ocasiões. Primeiro no Euro 2008, nos "quartos", nos quais a "Roja" levaria a melhor, nos penáltis, após um 0-0 no período regulamentar. Já nesta edição da prova houve empate, por 1-1, na fase-de-grupos, no jogo que mostrou as verdadeiras potencialidades do conjunto orientado por Cesare Prandelli. "Se a Itália já parou por uma vez a Espanha, é possível fazê-lo outra vez", é neste tónico que os aficionados pelos azuis seguem, rumo ao sonho do Euro. A história está do lado italiano, as potencialidades do lado espanhol. Mas quem ganha? Só vendo o jogo se podem tirar as dúvidas.

sábado, 30 de junho de 2012

Buffon e Casillas: os verdadeiros indispensáveis

Na antecâmera da final do Euro 2012, fazem-se comparações entrejogadores de ambas as seleções. Uma dessas comparações é entre os guarda-redes da "squadra azzurra" e de "La Roja", Gianluigi Buffon e Iker Casillas, respetivamente. De facto, perante uma análise pormenorizada da história de ambos, chega-se à conclusão que existem várias caraterísticas em comum entre os dois keepers.

Desde já, ambos estes jogadores têm grande experiência.Casillas conta com 31 anos, ao passo que Buffon é três anos mais velho. Na suas seleções, também são uns verdaeiros "dinossauros", já que Casillas é 135 vezes internacional pelos hispânicos, enquanto que Buffon já alcançou as 118 internacionalizações. Além do mais, ambos são donos e senhores da baliza da sua seleção desde muito jovens. Gigi já era titular da sua seleção no Euro 2000, ao passo que "San Iker" haveria de ter recompensa semelhante no Mundial 2002, realizado na Coreia do Sul e no Japão. Em termos de títulos conquistados, apesar de ambos já terem bastantes, é Casillas que leva um ligeiro ascendente, com 15 títulos dos mais importantes e dos mais diversificados, como Champions, Liga espanhola, Taça Intercontinental, Campeonato do Mundo e Europeu. Ao contrário, Buffon contabiliza 11 títulos, se bem que ainda lhe faltam a Champions e o Europeu.

Após terem vivido um excelente ano a nível desportivo, em que venceram as ligas nacionais, Buffon e Casillas defrontam-se dia 1 de julho pelo ceptro de melhor seleção europeia. Itália e Espanha procuram o sonho de reinarem no "Velho Continente". Para tal intento, cada uma destas seleções têm uma vantagem: têm dois dos melhores guarda-redes do mundo a salvaguardar a sua defesa.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Pirlo e a genialidade

Andrea Pirlo e a genialidade parecem andar de mãos dadas. Fui, sou e sempre serei um reconhecido adepto das qualidades futebolísticas do experiente médio da Juventus. A bola, quando saí dos seus pés, parece sair com magia e isso fascina-me. As suas movimentações sem bola e o seu sentido posicional e tático são únicos no futebol atual e a forma como controla os 90 minutos com 33 anos às costas é notável.

Formado no Brescia, iniciou a carreira na posição de ponta-de-lança. Chegou a jogar pelo Inter, porém acabou por ser dispensado. O AC Milan deu-lhe a mão e Carlo Ancelloti percebeu que o seu lugar não era ali. Ao avaliar a sua classe e qualidade técnica evoluída decidiu por bem desce-lo para o centro do meio-campo "rossoneri". Após uma primeira época de adaptação, explodiu na sua segunda temporada em Milão. A partir daí é história... Logo em 2002, com 23 anos, estreou-se na seleção italiana, tornando-se rapidamente num dos ícones transalpinos. Tal preponderância culminou na conquista do Mundial de 2006, onde foi um dos melhores jogadores do torneio. No decorrer da sua carreira, venceu ainda duas Ligas dos Campeões e 3 títulos da Serie A.

Apesar de nunca ter tido a honra de figurar num "top 3" de Melhor Jogador do Mundo, poderá ser 2012 o seu ano. Após uma grande época ao serviço da Juventus (onde foi campeão italiano) e de um grande Europeu que até poderá terminar numa vitória sua, chega a hora de este "senhor do futebol" ver o seu trabalho finalmente recompensado em termos individuais.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Os italianos é que assustam!

Alemanha 1-2 Itália

Após a estrondosa vitória ante a Grécia, por 4-2, a Alemanha não conseguiu manter o mesmo nível exibicional nas "meias" do Euro 2012, perante uma Itália que, pondo de parte os seus príncipios defensivos, assumiu as despesas de um jogo que prolongou a malapata alemã contra os "transalpinos". De facto, os germânicos nunca derrotaram a Itália em fases finais, quer de Europeus, quer de Mundiais.

O que se viu em Varsóva foi a demonstração da força italiana, de coragem e duma qualidade sem precedentes. Cesare Prandelli optou por adoptar um sistema à volta de Pirlo que, auxiliado por elementos como Marchisio ou De Rossi oferece um apoio ofensivo que termina frequentemente em oportunidades de golo. Uma excelente jogada de Cassano culminou no primeiro golo da noite, por parte de Balotelli, que festejou efusivamente, algo raro de se ver no "Super Mario". A pressão da "squadra azurra" aumentou e Balotelli apontou o seu segundo golo na partida, terceiro no cômputo geral. Até fim da partida, foram raros os mometos de real perigo criados pela "mannschaft", contrastando com as perdidas dos homens mais adiantados da Itália.

No final do jogo, o momento era de celebração para a Itália, que tentará, no dia 1 de julho, cumprir a tradição de vencer um grande certame sempre que o seu país é abalado por corrupção desportiva. Quanto aos germânicos, o momento é de reflexão, para se tentar perceber o que correu mal pois, segundo Beckenbauer, mítica figura do futebol alemão, esta era "a melhor Alemanha de sempre".

Caímos de pé

Espanha 0-0 Portugal (4-2 penáltis)

É o fado português! A exibição contra Espanha, campeã do mundo e europeia, merecia outro resultado, já que, apesar dos hispânicos terem dominado grande parte da partida, os jogadores lusos jogaram como guerreiros, ante uns espanhóis que não lograram demonstrar o seu melhor futebol.

A partida começou com uma enorme surpresa no onze espanhol, graças à utilização, de início, do ponta-de-lança do Sevilha Negredo. Quanto à seleção nacional, o filme repetiu-se: plantel igual. Porém, desta feita, com uma novidade, que foi a entrada de Hugo Almeida diretamente no onze, substituindo Hélder Postiga, lesionado. Os minutos iniciais do desafio caraterizaram-se pelo receio das seleções em atacarem, o que tornou esta fase do jogo algo enfadonha. Mas, a partir dos 10 minutos, o famoso "tiki-taka" começou a fazer-se sentir, estando Andrés Iniesta no centro desta avalanche ofensiva, embora sem resultados práticos. Curiosamente, foram os lusos que dominaram no primeiro tempo, muito devido à garra e potência de Fábio Coentrão, que aproveitou este jogo para "calar" alguns críticos que, ao longo da temporada, o criticaram pelas suas exibições ao serviço do Real Madrid.

A segunda parte não alterou muito o figurino do jogo, já que se pode voltar a constatar que os ibéricos tinham demasiado respeito ente si. Vicente del Bosque, timoneiro da "Roja", notou que Negredo não estava a render o esperado, de maneira que, aos 54 minutos, decidiu retirá-lo do campo, fazendo entrar Fábregas, visando ocupar os espaços vazios, para que o "tiki-taka" fluísse melhor. Tal sucedeu-se, apesar de continuar a não haver lances de real perigo junto ás balizas. Del Bosque decidiu recorrer, de novo, ás substituições, retirando David Silva, desinspirado, por Jesús Navas. A partir do minuto 70, "la Roja", graças à entrada de Fábregas minutos antes, conseguiu assumir o jogo, dominando por completo o "miolo", aumentando, como é natural, a sua percentagem de posse de bola. Apesar de tudo, a estatística não refletia o que estava a ser a partida, pois os jogadores lusos mantiveram um jogo sereno, com raros erros. Até fim do tempo regulamentar, nota para a entrada de Nélson Oliveira, aos 83', em detrimento de Hugo Almeida, e para dois livres de Cristiano Ronaldo que não levaram muito perigo à baliza à guarda de Casillas.

No prolongamento, os espanhóis, finalmente, conseguiram conjugar o domínio da posse de bola com algumas situações de grande perigo, como foi o caso do remate de Iniesta, aos 104 minutos, que permitiu a Rui Patrício realizar uma grande intervenção. A segunda parte do prolongamento começou com a entrada em cena de Custódio, para o lugar de Miguel Veloso. Troca por troca então, para que a "seleção de todos nós" tivesse mais domínio posicional. O perigo voltou a rondar a baliza portuguesa, quando aos 111 minutos Jesus Navas, após boa jogada individual, rematou para mais uma grande estirada de Rui Patrício. Até ao fim do duelo, há ainda a destacar a alteração de Raul Meireles por Varela, alteração que obrigou Nani a descer no terreno, passando a ter missões mais defensivas.

Como nenhuma equipa teve arte nem engenho para suplantar o adversário nos 120 minutos iniciais, teve de se recorrer à cruel decisão por grandes penalidades. Aí, o tal infortúnio bateu ás portas da seleção. Rui Patrício, auxiliado por Cristiano Ronaldo, ainda defendeu o primeiro remate espanhol, mas o falhanço de Moutinho logo de seguida complicou as contas aos lusos. Após uma série de golos, Bruno Alves rematou, a bola bateu na trave e volveu para longe da baliza de "la Roja". No penalty a seguir, Fábregas rematou, a bola embateu no poste mas, ao contrário do remate de Bruno Alves, este foi direitinho para dentro da baliza, deitando por terra a ilusão portuguesa de alcançar a sua segunda final num Europeu de futebol. Quanto ao conjunto de Del Bosque, pode entrar na história como a primeira seleção que ganhou dois europeus consecutivos. Para isso, é necessário que Espanha suplante, na final, Alemanha ou Itália, que se defrontam hoje, em Varsóvia.

domingo, 24 de junho de 2012

Segue-se a Espanha

A seleção campeã mundial e europeia em título é a adversária da equipa das "quinas" nas meias-finais deste Euro 2012. Uma exibição dominadora perante a França culminou num bis de Xabi Alonso que levou os espanhóis até esta fase com uma vitória por 2-0.

O grande prato forte da turma de Vicente del Bosque é, sem dúvida, a capacidade de manter a posse de bola que se transporta do Barcelona com Xavi, Iniesta, Busquets, Fàbregas ou Piqué, aos quais se juntam outros jogadores com uma grande capacidade de fazer circular a bola, como Xabi Alonso, David Silva ou Jordi Alba. A velocidade com que a formação de "nuestros hermanos" consegue recuperar a bola é também notável.

Ao contrário do que muitos pensam, a Espanha não é imbatível. Existem formas de a vencer e, analisando os últimos jogos onde La Roja não venceu, podemos notar algumas "lacunas" táticas. Ao jogar com as linhas muito avançadas, uma simples perda de bola poderá revelar-se como fatal. Se Ronaldo ou Nani receberem a bola após um desses lances, poderão transportar a equipa portuguesa para a frente muito rapidamente e, face à diminuta velocidade dos atletas espanhóis, causar estragos. Outro dos pontos essenciais para o bom  porto da seleção nacional é "deixar" os oponentes jogar, pois será muito difícil retirar a bola aos espanhóis, mesmo efetuando pressão. No entanto, será essencial jogar com as linhas um tanto avançadas e "fechar" as portas da baliza. Como eles não rematarão de longe, não surgirá perigo por aí.

Ansiamos por uma vitória portuguesa que, caso surja, tanto nos transportará para a glória, como também será certamente muito sofrida.

sábado, 23 de junho de 2012

João Moutinho: o pulmão da seleção

Apesar de não concordar completamente com Pinto da Costa, que referiu que João Moutinho é "a estrela" da seleção, tenho de demonstrar o meu apreço pelo médio portista. A par de Pepe e de Cristiano Ronaldo, Moutinho é o elemento português em melhor condição física, algo que se reflete no campo.

Com uma capacidade de sofrimento fora do normal, que camufla o seu aspeto franzino (1,70 metros), Moutinho é capaz de aparecer em todo o lado, como ficou comprovado no jogo com a República Checa, no qual o centrocampista apareceu na linha lateral para efetuar o cruzamento que haveria de dar golo, após excelente cabeceamento de Cristiano Ronaldo. Outro dom de Moutinho é o pragmatismo e a regularidade. O algarvio é daqueles que "não sabe jogar mal", o que lhe confere uma importância vital no meio campo português, tão importante na manobra, quer ofensiva, quer defensiva, dos lusos.

Esperemos então que Moutinho se mantenha ao mais alto nível, e que ajude a "equipa de todos nós", no desafio das meias finais. Uma coisa é certa: Com o portista em campo, as probabilidades de Portugal assegurar uma vitória serão substancialmente mais elevadas.

Mais um desafio para Espanha

Realiza-se hoje, ás 19.45, um dos desafios mais aguardados dos "quartos" do Euro 2012. Frente a frente duas das seleções que melhor futebol praticaram ao longo da fase de grupos. Franceses e espanhóis alimentam, assim, a ilusão de conquistarem o seu terceiro título continental, num duelo que também colocará os portugueses à frente da televisão, pois será uma destas equipas que se baterá com Portugal rumo à final.

Na memória dos hispânicos ainda estará a final perdida contra França, em 1984, na qual um enorme "frango" de Arconada, após livre de Platini, galvanizaria os gauleses rumo ao primeiro Europeu da sua história. Para além deste jogo, de má memória para os espanhóis, efetuaram-se mais dois, em fases finais de Europeus. O balanço é positivo para os gauleses, já que levam duas vitórias e um empate. Aliás, uma das vitórias francesas, em 2000, ajudou a França a ser campeã, num jogo dos quartos de final, no qual Zidane e Djorkaeff apontaram os golos da sua seleção, num resultado positivo de 2-1.

Porém, como todos os jogos têm uma história, a Espanha está convicta que, com uma equipa recheada de estrelas, poderá ultrapassar a seleção francesa, e tornar-se na primeira seleção a vencer dois Europeus seguidos.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Uma Alemanha que assusta

Alemanha 4-2 Grécia

Num jogo que prometia ser mais que uma simples partida (pelas razões políticas já conhecidas), o poderio alemão veio ao de cima para assustar a Europa do futebol. A diferença entre estas duas equipas eram já conhecidas, porém pouca gente esperava que essa disparidade de qualidade se revelasse num resultado tão desequilibrado. Os alemães, que se apresentaram com vários suplentes como Marco Reus, Schurrle ou Klose, mostraram-se superiores desde o minuto inicial e a seleção grega apenas conseguiu contrariar essa toada em raros contra-ataques.

Apesar de tudo isso, a Mannschaft apenas abriu o marcador aos 39 minutos: Lahm, com um remate fantástico de fora de área, fez o 1-0. Já na 2ª parte, Samaras empatou a partida e deu a esperança à equipa de Fernando Santos. Seis minutos depois, Khedira voltou a colocar justiça no marcador, fazendo mais um através de um remate fulminante. Mais tarde, Klose e Reus marcaram mais dois golos para os vice-campeões europeus. A um minuto do fim, Salpingidis converteu uma grande penalidade e fechou o resultado. Em termos de individualidades, de destacar Mesut Özil, que espalhou magia pelo relvado de Gdansk, e Reus, que tem potencial para vir a ser um dos melhores futebolistas do Mundo. Agora, os alemães ficam à espera do Inglaterra vs. Itália para conhecerem o seu futuro adversário nas meias-finais. Por sua vez, os gregos terminam aqui a sua jornada no Euro 2012, após terem surpreendido muita gente ao ultrapassarem a fase de grupos.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

O capitão mostra como se faz

Rep. Checa 0-1 Portugal

Portugal está nas meias-finais do Euro 2012 da Polónia e da Ucrânia! Após um jogo sofrido que acabou por ser decidido por uma cabeçada certeira de Cristiano Ronaldo, a equipa lusa volta a repetir este feito pela quarta vez na sua história.

O jogo foi dominado pelos portugueses em praticamente todos os momentos da partida, no entanto os checos entraram melhor no jogo. Essa supremacia durou cerca de 15 minutos e, a partir desse momento, a turma de Paulo Bento agarrou o controlo do jogo e nunca mais o largou. À meia-hora, Ronaldo deu o primeiro aviso: um pontapé de bicicleta dentro da grande área checa que não passou muito longe do poste. Pouco tempo depois, Hélder Postiga saiu por lesão (quanto tempo ficará de fora) e foi substituído por Hugo Almeida (que, diga-se de passagem, não fez uma grande exibição). Já nos descontos do primeiro tempo, Ronaldo rematou forte contra o ferro da baliza de Cech.

Esta toada manteve-se durante a etapa complementar, com um Portugal mais criativo, mais rápido, menos fatigado e menos "preso". Aos 48 minutos, surge um livre direto mesmo ao jeito de Ronaldo, porém o jogador do Real Madrid voltou a atirar ao poste. Cerca de um quarto de hora mais tarde, foi a vez de Moutinho obrigar Cech a efetuar uma grande defesa. A resistência checa não durou muito mais tempo e, aos 80 minutos, Cristiano Ronaldo respondeu a um cruzamento de João Moutinho com um cabeceamento fulminante que só parou nas redes da baliza adversária. Paulo Bento lançou Custódio e Rolando para segurar o resultado e, felizmente, este não se alterou até final.

Hoje, com uma grande exibição, a seleção das "quinas" mostrou que a vingança serve-se mesmo fria. Muito se falou durante 16 anos do "chapéu" de Poborsky que tirou a seleção do Europeu de 1996. É hora de esquecer essa lenda e festejar esta vitória sobre uma equipa que veio estacionar um autocarro em frente à sua baliza, mas que se esqueceu do espírito guerreiro luso. Agora há que esperar pelo resultado do Espanha vs. França, de onde sairá o adversário português nas semi-finais. Mas, com Ronaldo e companhia, podemos vencer qualquer um...

Esperança numa vitória

O onze que deverá atuar hoje.
Hoje, às 19h45, joga-se o futuro da seleção nacional no Euro 2012. Frente a uma República Checa longe dos seus tempos mais áureos e que aposta tudo em Petr Cech, Jiracek e Rosicky, Portugal parte como favorito.

A República Checa pratica um futebol cínico e apostará tudo no contra-ataque, já que possui jogadores letais neste processo. Portugal deverá partir para cima do adversário desde o primeiro minuto de forma aguerrida, com pressão sobre a primeira linha checa e um futebol pensado de forma a desmontar a defesa da equipa da Europa Central, não desguarnecendo a defesa. Será essencial a inspiração de jogadores como Cristiano Ronaldo (que deverá ser marcado por Gebre Selassie, jogador esse que tem vindo a ser uma das revelações deste Europeu de Futebol), Nani e Fábio Coentrão, os jogadores que, na ausência de um típico "dez", têm pegado na equipa.

Outro aspeto preocupante é a possibilidade, caso Portugal ultrapasse esta fase, de ver algum dos seus principais atletas fora das "meias" se forem admoestados com um cartão amarelo, dado que apenas se fica com a ficha limpa após os quartos-de-final. Cristiano Ronaldo, Hélder Postiga, Raúl Meireles, João Pereira e Fábio Coentrão encontram-se nessa situação e deverão ter cuidado quer com as entradas sobre os adversários, quer com as palavras dirigidas ao árbitro inglês Howard Webb.

terça-feira, 19 de junho de 2012

Alerta 10

Já tivemos Rui Costa (na imagem), Pedro Barbosa ou Deco, porém agora temos que nos limitar a um meio-campo combativo e sem um típico criativo. Nani e Cristiano Ronaldo têm conseguido ocultar por vezes essa lacuna clara na turma de Paulo Bento, mas, nos jogos frente a equipas mais equilibradas (como a Alemanha ou a Dinamarca), tem ficado bem patente que a falta de um playmaker tem faltado à equipa das "quinas". Ter um jogador capaz de fazer aqueles passes fatais no momento exato ou organizar a equipa desde trás é essencial no futebol moderno e a Portugal falta um ou mais jogadores desse género.

Na minha modesta opinião, Carlos Martins, apesar de atuar como médio-ofensivo não tem essas características, e Hugo Viana, tal como Rúben Micael, não tem qualidade para ser titular na seleção. Sendo assim, apresentamos de seguida uma lista de futebolistas que a curto/longo prazo poderão vir a tornar-se esse jogador tão essencial à nossa equipa.

Adrien Silva (Académica - emp. Sporting): De todos os futebolistas deste lote, o atleta formado em Alcochete é o com maior qualidade de momento. Com 23 anos e prestes a rescindir com os leões, levou os "estudantes" às costas durante esta época com a sua criatividade, a sua verticalidade, a sua garra e a sua tremenda qualidade técnica. Bastar-lhe-iam duas/três temporadas ao mais alto nível para poder atingir a seleção e essa oportunidade poderá passar pelo Montpellier, campeão francês, ou pelo Cluj, campeão romeno. Nunca atingirá o nível de Rui Costa, é certo, mas poderá ser uma excelente solução.

David Simão (Académica - emp. Benfica): Este "estudante" nascido em Paris, em 2010/11, brilhou ao serviço do Paços de Ferreira e por isso, na primeira metade da época, teve a sua oportunidade no plantel principal da sua equipa de formação, o Benfica. Infelizmente, desperdiçou-a e, em janeiro, seguiu para Coimbra onde foi peça fundamental na caminhada da equipa de Pedro Emanuel para o título da Taça de Portugal. Apesar de ser um tanto lento, este jovem de 22 anos tem técnica, boa visão jogo e é primoroso nos passes longos. Nos juniores do Benfica bateu recordes e prometeu muito. Esperemos que cumpra todas essas promessas...

Sérgio Oliveira (Penafiel - emp. Sporting): É o jogador com menor potencial deste leque de hipóteses para a equipa das "quinas", no entanto realizou um excelente Mundial de sub-20 no ano passado e foi ídolo nas camadas jovens dos dragões. Na primeira metade da época esteve perdido no Mechelen da Bélgica. Os portistas não perderão a hipótese de reaver o futebolista de 20 anos e de o emprestar ao Penafiel onde realizou todos os jogos possíveis e ajudou os nortenhos na sua campanha que culminou num honroso 9º lugar. Deverá ser agora emprestado a uma equipa da Primeira Liga. Estaremos atentos ao seu desenvolvimento.

Saná (Valladoid): O médio de 20 anos conjuga velocidade e qualidade técnica de uma forma muito equilibrada, o que lhe permite ser um futebolista muito interessante. Apesar de só ter realizado 2 jogos oficiais durante esta temporada, é considerado em Espanha uma jovem promessa que, no futuro, poderá atingir outro nível. Sinceramente, não acredito muito neste jovem formado no Benfica, porém admito-lhe qualidade.

Filipe Chaby (Sporting): De todos estes jogadores, é, na minha opinião, o que possui mais potencial e, sinceramente, poderá atingir um nível mundial. Este canhoto de 18 anos, oriundo de Setúbal, que atua em Alcochete é já fortemente pretendido pela Europa fora. Muito tecnicista, veloz, criativo e simplista fará parte, ou muito me engano, do futuro do Sporting e do da seleção.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Resultado aldrabado em Gdansk

Para a história ficará a vitória da Espanha sobre a Croácia por 1-0, mas, no futuro, do que ninguém (pelo menos, fora da Croácia) se lembrará serão as duas grandes penalidades claríssimas não marcadas por Wolfgang Stark e, que ao serem assinaladas, muito provavelmente, teriam colocado a campeã mundial e europeia em título fora da competição. Sem dúvida que com a Espanha, o Euro ficará muito mais rico em termos de espetáculo, mas a justiça acima de tudo...

Se isto não é penalty, o que será?

E, na sequência do lance acima, aos 88 minutos, Jesús Navas desfrutou de uma assistência de Andrés Iniesta para meter a Espanha nos quartos-de-final. Incredulamente, mais tarde, Michel Platini veio dizer que perspetiva uma final entre Alemanha e Espanha. Sem dúvida que seria um jogo bonito e histórico, mas será que seria o mais justo?

No outro jogo do grupo C, a Itália venceu a Irlanda por 2-0 com golos de Cassano e Balotelli e também está no quartos.

Que venham os checos!

Após a épica vitória de ontem, ante a Holanda, os portugueses já sabem qual o adversário nos quartos de final: a República Checa. Os checos apuraram-se em primeiro lugar no grupo A, quedando-se à frente de Grécia (2º lugar), Rússia (3º) e Polónia, que não foi além do 4º e último lugar do primeiro grupo. Esta seleção prima pela qualidade coletiva, aliada, ainda assim, a alguns talentos individuais, como são os casos de Rosicky, se jogar, e Pilar, jovem médio de grande qualidade. Ao falarmos da República Checa, falamos de uma equipa equilibrada em todos os setores, sendo apenas brilhante na posição de guarda-redes, onde Petr Cech se assume como baluarte de uma defesa algo inconstante.

Neste momento, uma das maiores lacunas dos checos prende-se com a falta de opções atacantes. Todos os 4 golos da seleção neste Euro foram apontados por médios. Dois golos de Pilar e outros dois de Jiracek, algo surpreendente, uma vez que Baros, avançado mais utilizado pelo selecionador Bilek, foi o melhor marcador do Euro 2004, que se realizou em Portugal.

As maiores ameaças à segurança portuguesa são direcionadas, principalmente, ao jovem Pilar, que está a fazer um surpreendente Euro, Rosicky, que é o "maestro" desta seleção, embora possa não jogar, devido a lesão. A seleção Lusa também terá de estar atenta às bolas paradas, principalmente a livres, nos quais o lateral Kadlec, melhor marcador checo na fase de qualificação, poderá evidenciar-se graças à potência e colocação do seu remate.

Portugal já demonstrou que pode vencer qualquer equipa deste Europeu. Porém, o maior erro que a seleção nacional pode cometer é menosprezar o adversário e cair em facilitísmos. Nos "quartos" de uma grande competição, o respeito tem de estar sempre presente, pois só assim será possível galgar terreno rumo ás meias-finais, e, depois, quem sabe, chegar à final. Mas, primeiro, venham de lá os checos!

Fernando Machado

sábado, 16 de junho de 2012

Uma laranja espremida

Portugal joga amanhã (domingo) o seu futuro no Euro. Para assegurarem a passagem aos "quartos" é importante que a seleção lusa vença os congéneres holandeses. Porém, pelo que se tem visto neste Euro, o país das tulipas está longe de se apresentar ao mesmo nível do Campeonato do Mundo de 2010, no qual foram semifinalistas, baqueando apenas no prolongamento, ante a Espanha. Existem várias teorias para este insucesso. Mas o motivo desta desilusão prende-se com vários fatores, seguidamente enumerados.

Desde logo, o desconforto no balneário holandês. A imagem que é transmitida pelos jogadores é de insatisfação, como foi o caso do médio do Tottenham van der Vaart, que veio a público referir que "se a Holanda quiser ganhar" ele próprio terá de jogar. Ora bem, se há algo que uma seleção, durante uma grande competição, não pretende é distúrbios no seio do balneário, algo que pode ajudar a enfraquecer qualquer seleção, seja ela vice-campeã do Mundial ou não.

Outro fator importante é a incompetência na defesa. Os laterais são demasiados jovens, pelo que preferem não arriscar no ataque. van der Wiel (24 anos) e Willems (18 anos), podem vir a ser grandes laterais, mas por ora não o são. No centro da defesa, apesar de existir rigor e experiência, falta uma referência absoluta, um jogador de classe mundial. Heitinga (28 anos) e Mathijsen (32 anos) são, de facto experientes, mas nenhum deles teria lugar numa equipa de topo.

O último fator relativiza-se com a desunião dos blocos defensivos e ofensivos. Mark van Bommel e Nigel de Jong têm qualidade, sim, mas são demasiado posicionais, pensando mais em defender, não se preocupando muito com tarefas atacantes. Para atenuar esta complicação, o técnico Bert van Marwijk poderia utilizar van der Vaart, mas as recentes declarações do "Spur" não abonam a seu favor.

Perante isto, esperemos que a desilusão holandesa seja total e que Portugal tenha razões de festejar a passagem aos "quartos" do Euro.

Fernando Machado

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Paulo Bento: "O nosso grupo é o mais forte"

O selecionador português Paulo Bento assumiu que o sorteio para o Euro 2012 não foi favorável para a "equipa das quinas". "Possivelmente, dos quatro grupos, o nosso é o mais forte e equilibrado", declarou o técnico português que salientou ainda que há um trabalho árduo pela frente. "O objetivo está traçado: passar à fase seguinte", disse Paulo Bento que, na hora de avaliar os adversários, não escondeu elogios, sublinhando as últimas conquistas dos alemães e holandeses. Paulo Bento já aponta atenções para a estreia com a Alemanha, lembrando que "será um jogo muito complicado" apesar de preferir pensar melhor na forma de encarar cada jogo.

Euro 2012: Portugal fica com Holanda, Dinamarca e Alemanha

O sorteio do Euro 2012 da Ucrânia e da Polónia colocou a seleção nacional no "grupo da morte", o grupo B, juntamente com a Holanda, Dinamarca e Alemanha, todas elas com jogadores de peso que aspirarão a lutar pelo apuramento para os quartos-de-final. Portugal jogará com a Alemanha no dia 9 de junho, com a Dinamarca no dia 13 de junho e com a Holanda a 17 de junho, sempre na Ucrânia. O jogo de abertura colocará a anfitriã Polónia perante a Grécia de Fernando Santos a 8 de junho do próximo ano.

Grupo A: Polónia, República Checa, Grécia e Rússia
Grupo B: Holanda, Dinamarca, Portugal e Alemanha
Grupo C: Espanha, República da Irlanda, Croácia e Itália
Grupo D: Ucrânia, França, Suécia e Inglaterra

Quem passará no grupo A, o grupo claramente mais fraco desta edição do Europeu? E no B, o "grupo da morte"? Será que Portugal terá hipóteses de passar num grupo onde defrontará a Alemanha, a Holanda e até a Dinamarca (que nos derrotou durante a classificação)? No C espera-se que Espanha e Itália façam valer das suas referências individuais e levem de vencidas a Irlanda e a Croácia. No grupo D, a Inglaterra já parece estar nos quartos-de-final, enquanto que França e Suécia lutarão pela segunda vaga...


Ps: Reprovamos completamente a ideia de colocar como anfitriãs equipas que, provavelmente, não terão hipóteses de ultrapassar, pelo menos, uma fase. Este ano a história deverá ser a mesma do Euro na Áustria e Suíça ou do Mundial na África do Sul. Sabendo de ante-mão que a Ucrânia tem hipóteses mínimas de destronar a França, Suécia ou Inglaterra, esperamos que a Polónia consiga surpreender no grupo teoricamente mais fraco da edição, oferecendo alguma emoção aos seus adeptos que, pela primeira vez, receberão uma grande competição internacional.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Euro 2012 bem constituído

O Europeu que se vai realizar na Polónia e na Ucrânia no próximo ano está bem constituído, com várias equipas de renome. No grupo A, a Alemanha não permitiu veleidades e venceu o seu grupo, com 10 vitórias noutros tantos jogos, a Turquia quedou-se em 2º lugar, à frente da Bélgica, com apenas 2 pontos de vantagem. No 2º grupo, a Rússia venceu-o, passando à frente de Irlanda (21 pontos), arménia (17) e Eslováquia (15). No grupo 3, a Itália não deu hipóteses e ficou em 1º lugar, a Estónia surpreendeu e ficou em 2º à frente de Sérvia e Eslovénia. No grupo D, a França garantiu o apuramento direto com apenas mais um ponto de vantagem sobre a Bósnia, a Roménia ficou em 3º e não se apurou. No grupo E, a Holanda, obteve o primeiro lugar, perante uma surpreendente Suécia que garantiu 24 pontos, e embora tenha ficado em 2º, apurou-se diretamente para a fase final. No 6º grupo, a Grécia de Fernando Santos, ficou no topo, ficando à frente da Croácia e de Israel. A Inglaterra, venceu o grupo G, ficando Montenegro em 2º lugar. Portugal ficou no grupo H, finalizou em 2º, atrás da Dinamarca e com os mesmos pontos do 3º. O último grupo foi indubitavelmente vencido pela Espanha, com a República Checa a quedar-se em 2º lugar. Nos playoff, República Checa, Irlanda, Portugal e Croácia, juntaram-se a Suécia, Dinamarca, Alemanha, Rússia, Itália, Polónia, Ucrânia, Grécia, Inglaterra, França e Espanha, na fase final do 14º Europeu da história.